Pulpis: «A nível mental foi um jogo muito difícil, custou-nos a focar»

Treinador do Benfica satisfeito pela vitória frente ao ACCS mas admite que "não era o jogo que queria jogar"

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• Foto: Ricardo Nascimento

Pulpis assumiu que foi difícil preparar o jogo com o ACCS Paris, de atribuição do terceiro e quarto lugares da Liga dos Campeões, visto que não era aquele que o Benfica "queria jogar". 

"Não vou mentir, este não era o jogo que queríamos jogar. Acho que fizemos por isso, mas não conseguimos. A nível mental, foi um jogo muito difícil, custou-nos a focar, a entrar no jogo. A equipa estava muito em baixo mentalmente, após a derrota nas meias-finais. Mas pouco a pouco fomos entrando no jogo e criando ocasiões. Foi uma vitória merecida, mas num jogo muito difícil que não queríamos jogar", referiu o treinador do Benfica, no final do encontro que as águias venceram por 5-2.

"É certo que terminamos esta edição da Liga dos Campeões sem perder nenhum jogo no tempo regulamentar, mas, repito, o objetivo era ganhar. Estamos muito desiludidos. Estávamos muito esperançosos de poder levar este troféu para a Luz, de estarmos, no mínimo, na final. Custa muito, ainda por cima da forma como nos escapou esse jogo [das meias-finais]. Vai levar tempo a sarar esta ferida", concluiu.

André Sousa, guarda-redes dos encarnados, partilhou da ideia do técnico espanhol. "Não era, de todo, o jogo que nós queríamos disputar, tudo fizemos para jogar a final e não o terceiro e quarto lugar. Infelizmente não foi possível, deixámos tudo em campo, mas a vitória não caiu para o nosso lado. Coube-nos fazer o que nos competia e ganhar. E alguns momentos pouco inspirados, mas quando é assim temos de ir com outros argumentos, na raça, e foi o que se passou um bocadinho hoje. A vitória caiu para o nosso lado e acho que caiu bem", começou por dizer no final do jogo.

"Às vezes as coisas não correm como desejamos e queremos, mas não vale a pena olhar para trás, há que olhar para a frente. Quero manter este nível exibicional nos dois meses que nos faltam. É para isso que luto, trabalho e tenho a certeza que, como eu, os 16 atletas que fazem parte deste plantel querem o mesmo", acrescentou.

"[No resto da época podemos esperar] um Benfica forte, muito ambicioso. Nalguns momentos da época as coisas não correram como queríamos. Queremos dar [alegrias], em primeiro lugar para nós, porque merecemos, num contexto de muito trabalho, sacrifício, mas principalmente para o Benfica, pois quem joga no Benfica tem de ganhar", concluiu.

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