O papel decisivo de Tiago

Médio dá visão de jogo, poder de antecipação e colocação de bola ímpares...

O papel decisivo de Tiago
O papel decisivo de Tiago • Foto: pedro ferreira

Fernando Santos não adiantou qualquer detalhe sobre eventuais mudanças no onze a apresentar esta noite por comparação com aquele que começou o jogo com a França. Ainda assim, admite-se que o selecionador possa ajustar uma ou duas pedras.

Em causa poderão estar Eliseu, no lado esquerdo da defesa, e André Gomes, no meio-campo. Neste caso, alguns observadores admitem que será mantida a troca feita ao intervalo em Paris (entrando William Carvalho), mas não é de excluir que o técnico prefira colocar João Mário, mantendo Tiago na posição mais recuada porque, simplesmente, o médio do At. Madrid tem uma capacidade para se desdobrar no terreno nas mais diferentes funções, que nenhum outro companheiro é capaz.

A composição do meio-campo dependerá, assim, do que Santos quer fazer com Tiago: mantê-lo na posição 6, supervisionando toda a ação à sua frente, ou adiantá-lo no terreno, colocando William Carvalho atrás. Em Paris, quando isso aconteceu, Portugal perdeu poder de antecipação e de colocação de bola ao primeiro passe e a qualquer distância que só havia tido com Tiago lá atrás.

Assim, a entrada de João Mário diretamente para o lugar de André Gomes não deverá surpreender, pois, assim, Fernando Santos assegura a dupla função de Tiago na posição 6 e ganha criatividade na 8. Mas também convém recordar as palavras do próprio selecionador na conferência de imprensa de ontem, em Copenhaga: “Temos de ser fiéis às nossas ideias e se andamos sempre a mudar, podemos não melhorar nada.”

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