Morte de Paulo Mota pode levar à desistência

A morte de Paulo Mota, fixo de 30 anos, deixou o Módicus em estado de choque. António Quelhas, coordenador de futsal do clube, assumiu que vai reunir-se amanhã com a Direcção e avançou a possibilidade de propor a desistência das competições nacionais.

O treinador Adérito Machado considera que abandonar a prova não é a melhor solução, pois acredita que Paulo Mota não iria querer isso, referindo que se deve tentar fazer o melhor possível, em memória do atleta. “A equipa tem de ser muito unida para superar tudo isto”, afirma, assumindo a quebra psicológica que todos sofreram.

O técnico já conhecia Paulo Mota, com quem tinha trabalhado dois anos no Coimbrões. Relembrando o atleta e o homem que bem conhecia, deixa um desabafo: “Acredito em Deus, mas para mim isto é um roubo, ele não merecia.”

Funeral é hoje

O funeral de Paulo Mota realiza-se hoje, às 15 horas, na Igreja da Madalena, em Gaia. O cortejo fúnebre parte para o cemitério da Madalena.

Vítor Peralta, vice-presidente da Federação Portuguesa de

Futebol para o futsal, informou que nos jogos da Taça de Portugal a disputar no próximo sábado será respeitado um minuto de silêncio em memória do antigo internacional português, tal como os encontros da selecção nacional no torneio de apuramento para o Mundial, a disputar nos dias 6 e 8 de Novembro, em Braga. Ao longo do dia de ontem muitos foram os clubes que mostraram indignação e apoio perante a perda.

Claudinei apela à continuação em prova

O ala brasileiro Claudinei, que sofreu o acidente com Paulo Mota, ainda está internado no hospital. O jogador, que pouco recorda do sinistro, pois tinha adormecido antes do embate, apela à força dos colegas para que o conjunto não desista da competição. A operação ao braço direito correu bem e o atleta tem alta sexta-feira. A recuperação vai ser longa e o regresso à competição está previsto para dentro de cinco a seis meses. Claudinei diz que quer voltar rapidamente, para ajudar a equipa a conquistar muitas vitórias.

Vítor Peralta - vice-presidente da FPF

"Vinha em viagem quando soube. Fiquei triste. É uma grande perda como homem e como atleta. É sempre difícil encarar estas coisas, mas a vida é assim, temos de estar preparados."

Orlando Duarte - seleccionador nacional

"A vida muitas vezes não faz sentido. Andamos em guerras uns com os outros e depois acontecem coisas destas. Era uma rapaz excepcional, que animava muito o grupo."

João Benedito - guarda-redes do Sporting

"Foi um choque tremendo. Estive com ele em estágios da selecção nacional. Era uma fonte de boa disposição, mesmo quando as coisas corriam menos bem a nível desportivo."

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