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Selecionador assumiu, no Portugal Football Summit, sentir-se "um pouco desconfortável" em falar sobre o Mundial quando Portugal ainda não garantiu a presença no torneio
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Em declarações no Portugal Football Summit, o selecionador nacional Roberto Martínez revelou o que torna Cristiano Ronaldo diferente dos "muitos génios" com quem já trabalhou e comentou ainda o grande objetivo que Portugal tem em conquistar o Mundial do próximo ano.
Como é ter alguém como ele como capitão da Seleção? E quão importante é tê-lo como um motivador do grupo?
"É essencial. Trabalhei, na minha carreira, com muitos génios. E penso que o que eles têm em comum é que têm cérebros de elite. São meticulosos, são perfeccionistas. Mas a diferença que vi com o Cristiano é que ele nunca perde a fome, porque normalmente um jogador, um ser humano – todos nós, acontece com todos nós –, quando conquista algo, na manhã seguinte já não tem a mesmo fome e acontece, é natural. Mas não vi isso com o Cristiano. Para ele, na manhã seguinte, é uma oportunidade de se tornar melhor, é uma oportunidade de vencer e isso é único, não consigo explicar, é algo natural. Estamos a falar uma carreira com uma longevidade de 22 anos. Ele teve de se adaptar, não é o mesmo jogador agora que era antes, mas encontra o caminho para ser sempre útil para a equipa", começou por dizer, continuando: "Mas a maior vantagem dele é que é uma referência para os outros apenas pelo que faz. Ele não precisa de dizer nada, porque será sempre o primeiro. É daqueles que procuram sempre aquele pequeno detalhe que vai dar uma vantagem para recuperar mais rápido, para obter a melhor vantagem possível. E esse é um grande exemplo. Além disso, está o seu amor a jogar pela Seleção Nacional. E penso que para a equipa técnica, nada é melhor do que ver o que significa para um jogador representar a Seleção Nacional. Quando vês alguém assim – é o único jogador no Mundo que jogou mais de 200 jogos –, é um exemplo. Acredito que ele será lembrado para sempre por ser aquele atleta que depois de vencer, teve sempre a mesma fome e a capacidade de querer sempre melhorar."
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Qual é o seu foco na preparação de um grande torneio? É ganhar todos os jogos, porque isso é o que podes controlar, ou dentro da sua cabeça também há esse sonho [do Mundial]?
"Estou um pouco desconfortável para falar sobre isso porque temos dois jogos para nos qualificarmos e falamos sobre o Mundial sem nem nos qualificamos… por isso é uma conversa difícil como treinador, mas é verdade, acho que há um sentimento no balneário de que todos nós estamos a trabalhar em direção a um sonho e o sonho é, e eu acredito em números: 1966 foi a melhor prestação de Portugal num Mundial, Eusébio ganhou a Bola de Ouro naquele ano [n.d.r, ganhou em 1965]. Em 2016, Portugal ganha o Europeu. 2026 soa-me muito bem para o Mundial… [risos]. Acredito em processos, acredito que o grupo está pronto porque temos três jogadores para cada posição. Temos diferentes estilos, somos uma equipa que pode atacar rápido, podemos defender baixo, temos uma equipa que pode marcar muitos golos em jogo aberto, estamos a tornar-nos muito fortes. Sinto que a equipa está-se a aproximar. E devo admitir, acho que se fossem perguntar aos jogadores, eles não escondem o facto de que o objetivo é vencer. E dizemos sempre e temos que ser assim: oficialmente, temos de falar sobre apenas tentar vencer e isso é uma realidade, apenas uma seleção vai vencer e há muitas que talvez sejam tão boas quanto ela, mas não vão vencer. Mas acho que há um sentimento de que nada seria mais satisfatório do que vencer o Mundial e o nosso maior objetivo é fazer algo que nunca foi feito e dar o Mundial que Portugal e o povo português merecem."
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