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Selecionador de futsal mostra-se otimista para a defesa do título de Portugal
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O selecionador Jorge Braz mostrou-se otimista e afastou qualquer pressão para a defesa do título de Portugal, no Campeonato da Europa de futsal, que se irá realizar de 21 de janeiro a 7 de fevereiro, na Lituânia, Letónia e Eslovénia.
“A taça é nova, ainda não a temos. Peso e pressão? Vamos para o palco que mais gostamos. É para isto que trabalhamos. Temos agora dias de enorme sacrifício e superação, mas depois no Europeu não. É a festa que queremos e vai correr bem”, frisou o técnico durante a apresentação dos 14 eleitos para a competição.
De fora ficaram nomes como Zicky Té, a contas com uma lesão, mas também o experiente fixo do Sporting, João Matos. Para Jorge Braz, a decisão baseou-se no momento dos jogadores, mas afirma que deixou “quase uma equipa de fora”.
“É a primeira vez que tal acontece, mas temos de olhar para isto de uma forma extremamente positiva. Olhámos para o momento e achámos que tinha de ser assim. [O João Matos] Não tem estado connosco nestes últimos estágios e tivemos de olhar para o que queríamos”, vincou, deixando, uma nota final: “Há algo que é claro, um respeito brutal para toda esta equipa que não vai e podia ir”.
Relativamente à convocatória sobressai o nome de Rúben Góis, do Rio Ave, mas também de Diogo Santos, do Sporting, que irão pisar, pela primeira vez, um palco deste nível. Esta irreverência, aliada à experiência de outros, é algo fundamental para o selecionador.
“Isto é uma fase final, termina a 7 de fevereiro. Mas há ali jogadores que vão jogar mais algumas. Se Portugal quiser continuar a estar no topo de forma sustentável tem de aproveitar estas oportunidades com jogadores jovens. Mas há momentos em que essa experiência, esse saber viver momentos de pressão e desafiantes, vão ser importantes.”
Portugal está inserido no grupo D juntamente com Itália, Hungria e Polónia e irá disputar a primeira fase em Ljubliana, uma cidade especial para a formação das quinas, não tivesse lá conquistado o primeiro Campeonato da Europa, em 2018.
“É uma casa especial, traz memórias muito importantes. Mas cada competição é diferente. Vamos para um sitío que nos é familiar e vamos sentir-nos em casa, mas embora o passado seja espetacular, não nos traz qualquer vantagem na competição. Porém, queremos estar na final e este grupo dá garantias. ”, frisou, antevendo duelos complicados.
"Itália está com uma equipa extremamente experiente e competitiva. Qualificaram-se de forma sensacional contra o Cazaquistão, nosso último carrasco no Mundial. A Hungria é muito organizada, com uma dinâmica interessante e que sabe o que fazer. Enquanto a Polónia tem crescido bastante e esteve muito bem na Taça das Nações, com dois jogos em que competiu com o Brasil.”
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