Do "amealhar dinheirinho" ao "reclamem em campo, não nas redes sociais": 2.ª ronda da Taça teve de tudo

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• Foto: Paulo Calado

Finalizou este domingo a 2.ª ronda da Taça de Portugal, com cinco equipas da 2.ª Liga a serem eliminadas por adversários de escalões inferiores. Estas foram as análises dos treinadores nessas partidas em que se registaram as grandes surpresas desta ronda.

Águeda-Famalicão (1-0)

- Henrique Nunes (Treinador do Águeda): "Penso que fomos premiados por tudo aquilo que fizemos durante os 90 minutos. Nós na primeira parte, na minha opinião, criámos as melhores oportunidades de golo. Tivemos dois ou três lances de golo, num deles fizemos golo. Não há dúvida que na segunda parte o Famalicão dominou o jogo, mas em termos de oportunidades teve uma ou duas nesta ponta final. Aquilo que é de realçar é a entrega da nossa equipa. (...) Falando do jogo, acho que fomos premiados por tudo aquilo que fizémos e provavelmente o nosso adversário não nos valorizou comno devia e ao fazer tantas alterações sujeitou-se e acho que foram bem eliminados da Taça de Portugal".

- Sérgio Vieira (Treinador do Famalicão): "[O Famalicão não se desleixou?] Não, de forma alguma. A forma como a gente entrou no jogo, nem é preciso palavras. Nós entrámos, podíamos ter feito o 1-0 podíamos ter feito o 2-0, a jogar bem, de forma equilibrada, a não proporcionar situações ao adversário. O que é que o adversário fez? Aquilo que é característico nele: Chutou na frente, muita luta física, primeira e segunda bola e é natural que em algumas bolas que fossem lançadas ia acabar por acontecer uma situação dessas. Não aconteceu nessas circunstâncias, aconteceu num erro nosso, numa saída nossa."

Pedras Salgadas-Académica (1-0)

- Ricardo Silva (Treinador do Pedras Salgadas): "Estiveram três grandes equipas dentro de campo e ganhou a melhor. O Pedras Salgadas dignificou o futebol transmontano, o Campeonato de Portugal e o futebol amador. Fizemos um jogo brilhante, sabíamos dos perigos que esta Académica podia trazer mas estivemos irrepreensíveis e não recordo de um lance de perigo da Académica, uma equipa profissional, enquanto nós somos uma equipa amadora."

- Carlos Pinto (Treinador da Académica): "A Taça de Portugal é isto mesmo. Entrámos a perder num lance de bola parada, reagimos, tivemos várias oportunidades e a partir do momento em que não finalizámos o adversário acreditou que podia fazer uma surpresa e foi isso que aconteceu. Parabéns ao Pedras Salgadas pela passagem, pois teve brio e uma atitude fortíssima. Nesta prova ou se chega a casa do adversário e se consegue rapidamente marcar e resolver o jogo ou sentimos dificuldades, porque, a partir do momento em que o adversário se coloca em vantagem, joga em transição. Sem chegar à igualdade a equipa da casa acreditou e venceu."

Fátima-Oliveirense (1-0)

- Nuno Kata (Treinador do Fátima): "Estou muito satisfeito pela passagem à próxima eliminatória, mas ainda mais satisfeito pelo jogo realizado pela minha equipa. Não se notou grande diferença, nem a nível de qualidade nem de intensidade de uma equipa para a outra, apesar de a Oliveirense ser de um escalão superior. A minha equipa jogou sempre olhos nos olhos (...). [Qual adversário prefere] A Taça dá algum dinheirinho e o Fátima, assim como outros clubes do Campeonato de Portugal, precisam de dinheiro. Agora, gostava que viessem equipas mais acessíveis. Mas mais acessível não quer dizer nada. Fomos eliminados por uma equipa do nosso escalão e eliminámos uma equipa da II Liga. Não há adversários fáceis. Gostaríamos de seguir em frente mais algumas eliminatórias para amealhar algum dinheirinho e depois mais para a frente encontrar um grande do futebol português".

- Pedro Miguel (Treinador da Oliveirense): "Foi um jogo dividido. Na primeira parte não aproveitámos o fator vento. Fomos pouco agressivos, circulámos pouco a bola e deixámos o jogo andar. Ao intervalo, alertámos que era preciso alterar o rumo e iríamos ter o vento contra, o que também poderia ser uma vantagem, porque os bolas não travavam, mas fomos traídos por uma bola nas costas da nossa defesa. Não preparámos a transição defensiva e acabámos por sofrer um golo. Se calhar sofremos o golo no nosso melhor período. Tentámos responder mais com o coração do que com a cabeça e não conseguimos chegar ao empate e levar o jogo para ao prolongamento."

Sacavenense-Varzim (2-1)

- Bruno Dias (Treinador do Sacavenense): "Esta partida foi um marco para este grupo de trabalho. Obviamente, é um resultado histórico para o Sacavenense, alicerçado num conjunto de valores. Tivemos uma primeira parte em que fomos muito superiores ao Varzim, tivemos três oportunidades e fomos justamente a ganhar por dois golos para o intervalo.  Queremos jogar em casa [na próxima eliminatória] seguramente, mas não temos controlo sobre esse aspeto. Quem vier será estudado como foram o Varzim e o Alverca."

Nuno Capucho (Treinador do Varzim): "Na primeira parte não existimos. Não fomos a equipa que fomos no início da época e não fizemos o que somos no treino. Quando assim é, não respeitamos o futebol. Não podemos arranjar desculpas. É um sinal de que alguns jogadores não podem vestir a nossa camisola. Se querem reclamar não é nas redes sociais, é no campo. A responsabilidade é sempre minha."

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