"Fadiga". Este foi o termo mais repetido pelo selecionador nacional de futebol feminino, após mais uma derrota, a quarta, de Portugal no derradeiro jogo do Algarve Cup, desta feita frente á Noruega, por 0-2.
"Fizemos dois bons jogos no torneio, contra a Rússia e com o Canadá, tendo este jogo sido de superação devido ao cansaço. A Noruega é uma das melhores equipas da Europa, muito forte e que também respeitou Portugal. Por isso, jogou com as suas melhores jogadoras, o que nos obrigou em todos os momentos a um elevado grau de superação", destacou Francisco Neto, desvalorizando a questão do desgaste, mas mostrando-se preocupado com os golos sofridos de bola parada.
"Foi um jogo de fadiga, mas ainda assim conseguimos alguns períodos de organização, ao contrário do que aconteceu com o Canadá, sofrendo o segundo golo numa fase de alguma fadiga. Voltámos a sofrer golos de bola parada, e essa situação está a preocupar-nos", confessou o selecionador nacional de futebol feminino, antes de fazer um balanço da participação portuguesa na competição e lançar o Europeu de 2017.
"Durante a Algarve Cup tivemos altos e baixos, melhorámos no terceiro jogo, mas o torneio serviu para a equipa evoluir para que consigamos dar uma resposta positiva no Campeonato da Europa.Estamos a três meses do Euro, a preparação vai permitir estar tempo com as jogadoras para assimilar processos e afinar rotinas", assegurou Francisco Neto.
Diana Silva também destacou o desgaste a que as futebolistas nacionais foram submetidas nos últimos dias, mas não deixou de sublinhar a importância desta 'aprendizagem' para a toda a equipa.
"Este jogo foi de muito sacrifício devido ao cansaço. Tivemos bons momentos, mas acabámos por sofrer dois golos e não conseguimos marcar. Tanto o jogo como a Algarve Cup serviram de aprendizagem para momentos futuros", concluiu a internacional portuguesa.
Por Lusa