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Paulo Bento vai ter cerca de um mês para preparar um duplo confronto de vital importância para ele...
Quando a 8 de Outubro de 2010, perante a Dinamarca, no Estádio do Dragão, Paulo Bento orientou pela primeira vez a Seleção Nacional, existia o perigo de Portugal falhar a qualificação para a fase final do Europeu de 2012. Agora, é a presença no Mundial de 2014, no Brasil, que está em causa.
Tratando-se da prova mais importante do panorama futebolístico internacional; estando agendada para um país onde a Seleção jogará "em casa" e sabendo que nas nossas fileiras consta um dos melhores futebolistas mundiais da atualidade... os jogos dos dias 15 e 19 de novembro, referentes ao playoff de acesso, perante um opositor ainda por apurar (segunda-feira ficaremos a saber se será França, Suécia, Roménia ou Islândia), serão os mais importantes da carreira de Paulo Bento.
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O antigo treinador do Sporting não se intimidou com o desafio que enfrentou mal entrou para os quadros federativos. Para além de ter ganho o encontro no Porto com a Dinamarca (3-1), tratou de somar, de seguida, mais quatro vitórias consecutivas (Islândia, Noruega, Chipre e Islândia).
A 11 de Outubro de 2011, de novo perante a Dinamarca, agora em Copenhaga, Portugal precisava apenas de empatar para carimbar o apuramento para o Europeu realizado na Polónia e na Ucrânia. Dessa vez, porém, o golo de Cristiano Ronaldo não foi suficiente. A derrota (1-2) atirou com a Seleção para o segundo playoff seguido. E de novo face à Bósnia, tal como sucedera na luta pelo Mundial de 2010.
Em Zenica, Portugal não teve medo do autêntico inferno criado pelos adeptos bósnios e segurou um importante 0-0. Depois, em casa, a conversa foi outra e apesar da linha atacante do adversário impor respeito - Dzeko e Ibisevic são mesmo perigosos -, o resultado de 6-2 não deixou margem para dúvidas.
Paulo Bento vai ter cerca de um mês para preparar um duplo confronto de vital importância para ele - a eventual eliminação deverá ditar a sua substituição do cargo, até porque o respetivo contrato termina oficialmente com a disputa do Mundial de 2014 -, mas também para todo o futebol português. Falhar a presença no Mundial terá um tremendo custo desportivo, mas também económico, já que a Federação precisa dos milhões do prémio de presença para subsidiar as despesas com todas as outras seleções.
Números ajudam
Estatisticamente, Bento tem um registo positivo à frente da Seleção, tendo conseguido ganhar mais de metade dos jogos em que liderou o conjunto das quinas, mais precisamente 20 em 37, o que equivale à média de 54,05%. Ainda assim, consultando os dados históricos, conclui-se que Manuel da Luz Afonso (75%), Humberto Coelho (66,67%), José Augusto (60%), António Oliveira (59,09%), Scolari (56,76%) e Fernando Cabrita (55,56%) apresentam um aproveitamento superior.
Para além dos 20 triunfos, Paulo Bento soma ainda 10 empates (27,03%) e 7 derrotas (18,92%).
Nesta altura, Paulo Bento já é o quinto selecionador com mais partidas no banco de Portugal, mas seria bom que, em breve, saltasse para o segundo lugar. Tal deveria significar que a presença da Seleção no Brasil seria mesmo uma realidade. Para já, Scolari (74), Queiroz (49), António Oliveira (44) e Juca (40) são os únicos que dirigiram mais jogos.
Falando de golos, sob o comando do técnico lisboeta, Portugal apontou 72 (1,95 por encontro) e sofreu 37 (1 por jogo). Sem surpresa, o capitão Cristiano Ronaldo tem sido o grande responsável pelo rendimento ofensivo, sendo autor de 20 golos. A lista de goleadore na "era Paulo Bento" contempla ainda mais 17 jogadores: Hélder Postiga (16), Nani (7), Hugo Almeida (6), Varela e Bruno Alves (4), Raul Meireles, Ruben Micael e Fábio Coentrão (2) e Carlos Martins, Danny, João Moutinho, Eliseu, Miguel Veloso, Pepe, Nélson Oliveira, Pizzi e Ricardo Costa (1).
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