Fernando Santos, as comparações Félix-Ronaldo e o jogo com a Sérvia: «Temos de estar atentos»

Selecionador nacional não deixa de lado a possibilidade de fazer alterações na equipa

Fernando Santos sabe o que vai encontrar frente à Sérvia amanhã, no segundo jogo de qualificação para o Euro'2020, e prefere não se agarrar ao passado e ao recente empate com a Ucrânia. Em conferência de imprensa este domingo, o selecionador nacional comentou a situação de João Félix - que saiu com queixas do treino desta manhã -, as constantes comparações com entre o jogador do Benfica e Ronaldo, bem como as alterações possíveis à equipa das quinas no jogo de amanhã.

Como joga a Sérvia? É uma equipa que tem algumas semelhanças com a Ucrânia porque é uma equipa de posse, são jogadores que gostam de ter bola e sair a jogar. Mesmo quando pressionada, não é equipa de pontapé para a frente. Mas as características individuais são ligeiramente diferentes. A Sérvia tem jogadores muito rápidos, com boa saída também. Tem excelente posse de bola e quem viu jogo com a Alemanha viu isso. Com espaço cria muitas complicações. A expectativa é ter um jogo parecido com uma equipa que explora mais rápido a transição defesa para o ataque. Temos de estar atentos a isso.

Alterações na equipa? Empate nunca foi o que esperávamos, mas as alterações podem vir mais pelo aspeto físico dos jogadores. Há jogadores que correm mais durante o jogo e fazem mais e mais jogos. Temos de ter isso em atenção. Este adversário não jogou como nós há dois dias. Teve um particular na quarta-feira, teve mais descanso.

Bom registo em fases de qualificação: Os números mostram bem a confiança dos jogadores. É uma equipa que tem 16 vitórias, um empate e uma derrota. Isso só pode dar confiança e serenidade. Mas claro que depois de cada jogo, olhamos para o jogo e vamos procurar ver o que fizemos bem e o que podíamos ter feito melhor. Mesmo quando ganhamos, acontece sempre isso. Há sempre situações para melhorar. Neste jogo com a Ucrânia faltou-nos o golo e tivemos quatro ou cinco oportunidades para isso. Em termos ofensivos, houve momentos do jogo, alguns mais prolongados, em que a equipa circulou bem mas muito por trás. Faltou-nos objetividade. Vamos procurar fazer boa circulação, com qualidade no passe, mas criar mais problemas em momentos do jogo porque isso deixa o adversário confortável na ação defensiva. Sempre que circulamos por trás, temos de ser mais agressivos. O que podíamos e devíamos ter feito era também no momento de transição. Perto da área temos de ser mais rápidos e fortes na pressão para obrigar o adversário falhar. Há aspetos para corrigir e é isso que vamos tentar fazer. Todos os que estão aqui têm qualidade para responder. Vamos manter o que esteve bem e tentar melhor o que não esteve tão bem.

João Félix na linha de Ronaldo? Se eu não achasse que o João tinha grande qualidade, acham que estaria na seleção? É uma pergunta de fácil resposta. Só trouxe o João porque acredito que tem um potencial enorme. Com tantos que tenho para convocar, não ia chamá-lo por ser só o João. Todos os jogadores que aqui estão são de enormíssima qualidade e o João não foge isso. Ronaldo? Não se pode comparar coisas que não são comparáveis. Não têm características iguais. São grandes jogadores, os dois mostram grande qualidade mas são completamente distintos na forma de jogar, no potencial físico, na morfologia. É comparar algo que não é possível comparar. Se tivessem características semelhantes, dava. Se têm qualidade? Claro que sim, se não aos 19 anos não estava na Seleção Nacional. Só jogadores de eleição chegam à Seleção com 17, 18 ou 19 anos. Só Futre, Chalana, Renato… Se não tivesse enorme qualidade não chegava à seleção com esta idade.

Jogo importante com a Sérvia: Este jogo da Sérvia seria sempre importante independentemente do resultado que aconteceu. Disse logo que estes jogos eram de dificuldade elevada e importância elevada também. A questão central é que o que tem de nos motivar este prazer enorme no que fazemos é o que já aconteceu no passado. Se for para pegarmos no passado que não vencemos o primeiro e que começamos sempre mal, então começamos por aí e agarramo-nos definitivamente ao passado. Então o que vamos pensar é que numa vez ganhámos os jogos todos e noutra não ganhámos os outros todos também.

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