Para poder usar esta funcionalidade deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site do Record, efectue o seu registo gratuito.
Leia a crónica do Portugal-Luxemburgo (3-0)...
A falsa ideia de não existirem impossíveis no futebol marcou ao de leve as horas que antecederam o triunfo fácil de Portugal, o qual colocou um ponto final nas poucas dúvidas que ainda existiam quanto à presença da Seleção no playoff de apuramento para o Mundial’2014. Cada vez acontecem mais surpresas, é um facto, mas nos tempos que correm ainda é impossível (sim, sei qual o peso da palavra) que uma equipa amadora como o Luxemburgo possa ganhar a Portugal, para mais no nosso país.
Relacionadas
Em Coimbra isso confirmou-se para além de qualquer dúvida. Um jogo que se esperava tranquilo, foi-o do primeiro ao último minuto; uma vitória que se queria gorda, estilo 6-0, só não se verificou porque na barra ficaram três “golos feitos” (Coentrão, Nani e Hugo Almeida) Nem foi preciso jogar mais ou melhor do que na sexta-feira. Mais do mesmo bastou. A diferença é que Israel, pelo menos, soube defender.
A entrada de Josué para o lugar de Ruben Micael surgiu como a única “surpresa” de Bento. Varela em vez de Ronaldo e Neto por Pepe era o que se esperava.
Portugal não fez muito na meia hora de entrada, principalmente porque Varela e Nani perdiam bolas com uma frequência inaceitável. Mas a expulsão de Joachim (28’), após entrada violenta sobre André Almeida, deu um pequeno empurrão: Moutinho passou a ter menos preocupações em olhar para o retrovisor, já que era este o avançado que lhe saia ao caminho na fase de construção da equipa portuguesa. Assim, com mais tempo e espaço, o médio do Monaco só precisou de meia dúzia de minutos para fazer a diferença: assistiu Varela (30’) e Nani (36’).
Parados
A forma como Portugal entrou após o intervalo deixou perceber que a prioridade era apenas ganhar o jogo. Nada de forçar rumo à goleada. Tanto que o primeiro remate surgiu apenas ao fim do primeiro quarto de hora. A equipa trocava mal a bola, deixava que o adversário subisse mais vezes no terreno (mesmo a jogar com 10) e permitia remates sem oposição.
Por forma a terminar com a letargia coletiva, Paulo Bento trocou Miguel Veloso por Hugo Almeida. Dois homens de área, como muitas vezes os adeptos reclamam. Mas a verdade é que nada melhorou. Aliás, imaginar que Hugo Almeida pode melhorar algo na equipa é... excessivo.
Curiosamente, o selecionador podia ter aproveitando a lesão de Ricardo Costa, no mesmo minuto, para dar maior dinâmica ao meio-campo. Podia recuar Miguel Veloso para central e dar minutos a um médio criativo (tinha várias opções, de André Martins a Ruben Micael, de Pizzi a Bruma). Mas preferiu ser tradicional: central por central. Na última substituição também trocou lateral por lateral. Opções discutíveis, no mínimo. Mas enquanto for ganhando está coberto de razão.
Como a Rússia ganhava no Azerbaijão (acabou por empatar), para Portugal a goleada já não fazia qualquer falta (os russos tinham de perder). Mesmo assim lá surgiu o cada vez mais inevitável golo de Hélder Postiga, novamente na sequência de uma ação de Moutinho (desvia de cabeça a bola bombeada por Josué). O avançado ainda tentou pedir aos colegas um esforço final, apontando para o relógio. Faltavam 12 minutos. Dava para mais, claro que sim, mas na verdade ninguém tinha assim tanta vontade.
Portugal está agora a dois jogos de marcar presença no Mundial do Brasil. A qualificação para o playoff foi muito fácil. Deu para tudo. Em novembro a história será diferente.
NOTA TÉCNICA (notas de 0 a 5)
Paulo Bento fez bem em trocar Ruben Micael por Josué. Tentou um abanão na equipa, na segunda parte, mas a resposta foi fraca. Contudo... ganhou. (3)
Luc Holtz não tem jogadores para tentar fazer seja o que for. E a jogar com menos um, desde o minuto 28, só podia tentar escapar da goleada. Foi quase. (2)
ÁRBITRO: Bullent Yildrim (Turquia). Os luxemburgueses não facilitaram a vida ao turco Yildrim. Antes ainda de expulsar Joachim, evitou mostrar um amarelo. Também perdoou Philipps (amarelo em vez de vermelho), mas percebeu-se que se ele quisesse levar tudo à letra de lei, provavelmente o jogo não chegaria ao fim... por falta de jogadores no lado do visitante. Assim, a paciência dele compensou e tudo melhorou após o intervalo. Tudo está bem quando acaba bem. (4)
Por incrível que pareça, 23 nomes não merecem discussão nas escolhas de Roberto Martínez. Faltam três de um lote de doze elementos, que pode deixar de fora gente importante
Antigo jogador do FC Porto esteve com a comitiva nacional no México
Roberto Martínez mostrou-se preocupado com condição do jogador, tal como os leões, e priorizou que o criativo esteja a 100% para o futuro
Leva campanha imbatível, com 28 golos marcados, zero sofridos, promoveu 10 jogadores e fez entrar 5 nos AA
Ex-jogador e agora comunicador recorda episódio curioso em entrevista à 'Sábado'
Nervos estiveram à flor da pele durante a cobrança dos penáltis, que viria a determinar o vencedor da partida
Adeptos locais assobiaram também o hino egípcio