A Scolarização do 4x3x3

Treinador brasileiro abandonou o sistema usado por Oliveira no Mundial'2002...

A Scolarização do 4x3x3
A Scolarização do 4x3x3 • Foto: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

O último ciclo em que Portugal jogou consistentemente com quatro médios data do segundo mandato de António Oliveira como selecionador nacional. E mesmo aí o 4x4x2 podia variar para um 4x2x3x1 que tinha Figo na esquerda para dar espaço à reclamada titularidade de Sérgio Conceição à direita.

Luiz Felipe Scolari ainda experimentou a inovação transitória de Agostinho Oliveira, adepto do 3x4x3, mas quando chegou ao Euro’2004, embora ainda não tivesse equipa já superara as dúvidas quanto ao desenho tático: 4x3x3. E, independentemente do nome dos inquilinos do sistema, até ao fim do ciclo de Paulo Bento, Portugal começou os jogos fiel à fórmula que as equipas que têm extremos de qualidade privilegiam.

Bento tinha encontrado um caminho no pós-Mundial e fez opções que privilegiavam de novo a presença de três médios, dois extremos e um ponta-de-lança.

Miguel Veloso perdeu o lugar para William Carvalho, na posição 6; João Moutinho manteve a titularidade; e para assegurar a posição de Raul Meireles entrou André Gomes, o que pareceu um lance muito arriscado. Face à evolução do médio que joga agora na liga espanhola e se tornou numa das preferências dos adeptos do Valencia, não foi estranho vê-lo também entre os titulares de Fernando Santos. E se o atual selecionador optasse pelo desenho tático de Paulo Bento, o trio de médios escolhido para defrontar a Albânia (apesar do resultado final infeliz) não seria desequilibrado, em função das características de cada um dos seus elementos.

Continuidade

Depois de Scolari, nos últimos onze anos, ter empreendido as maiores ruturas na Seleção, com mudança de sistema e a reconfiguração inicial do grupo de selecionados, de que caiu logo à partida o guarda-redes Vítor Baía, e progressivamente foram sendo afastados alguns elementos da “geração dourada”, Santos anuncia-se como um novo reformador do sistema.

Carlos Queiroz e Paulo Bento também introduziram algumas alterações no “casting”. O primeiro fez cair João Moutinho, mudou o guarda-redes e tornou Hugo Almeida no ponta-de-lança titular. O segundo também quis outro titular na baliza, uma nova referência no ataque e foi obrigado a reformular o meio-campo. Mas nem Queiroz, nem Paulo Bento deixaram o 4x3x3...

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