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João Mário esteve este domingo na sala de imprensa a abordar o atual momento da Seleção Nacional, bem como o jogo particular com a Eslovénia, na próxima terça-feira.
O que pode trazer à Seleção, tendo em conta que há muitos laterais-direitos?
"Sei que, não só na minha posição mas em todas as outras, temos um grupo de excelente qualidade. Todos os jogadores que estão aqui merecem, caso contrário não eram chamados. Encaro isso da melhor forma, é sinal que estou entre os melhores e estar aqui, para mim, é sem dúvida um enorme orgulho e um sonho. O que me cabe é continuar a trabalhar para merecer a confiança do mister e esperar que depois, em maio, possa ser convocado. Sei que é muito difícil, mas não vou deixar de trabalhar e quando chegar a hora, logo se vê".
Os últimos jogos de Portugal têm sido notáveis. Esta exigência mostra o que vos tem sido passado?
"Contra a Suécia queríamos manter a identidade também. Acabámos por sofrer dois golos e isso é sinal que podemos melhorar, e é também por aí que temos vindo a trabalhar neste estágio. Isto só serve para os próximos jogos, já começando no próximo contra a Eslovénia".
Quando esteve aqui em novembro, Sérgio Conceição fez uma crítica pública. O que aprendeu com isso?
"Não vou comentar muito porque continuo a fazer o meu trabalho, faço-o no FC Porto e aqui, a nível profissional é o mesmo. Se calhar disse isso para eu continuar a nível alto, a poder exigir cada vez mais de mim, e é isso que tenho feito. Se tivesse baixado o ritmo e o nível, se calhar não estaria aqui novamente e é isso que vou continuar a fazer".
O que conseguiu aprender com os colegas de posição aqui na Seleção?
"Olhava para muitos dos jogadores que aqui estão quando era mais novo, tenho sempre muito a aprender. Falo muito com o João [Cancelo], ele também me ajuda. Estou a tentar absorver cada vez mais as ideias que o mister nos pede. Tem sido esse o meu trabalho e o meu foco, espero poder ajudar não só a equipa dentro de campo, como também fora. Nesse aspeto, os meus colegas têm-me ajudado muito".
Há uns meses, Cancelo disse que o João Mário era um jogador fabuloso. Esta nova geração vai estar no Europeu?
"Acredito sempre, como é óbvio. A competição é muito grande para a minha posição, mas não é só para a minha. Cabe-me fazer um trabalho sério e acreditar que posso ser chamado. O essencial é focar-me aqui e depois continuar a fazer o meu trabalho no clube. Ser chamado para um Europeu era um sonho de criança e se isso acontecer irei ficar muito feliz".
Está agora onde todos querem estar, o que diz aos miúdos que estão nos sub-19?
"Quando tinha a idade deles, sempre tive o sonho de chegar à Seleção principal, se perguntassem a algumas pessoas há uns anos também diziam que nunca cá ia chegar. Num ano podemos não jogar tanto, mas se continuarmos a acreditar no nosso valor e potencial, é sempre possível. Temos o exemplo do Jota, que está aqui connosco e tem um percurso que é uma inspiração. Acho que a mensagem é para acreditarem sempre no seu valor, que um dia conseguirão cá chegar também".
Já imaginou levantar a Taça do Europeu, já que está ao lado de um campeão europeu?
"O percurso do Danilo é exemplar, passo a passo está neste momento num dos melhores clubes do mundo, a jogar regularmente, com a exigência e consistência que tem vindo a demonstrar. Estar aqui com ele é um enorme privilégio. A taça? Imaginar imagino sempre. Já cheguei a ter o troféu na minha foto de fundo do telemóvel por exemplo. Sonho muito, mas não chega só isso, é preciso trabalhar e acreditar muito. Temos uma seleção com capacidade para tal".
Jogar a lateral-direito na Seleção é quase como jogar num nível 'difícil'?
"Toca um bocadinho no que já disse. Sei da competição que tenho, mas para estar na seleção de Portugal com este grupo, com esta qualidade, é sempre muito difícil. Só está ao nível dos jogadores de topo e, sendo uma seleção favorita ao Europeu, só podíamos esperar um grupo forte. A mim cabe-me acreditar sempre, continuar a confiar no meu trabalho, no que tenho vindo a desenvolver e espero poder estar no Europeu, mas não sou eu que decido".
Por André Santos