O losango do engenheiro

Há dados que não podem passar despercebidos e os 51% de posse de bola que Portugal...

O losango do engenheiro
O losango do engenheiro • Foto: MARIO CRUZ/LUSA

Há dados que não podem passar despercebidos e os 51% de posse de bola que Portugal conseguiu no sábado, em Paris, merecem mais do que uma nota de rodapé. Por duas razões. 1ª: porque do outro lado estava uma das seleções mais poderosas do Mundo. 2.ª: porque Portugal arrancou aí com um novo processo tático (complexo e exigente do ponto de vista defensivo).

A partir do momento em que se conheceu a convocatória que já se poderia prever uma profunda alteração no sistema. Confirmou-se. Fernando Santos interrompeu o 4x3x3 de Paulo Bento, que durava desde 2010, e pôs Portugal a jogar com um desenho que, na última década, apenas foi utilizado em três ocasiões – todas elas em setembro de 2009 (com Carlos Queiroz). Mesmo assim, com pouco tempo para assimilar os novos conceitos e com algumas novidades no onze, a resposta foi globalmente positiva: a Seleção Nacional teve o mérito de conseguir dividir o jogo em diversos momentos, chegando ao final com os tais 51% de posse de bola – frente a uma equipa que tinha um meio-campo top: Cabaye, Pogba, Matuidi e Valbuena. O que Portugal fez foi, portanto, muito animador – mesmo considerando que nenhuma derrota é positiva. Houve falhas graves no processo defensivo e que hoje, em Copenhaga, não devem voltar a acontecer. O teste é sério.

Depois do desastrado arranque frente à Albânia, um novo passo em falso poderia comprometer um objetivo que, até ver, está sob controlo. Mas para isso é fundamental que o losango confirme, a partir de agora, todas as boas indicações deixadas em Paris.

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