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Depois da tremedeira no primeiro tempo, surgiu o génio de CR7 e meia hora de sonho...
A Seleção Nacional conseguiu ontem à noite em Belfast uma vitória inédita, por 4-2, num jogo que foi uma autêntica montanha-russa nas emoções e na qualidade do futebol praticado pelos portugueses.
Consulte o direto do encontro.
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Depois de uma primeira parte que ameaçava transformar-se num pequeno escândalo, Portugal transformou-se no segundo tempo e acabou por assinar uma exibição consistente, com Cristiano Ronaldo a comandar uma reviravolta memorável numa noite que se tornou histórica em vários sentidos.
Mas foi preciso sofrer bem mais do que os piores pessimistas poderiam esperar. Portugal começou o jogo de uma forma estranhamente descoordenada, nervosa, sem conseguir manter a posse de bola, perdendo-se em sucessivas iniciativas individuais que levavam a lado nenhum.
Começo periclitante. Ao primeiro canto da Irlanda do Norte, aos 9 minutos, a primeira confusão em frente à baliza de Rui Patrício, com a bola a ser repelida num salve-se quem puder. A equipa mostrava-se desligada, insegura, até que, aos 16 minutos, conseguiu livrar-se desse nervosismo, com um primeiro sinal de perigo junto da baliza de Carroll. Um livre lateral de Moutinho foi desviado de cabeça por Bruno Alves, fazendo a bola sair não muito longe do poste esquerdo da baliza. Estava dado o sinal.
Foi após a primeira iniciativa de Vieirinha (parecia que se tinham esquecido dele, até então) que Portugal chegou ao golo. O extremo ganhou um canto, Moutinho marcou e depois de um mau alívio da defesa contrária, Bruno Alves rematou colocado, da entrada da área, batendo o guarda-redes contrário. Nos minutos seguintes, por ação de Vieirinha e Moutinho, pela direita, Portugal construiu mais situações de perigo, mas sem conseguir marcar.
Só que os problemas voltaram em mais um canto dos norte-irlandeses. Melhor, em dois. No primeiro, Patrício errou a saída e cedeu o segundo, que resultou no golo do empate, por McAuley, de cabeça, claro, com toda a defesa portuguesa a ver. E antes do intervalo, as coisas complicaram-se ainda mais com a expulsão de Hélder Postiga por alegada cabeçada a McAuley, quando ambos discutiam pelo posse de bola. O vermelho terá sido punição exagerada, mas a verdade é que o avançado português deu um pretexto ao árbitro.
Do pesadelo à glória
O começo da segunda parte foi quase um pesadelo, com a Irlanda do Norte a fazer o 2-1, em mais um canto, mas também em mais um erro da equipa de arbitragem, tão claro foi o fora-de-jogo de Ward. De repente, parecia que a maldição de Belfast iria prolongar-se, até que surgiu Cristiano Ronaldo.
Paulo Bento já colocara Nani e Nélson Oliveira para reforçar o ataque, mas foi preciso esperar pelo génio do capitão para tudo se inverter e decidir em favor de Portugal. Antes do 2-2, o primeiro do CR7, a Irlanda do Norte também ficou reduzida a 10 homens e depois do terceiro golo português a nove. Nesse período de 20 minutos, entre as duas expulsões, Portugal virou um jogo que parecia perdido e acabaria por desfazer todas as dúvidas com o quarto, terceiro da noite para Ronaldo, devolvendo a tranquilidade total à equipa e às poucas dezenas de adeptos portugueses presentes no estádio.
Quase nada poderia fazer esquecer uma primeira parte desapontante da Seleção Nacional. O “quase” esteve naquilo que foi feito na meia hora final do jogo pelo grupo todo, mas especialmente por um jogador chamado Cristiano Ronaldo, que ontem em Belfast mostrou mesmo que é o Best.
NOTA TÉCNICA
Michael O’Neill apostou tudo no jogo aéreo e quase resultou. Mas quando teve de responder ao melhor futebol português, não teve argumentos para evitar a derrota. (2)
Paulo Bento conseguiu recuperar a equipa para uma segunda parte em que nunca se deu por vencida (mesmo a perder). Apostou tudo no ataque e teve o prémio. (4)
Árbitro: Danny Makkelie (nota 1)
Foram muitos os erros do árbitro holandês (e seus auxiliares). A expulsão de Postiga é exagerada pois não há agressão do avançado português. O segundo amarelo (e expulsão) de Brunt foi igualmente a pedido pois parece não tocar em João Pereira. O vermelho direto a Lafferty, esse, não sofre contestação. Mas o segundo golo dos irlandeses é em clara posição de fora-de-jogo de Ward, com responsabilidade do auxiliar. Muito fraco.
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