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Depois de ajudar a Seleção Nacional feminina a garantir a vitória (5-0) frente à Letónia na passada sexta-feira, tendo apontado um golo aos 85', Dolores Silva coloca os olhos no próximo objetivo: vencer diante da Finlândia esta terça-feira na última jornada da Liga das Nações feminina, assegurando um bilhete para a Liga A. A internacional portuguesa reconhece a vantagem das Navegadoras, com as finlandesas a precisar de vencer por três ou mais golos para garantir a subida, mas alerta para que tal não deixe a equipa demasiado confortável.
"Espera-se um jogo complicado. Ambas as equipas querem o primeiro lugar, mas nós estamos numa posição mais vantajosa. O nosso objetivo é fazer um bom jogo, ganhar e qualificar-nos para a Liga A, o que também nos dará mais conforto para os playoffs. Não podemos adormecer. Apesar da vantagem, temos de estar totalmente focadas. Temos de analisar os pontos fortes da Finlândia, que é certamente uma equipa muito combativa. Se o jogo se abrir, melhor para o nosso estilo de jogo, mas acima de tudo temos de estar concentradas do primeiro ao último minuto, ter bola, jogar à Portugal e tentar ganhar, que é o mais importante", realçou, em declarações ao Canal 11.
A média do Levante rejeita também quaisquer desculpas, salientando a importância de dar o máximo em campo: "Independentemente de quem esteja a jogar, vamos querer dar sempre o máximo e trabalhar da melhor maneira possível. A gestão cabe ao professor [Francisco Neto]. O mais importante é que quem estiver dentro de campo dê tudo. Isso tem estado a verificar-se no nosso grupo, o que me deixa muito feliz, porque estamos unidas e muito focadas no objetivo principal. O mais importante é que estamos todas muito conectadas com o objetivo. Estamos no final da época, ao contrário da Finlândia, mas isso não muda nada: queremos competir ao máximo. O grupo está muito unido e focado em ganhar, em subir à Liga A e depois lutar pelo apuramento para o Campeonato do Mundo."
Dolores Silva foi uma das opções de Francisco Neto para as titulares frente à Letónia na 5.ª jornada e, apesar de mostrar a felicidade pela escolha do treinador, deixa antes elogios à equipa das quinas. "Estou sempre muito feliz por ter minutos, sejam 90 ou cinco. Estou aqui para acrescentar dentro e fora do campo. Sei qual é a minha função, todas sabemos as nossas funções, e isso é muito importante. Claro que somos competitivas e queremos jogar o máximo, mas a maturidade do grupo faz com que o coletivo esteja sempre acima do individual. O mais importante é todas estarmos bem, todas sermos felizes em conjunto e no final atingirmos os nossos objetivos", concluiu.
Por Camila Soeiro