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Niklas Bendtner e Nani parecem muito diferentes (e são-no fisicamente), mas nem por isso deixam de ter um trajeto futebolístico com várias semelhanças, sendo de referir o facto de terem muito cedo emigrado para grandes emblemas ingleses (Arsenal e Manchester United, respetivamente). Contudo, a principal características é que ambos têm um jeito muito especial para marcar golos à seleção um do outro. Aliás, fazendo as contas, nenhum “elege” outro adversário – a nível internacional – com quem tenha uma relação concretizadora mais “agradável”.
Num histórico que vai registar, amanhã, em Copenhaga, o 15.º confronto, mais nenhum futebolista dinamarquês ou português tem tantos golos marcados ao opositor como sucede com Bendtner ou Nani. E o mais curioso é que, tratando-se de jogadores de cariz ofensivo (o escandinavo mais fixo na área adversária, tirando partido dos seus 194 centímetros; o português atuando preferencialmente nas faixas, aliando a técnica à velocidade, embora quase sempre procurando a zona central), os seus números – de forma global – não são assim tão eloquentes contra mais nenhuma seleção.
Escandinavo “fatura” sempre
Bendtner defrontou Portugal em cinco ocasiões. E independentemente dos encontros terem sido disputados em casa, fora ou em campo neutro... marcou sempre, tendo bisado em Lviv (Ucrânia), em 2012, na fase final do Europeu. Ao todo, são seis “tiros” certeiros nas redes portuguesas, o triplo do que conseguiu com Itália ou Noruega, as outras duas equipas com quem soma mais do que um golo pela Dinamarca.
Desde que se estreou por Portugal, em 2006, Nani nunca falhou um duelo com os escandinavos. Alinhou em seis e “faturou” em três (bisou, no Porto, em 2010, em partida de apuramento para o Europeu de 2012). No total, são quatro golos, o dobro do conseguido face a Malta ou Islândia, as restantes duas seleções com quem tem um saldo superior a um golo concretizado. Quem irá sorrir mais amanhã?
Estreias internacionais quase coincidentes... e com “tiro” no alvo
• Sob o comando de Scolari, a 1 de setembro de 2006, em Copenhaga, Nani somou a primeira internacionalização A e, desde logo, deixou evidente a peculiar queda para provocar danos na equipa nórdica. Aos 65 minutos – momentos antes de ser substituído – fez um golo (na altura o 2-2)... de canto direto! No final, Portugal acabaria por perder (2-4), mas o extremo do Sporting mostrara que tinha tudo para se transformar numa figura de referência na Seleção. Bendtner – que fizera o primeiro jogo pela Dinamarca (marcando um golo) a 16 de agosto do mesmo ano, diante da Polónia – entrou aos 71’, ainda a tempo de fazer o último remate certeiro deste particular.
SABIA QUE...
» Estão convocados mais cinco futebolistas que já marcaram nos jogos entre Portugal e Dinamarca? Michael Krohn-Dehli e Kahlenberg festejaram pelos escandinavos, enquanto Cristiano Ronaldo, Pepe e Ricardo Carvalho “faturaram” pela Seleção Nacional.
» RIcardo Carvalho é o único jogador das duas nações que acertou na baliza certa e na errada? A 1 de setembro de 2006 marcou na derrota (2-4) num amigável, em Brondby. Depois, a 8 de outubro de 2010, fez um autogolo no triunfo (3-1), no Dragão, em jogo de apuramento para o Euro’2012.
» Nos 14 encontros anteriores nunca ocorreu um nulo? E nos últimos oito, ambas as equipas marcaram. Portugal, aliás, nunca ficou em branco.
» O conjunto nacional ganhou os primeiros seis embates que realizou com a Dinamarca? E nessa sequência somou 15-3 em golos.
» O já retirado Jon-Dahl Tomasson é o único dinamarquês – para além de Bendtner – que marcou mais de uma vez contra Portugal? O antigo avançado (que alinhou em emblemas como Milan, Estugarda ou Feyenoord) fez dois golos à Seleção.