Carlos Ortiz: «Se não conseguirmos ganhar, que seja Portugal e Ricardinho»

Capitão de Espanha e amigo do melhor do Mundo aponta para final Ibérica

• Foto: UEFA

O Campeonato da Europa de futsal reúne alguns dos melhores do Mundo. E se Portugal tem o atual n.º1, Ricardinho, Espanha tem oque ficou em 2.º lugar na votação do Futsal Planet, Carlos Ortiz.
Ambos são capitães das respetivas seleções e aliam a cumplicidade de jogarem na mesma equipa, o Inter Movistar, à amizade fora dos pavilhões.

"Tenho muita sorte, por partilhar com ele o balneário dia-a-dia, compito com ele todos os fins-de-semana, considero-me sou amigo. Na verdade sou um afortunado, quando me retirar ou posso dizer que partilhei muitas coisas com ele", começa por dizer o fixo de 34 anos, em conversa com Record na capital eslovena, Ljubljana.

Por tudo o que explicou, Ortiz não ficou surpreendido com o golo de letra que o Mágico marcou à Roménia. "Já não me surpreende. Conheço-o, sei que em torneios como este ele motiva-se, saca esta ponta de génio que tem e se não fosse na quarta-feira, ia ser outro dia. Era certo que em algum jogo ia deixar uma jogada para a história".

O experiente jogador, que é o único de La Roja que tem estado em todo o percurso de técnico José Venancio López (desde 2007) nem quer pensar em ter Ricardinho como adversário. "Será muito complicado! Não sei se jogaremos contra Portugal, depende dos cruzamentos. Se tivermos de nos defrontar, cada um defenderá o seu país e que ganhe quem mais merecer", refere.

Quando a esta competição, obviamente que espera revalidar o título Europeu, e não afasta a hipótese de um duelo ibérico na final. "Oxalá! Seria muito bom sinal para nós e estaria muito contente pelo Ricardinho, porque sei que tem muita vontade de chegar à final e ganhar um título por Portugal. Sonha-o há muito tempo. Se não conseguirmos ganhar, que seja Portugal e Ricardinho", remata.

Elogios a Portugal e... a Tunha

Carlos Ortiz mostrou estar atento ao percurso da Seleção Nacional e até elogiou um dos estreantes neste Europeu.

"Tiveram uma preparação muito intensa, fizeram dois jogos em que, pelo que me contaram, chegaram muito cansados por causa da carga física. A maioria das pessoas pode pensar que com um empate com Tailândia e outro com Marrocos Portugal não ia estar nos favoritos. Eu disse sempre, estes jogos não servem para nada. Valem para preparar a equipa, para chegarem aqui nas melhores condições. E nos primeiros quatro jogos só Portugal conseguiu ganhar", sublinha.

O capitão da seleção espanhola e do Inter Movistar recordou um outro português com quem já jogou em Madrid para elogiar um estreante. "Tunha surpreendeu-me. Pensava que Portugal ia ter saudades do Cardinal, que é um jogador de topo, mas Tunha esteve muito muito bem, é um pivô forte, com qualidade", confidenciou, acrescentando: "Portugal está sempre na luta e nunca consegue nada, mas tem um bom grupo. Se fizerem tudo bem têm muitas possibilidades de chegar à final. Vamos ver se Espanha também lá estará"!

Um Europeu equilibrado

A seleção espanhola, atual campeã da Europa e vencedora de sete das 10 edições, foi uma das surpresas deste início de Europeu, ao empatar com a estreante França.

"Não começámos bem, não nos saiu o jogo que tínhamos preparado, mas o futsal está assim, muito mais equilibrado do que antes. Todas as equipas sabem competir bem e  tivemos falhas que não podemos cometer num campeonato assim", reconhece o jogador, recordando que há uns anos chegavam e "competir era na meia-final e na final". 

"Hoje em dia é competição desde o 1.º jogo do grupo", sublinha, considerando que este aspeto é positivo para a modalidade. "O nosso resultado com a seleção francesa foi muito bom para o futsal. França é uma potência europeia. Que seleções como França, Alemanha e Inglaterra continuem a crescer, para futsal é muito bom", diz, acrescentando com boa disposição: "Para nós não tanto porque complica-nos os campeonatos".

De resto, e apesar da entrada em falso, Ortiz garante que La Roja está focada. "O objetivo é o de sempre. Espanha quer sempre tentar ganhar e tentar levar o título para casa. Está muito mais difícil. Mantemos o nosso nível, mas os outros melhoraram", conclui.

Por Cláudia Marques
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