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Sem clube desde que deixou o Sp. Braga em 2020/21, Paulo Tavares foi apontado ao comando técnico do Benfica aquando da saída de Pulpis. O acordo não se efetivou, num cenário abordado pelo experiente treinador à margem do fórum da Associação Nacional dos Treinadores de Futebol.
"Não é verdade [que o acordo estivesse fechado]. Houve a abordagem e a conversa, mas não houve acordo. Não houve entendimento da minha parte nem da parte do Benfica para se poder chegar a acordo. Depois é natural que se fale, mas não houve acordo nenhum. Não era só eu que estava na corrida, havia um treinador estrengeiro [Kaká] e um treinador português, o Mário Silva, que penso que vai ser apresentado hoje. Desiludido? Nada, zero. Já passei essa fase, se fosse há cinco/seis anos estaria. O Benfica falou comigo, houve situações com as quais não concordava e passou-se à frente. O clube optou depois por outro treinador, parabéns a quem vai assumir o lugar e desejo o melhor ao Benfica. Agradeço pelo facto de ter feito parte das escolhas, mas o Benfica optou por outra opção. O Mário é um treinador jovem, competente e conhece o Benfica. Penso que o Benfica precisa disto neste momento e penso que é a opção certa para o clube", referiu Paulo Tavares.
O técnico explicou ainda de que forma o futsal e o futebol se podem complementar, deixando muitos elogios a um treinador com quem privou em Braga: "Quando estive no Sp. Braga conversava muito com o Abel e trocávamos muitas ideias e é possível haver esse trabalho em conjunto. Realço a competência dele, foi um homem que me agradou imenso porque me abriu as portas e estava aberto à troca de conhecimentos. Quando assim é está-se mais próximo do sucesso, ele é uma pessoa excelente, um homem com H grande".
Por Diogo Matos