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Daniel Martins, jovem de 20 anos baleado nas duas pernas por um agente da PSP, vai receber hoje alta do Hospital de Santa Maria, mas terá nas próximas horas que se apresentar no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, para depor sobre os acontecimentos ocorridos durante o encontro de futsal entre Vitória dos Olivais e Quinta da Calçada, que se disputou anteontem no Pavilhão da Escola Secundária D. Dinis, em Chelas, integrado na Divisão de Honra da AF Lisboa.
Daniel encontrava-se, ontem à noite, no Hospital de Santa Maria, depois de ter estado no Hospital de São José. Segundo fonte deste "caso", "foram-lhe retiradas seis balas, sendo que Daniel Martins foi atingido, de raspão, por outro projéctil."
Luís Martins, irmão de Daniel que também foi agredido pelo mesmo agente, embora não tenha necessitado de assistência hospitalar, garante que o irmão "pode andar" e conta a sua versão dos acontecimentos: "Houve dois polícias que subiram para a bancada e disseram que os adeptos não podiam estar perto da vedação. Depois, um agente pediu ao meu irmão para parar de tocar o tambor, o que não aconteceu. Gerou-se uma confusão, trocas de empurrões, e procurei afastar o Daniel. O agente que disparou os tiros atingiu-me com dois socos e agrediu o meu irmão com pontapés na barriga. O agente, aflito, disparou sete tiros à queima-roupa."
Martins diz que não percebe por que razão o irmão "está sob detenção" , admite "apresentar queixa no Ministério Público", contra o agente que disparou os tiros e ainda um outro, e explica que "um advogado já se ofereceu para defender o meu irmão", pois "a família tem poucos recursos".
Desespero
Luís Ramos, responsável pelo futsal do Quinta da Calçada e que estava presente em Chelas, revela que o agente que disparou os tiros estava desesperado, além de confirmar os acontecimentos relatados por Luís Martins: "Ouvi o agente Hélio Pinto a dizer: 'Tenho dois filhos e estraguei a minha vida'."
O dirigente garante também que dentro de campo não houve quaisquer problemas com jogadores, treinadores ou árbitros, embora tenha visto "atitudes provocadoras de suplentes do Vitória dos Olivais".
Inquérito
Carlos Ávila, vice--presidente da AFL para a área do futsal, diz que este "caso" vai ser remetido para o Conselho de Disciplina, depois de receber os "relatórios dos árbitros e das forças policiais". Este dirigente, que também estava em Chelas, viu agressões e apenas ouviu os tiros.
PSP revela agressões com ferros
O comissário Martins, do comando distrital da PSP de Lisboa, diz que os agentes foram "agredidos por ferros e paus e sofreram escoriações". Segundo Martins, a única maneira de defesa foi "puxar a arma". "O agente advertiu que iria disparar. Como não cessaram, foram disparados três tiros para juntos dos elementos e quatro para as pernas do indivíduo, que foi socorrido pelo nosso agente."
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