O departamento médico do Borussia Dortmund considera que a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) está isenta de culpas na lesão de Raphaël Guerreiro. Record sabe que houve contacto entre os clínicos alemães e os que acompanham a Seleção Nacional após o regresso do jogador a Dortmund. Tudo porque foi apenas nessa altura que se percebeu que a lesão do lateral-esquerdo se tinha agravado.
Guerreiro lesionou-se na partida com a Rússia, da fase de grupos, tendo sofrido um pisão que lhe causou uma contusão no pé esquerdo, o mesmo que já tinha sido afetado com outras lesões na temporada passada.
Os primeiros exames imagiológicos efetuados na Rússia não revelaram qualquer fratura na zona atingida e ainda se pensou que poderia recuperar a tempo de voltar a jogar. Mas, como o jogador continuou com dores, voltaram a ser feitos. Aí, apesar de continuar a não haver sinais de fratura no local onde tinha havido o pisão, percebeu-se que a lesão tinha tido uma progressão negativa e, por isso, Raphaël Guerreiro seria dispensado. Foi o que aconteceu.
Todos os exames feitos ao serviço da Seleção portuguesa foram enviados para o clube. Os médicos do Borrusia, ao fazerem novos exames, perceberam que a lesão se tinha agravado ainda mais, notando-se agora uma fratura. E foi precisamente isso que perguntaram aos clínicos portugueses, pois também eles não viam qualquer fratura nas imagens feitas antes. Todos concordaram que a melhor solução, perante os novos exames, era mesmo operar.
Críticas de Zorc
Michael Zorc, diretor-desportivo do Borussia Dortmund, acabou por lançar confusão sobre o assunto, assegurando que a informação que o clube recebera da Federação Portuguesa de Futebol sobre o estado clínico de Raphaël Guerreiro era "completamente diferente" daquela que os exames acabariam por revelar mais tarde.
"Ficámos surpreendidos quando fizemos os nossos próprios exames, que nos deram uma visão muito precisa, completamente diferente daquilo que recebemos da Federação Portuguesa de Futebol", referiu o diretor aos jornalistas. "Era evidente que o jogador precisava de uma cirurgia." Algo que, conforme pôde confirmar Record, nem os próprios médicos do Dortmund acharam perante os primeiros exames.
Recorde-se que o jogador lesionou-se ao serviço da seleção portuguesa e foi operado esta segunda-feira a uma fratura no pé, devendo parar pelo menos três meses.
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