Gonçalo Alves dá o murro na mesa: «Chegou o dia de dizer 'basta', não brinquem com o Benfica»

Team manager do clube da Luz agastado após quarto jogo da final do playoff

• Foto: Luís Manuel Neves 

Um dia depois da derrota por 5-3 em casa do Sporting, que ditou a disputa de uma 'negra' para definir o campeão nacional de futsal, o team manager do Benfica deixou duras críticas ao trabalho das equipas de arbitragem e também ao que diz ser uma "atitude típica" do rival da Segunda Circular. Na mesma declaração, Gonçalo Alves fala mesmo de "um dia negro para o futsal português".

"Já é uma atitude típica do Sporting. Cada vez que perde um jogo das finais tem este tipo de comportamento e tira proveito disso, o que é lamentável. Infelizmente os árbitros deixam-se influenciar e condicionar. A arbitragem de ontem é lamentável e chegou o dia de dizer 'basta', não brinquem com o Benfica. Foi um dia negro para o futsal português. Foram erros a mais contra o Benfica, um clube que, de há anos para cá, tem tido uma postura impecável, nada havendo a apontar. Quando perde ou quando ganha, nunca são os árbitros. No entanto, há outros clubes que têm uma postura completamente oposta: quando ganham os árbitros são excelentes, quando perdem os árbitros são sempre horríveis. E tiram dividendos. A dupla de arbitragem estava completamente condicionada", disse Gonçalo Alves.

À BTV, o diretor do Benfica fala em "amadorismo total por parte desta dupla de arbitragem", realçando o "lance que deu origem ao 4-3, que virou o resultado completamente..." "O André Coelho ganha posição, toca na bola e segue... Falta! O árbitro que apita é o que está mal posicionado. O outro está em linha, vê o lance, percebe que não é falta... Isto é que é grave: o árbitro que está mal posicionado é que apita. Mas temos algum azar com ele, o Benfica raramente ganha com este árbitro e há sempre lances polémicos, jogadores expulsos...", lembrou, apontando ainda vários outros lances, antes de sentenciar: "Acho que o objetivo nem era que o Benfica perdesse; era que fosse goleado, esmagado. Mesmo assim, fomos a prolongamento, lutámos até ao fim. Não há nada a dizer a estes jogadores. Estavam super-revoltados e no domingo vão mostrá-lo dentro de campo".

A garrafa de Deo...

Gonçalo Alves visou igualmente a atitude de Deo, que a determinado momento do jogo utilizou a água de uma garrafa para molhar o piso do pavilhão. "Isto é lamentável, é o vale tudo! O André Coelho passou por ali segundos depois. Para que se tenha noção, muitas das lesões no futsal acontecem quando o piso está molhado. Se o André, quando passa, pisa mesmo a água, poderia ficar seis meses parado por causa de uma atitude antidesportiva e lamentável como esta. Espero que a Federação Portuguesa de Futebol veja isto e castigue severamente. Que este caso seja um exemplo", pediu o diretor encarnado, apontando mesmo que este ato "não pode ser penalizado com um ou dois jogos de castigo".

De resto, Gonçalo Alves abordou igualmente aquilo que sucedeu junto ao banco do Benfica neste jogo 4. "Foi inacreditável! Fartei-me de chamar a atenção dos Assistentes de Recintos Desportivos e da Polícia, porque estavam a bater nos vidros por detrás do nosso banco. Valeu tudo! Insultos, cuspidelas, atirar bolas de matraquilhos, moedas, isqueiros, tudo... E houve um momento em que o vidro atrás do banco não aguentou. O nosso técnico de equipamentos, que estava sentado, levou com o vidro em cima. Felizmente não aconteceu nada de grave, mas podia ter acontecido. Não foi um acidente. Quero ver agora o que vai acontecer ao Pavilhão João Rocha. Este jogo vai ser bom para avaliarmos se vale tudo. Vamos estar atentos ao mapa de castigos", finalizou.

Por Fábio Lima
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