Lourinhanense-Belenenses, 0-2: Um triunfo natural em tons azul-pálido

Lourinhanense-Belenenses, 0-2: Um triunfo natural em tons azul-pálido
Lourinhanense-Belenenses, 0-2: Um triunfo natural em tons azul-pálido • Foto: João Trindade

O Belenenses garantiu ontem a passagem à próxima eliminatória da Taça de Portugal, mas do jogo com o Lourinhanense sobra apenas a naturalidade da vitória. Uma exibição em tons de azul-pálido, a espaços muito displicente, chegou para ultrapassar um adversário modesto mas que teve o mérito de tentar discutir o jogo pelo jogo.

A evidente diferença de valores individuais acabou por ser o factor de desequilíbrio, numa partida em que os homens de Marinho Peres não foram capazes de justificar por inteiro a seriedade com que o treinador abordou a partida.

Dito de outra maneira, o Belenenses encontrou demasiadas facilidades na face inicial do jogo, chegou aos dois golos de vantagem ainda antes dos 15 minutos e a partir daí como que "fechou a loja".

É certo que os azuis ainda desperdiçaram três ou quatro lances de golo feito, acertaram duas bolas na trave da baliza de Bruno Fernandes, mas tudo o resto foi apenas cinzentão – assim ao jeito de quem está a fazer um frete.

Para o Lourinhanense sobrou a atitude, a intenção de uma equipa que não se resguardou excessivamente na defesa, antes procurou chegar perto da baliza de Marco Aurélio. Aliás, o guarda-redes dos azuis foi mesmo obrigado a aplicar-se em dois bons remates do dianteiro Alves.

A juventude de alguns dos elementos do Lourinhanense e consequente ingenuidade em momentos cruciais – leia-se situações defensivas e saída para o conta-ataque – acabaram por anular as boas intenções. E, embora consentido pelo adversário, deve sublinhar-se o relativo domínio do anfitrião durante grande parte do segundo tempo.

Aceita-se a diferença de golos, mas pelo que tentou fazer – sobretudo após o intervalo – o Lourinhanense merecia a alegria de marcar ao ilustre visitante.

Boa arbitragem de José Godinho, num jogo correcto e com poucas intervenções faltosas.

Visto do banco

Carlos Pereira: "Tentámos retardar ao máximo que o adversário traduzisse a sua superioridade, mas sofremos dois golos em 13 minutos, fruto da ansiedade dos jogadores. Mesmo assim, não saímos muito diminuídos. Estes jovens estão de parabéns e desejo que o Belenenses seja finalista da Taça."

Marinho Peres: "Cumprimos a obrigação num jogo agradável. As duas equipas criaram ocasiões e a nossa marcou numa altura em que o campo estava melhor. Conseguimos uma vantagem confortável que nos permitiu reter a bola no segundo tempo. Nestes jogos a responsabilidade aumenta, pelo que o levámos com seriedade."

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