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"No Brasil é obrigatório que Portugal esteja presente. E vai estar..."
Nas décadas de 70 e 80 do século passado, Roberto Dinamite fazia tremer os guarda-redes de muitas equipas. Hoje, muitos anos depois de ter trocado os relvados pelos gabinetes de dirigente desportivo e deputado federal, está em Boston à frente da comitiva da seleção brasileira que esta madrugada defrontou a portuguesa.
Numa entrevista exclusiva a Record, Carlos Roberto de Oliveira, para sempre Dinamite (apelido criado por dois jornalistas que cobriam os juniores), o antigo avançado, hoje com 59 anos, e atual presidente do seu clube de coração, o Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, começou por mostrar-se orgulhoso precisamente por este facto.
“Para mim tem um sabor muito especial, como deve calcular. De jogador a presidente do clube e agora chefe de missão da CBF e principalmente num confronto com a seleção de Portugal. O Vasco da Gama historicamente tem uma forte ligação com Portugal. Uma estreia nestas funções com mais simbolismo era impossível. Para mim, é motivo de muito orgulho chefiar a delegação e agradeço à CBF por isso.”
Dinamite não esconde que tem acompanhado o trabalho de Scolari no regresso ao comando do Brasil. “Acho que o Felipão tem o perfil que o povo brasileiro espera. É uma pessoa muito verdadeira, muito autêntica no que fala e deseja, e que tecnicamente mostrou ser um dos melhores técnicos que o Brasil tem hoje. Tem conhecimento adquirido de tudo o que viveu e passou em tanto lado. O Brasil está muito bem servido.”
O futebol de hoje não tem muito a ver com o do seu tempo. Será que o Roberto Dinamite do Mundial’78 tinha lugar na seleção de Scolari? “Não sei (riu-se). Acho que a cada momento da vida de atleta, você tem de viver intensamente. Eu vivi. Estive na seleção de 1978, onde marquei um golo decisivo, frente à Áustria. Poderia ter jogado na de 1982, mas não fui aproveitado. Hoje é um outro momento, o destes grandes jogadores. E aquilo que o Felipão falou, das coisas boas do grupo, eu tive a felicidade de confirmar isso por dentro nestes quatro ou quatro dias. Acho que o grupo está muito unido, focado no que quer, e a relação entre os jogadores foi para mim uma surpresa muito agradável.”
Dinamite acredita que o Brasil está no caminho certo e esse pode ser o segredo do sucesso. “Além da qualidade dos jogadores, essa unidade e comunhão são fundamentais”.
E o presidente do Vasco da Gama, clube mais português do Brasil, admitiria o Mundial sem Portugal? “Não faria sentido. No Brasil é obrigatório que Portugal esteja presente. E vai estar. Não é só o Felipão que está torcendo. Eu também. E milhões de brasileiros.”
Dos relvados para a política
Roberto Dinamite é considerado o melhor jogador na história do Vasco da Gama, detendo os recordes de jogos disputados (1.102) e golos marcados (702). Teve passagens curtas por Barcelona e Portuguesa, mas passou quase 21 dos 22 anos da sua carreira profissional no Vasco, não admirando, por isso, que tenha sido o maior ídolo dos adeptos e, anos mais tarde, eleito presidente, cargo que ocupa desde Junho de 2008.
Ao longo dos anos estabeleceu diversos recordes: é, a par de Pelé (Santos) e Rogério Ceni (São Paulo), um dos três jogadores brasileiros com mais de mil jogos pelo mesmo clube; estabeleceu em 1981 o recorde brasileiro de 62 golos num ano; é o melhor marcador de sempre do campeonato brasileiro, com 190 golos, e do campeonato carioca, com 279 golos.
Dinamite tem uma carreira como deputado federal do Rio de Janeiro. Foi eleito pela primeira vez em 1994, tendo sido reeleito em 2012.
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