Capitão do Caldas arrasador: «Ao futebol português, perdoem-lhes. Eles não sabem o que fazem»

Diogo Clemente critica decisão de mudar o jogo com o Sp. Braga para o Estádio Manuel Marques, em Torres Vedras

Seguir Autor:

O protesto dos jogadores do Caldas no arranque do duelo com o Sp. Braga
O protesto dos jogadores do Caldas no arranque do duelo com o Sp. Braga • Foto: Carlos Barroso

Após o apito final do Caldas-Sp. Braga (0-3), Diogo Clemente, o capitão do emblema da Liga 3, adotou um discurso muito duro na zona de entrevistas rápidas. À Sport TV, o defesa de 30 anos não deixou nada por dizer.

"[Em primeiro lugar] Dizer que hoje perdeu o futebol português. Infelizmente, não houve verdade desportiva. E há que tocar na ferida. Não é a primeira vez que acontece e os pequenos acabam sempre por ser lesados. Avisaram-nos ontem às 21h00 com um email que o jogo não poderia ser no Campo da Mata. Ou Manuel Marques, ou Jamor. O clube tinha uma hora para responder. Acho que isso diz muito daquilo que fizemos. Viemos aqui com todas as nossas armas, mas psicologicamente completamente mortos. A verdade tem de ser dita. Pode haver castigos, tudo o que quiserem, mas a verdade tem de ser dita. O caráter, honra e dignidade não se compram. E se alguém precisar, venha às Caldas. Há muito disso. Temos elementos de borla no clube, de borla. Temos um senhor que está há três ou quatro dias desde as 6h00 da manhã a preparar tudo para que o jogo pudesse ser na Mata. E na noite antes do jogo é que nos avisam que não pode ser. Há coisas que não se compreendem. O futebol português está podre em certos valores. Os grandes é que contam e até o Sp. Braga perdeu hoje. O que sentimos hoje com o Sp. Braga é que o Sp. Braga sente quando joga com os três grandes. Uma palavra aos nossos adeptos: conseguimos encher a casa do nosso rival. Acho que as pessoas não percebem o que se passou aqui. Em termos de comparação, é como se o Benfica não pudesse jogar na Luz e enchesse Alvalade. Igualzinho. Agora é o que é. Às pessoas das Caldas, aos meus jogadores, equipa técnica, staff e principalmente à direção, que fez tudo para jogarmos na Mata, o meu muito obrigado. E ao futebol português, perdoem-lhes que eles não sabem o que fazem", lamentou.

Jogo esteve em vias de ser adiado? "A única forma de ser adiado era não haver interdição do nosso estádio. E interditaram imediatamente. Acho que isso diz muito. Na Mata, se calhar, tínhamos 5% de hipóteses de passar. É a realidade, são mundos completamente opostos. Aqui, se calhar, ficámos com 1% ou 2%. Mas acho que todos viram a excelente 1.ª parte que fizemos. Na 2.ª foram os detalhes, fisicamente também fomos um pouco abaixo. E se o nosso relvado estava mau, é olharem para este. Houve jogadores do Caldas que se lesionaram. Mas isso pouco interessa, o que interessava mesmo era não haver lesões do outro lado. Tem de se meter a mão na ferida. Isto não pode ser tudo em torno dos grandes. Já se fazem competições só para os grandes como a Taça da Liga, mas se quiseres também fazer a Taça de Portugal, à vontade. Ou se apanha um dia muito mau deles e muito bom nosso, ou vão sempre arranjar estratagemas".

3
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Newsletters RecordReceba gratuitamente no seu email a Newsletter Premium ver exemplo

Ultimas de Taça de Portugal

Notícias
Notícias Mais Vistas