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Selecionador nacional admite que sonha com a conquista do Mundial'2026, mas lembra que há coisas mais importantes
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O selecionador nacional Roberto Martínez concedeu uma entrevista ao jornal espanhol 'Marca', que será publicada na íntegra amanhã e na qual abordou diversos temas da atualidade do mundo do futebol, com especial foco na aventura que tem vivido ao comando de Portugal. Depois da conquista da Liga das Nações em junho, frente à Espanha em Munique, o técnico de 52 anos admite que sonha agora com a conquista do Mundial'2026, mas deixa claro que o mais importante é "desfrutar" a caminhada, sempre com Diogo Jota no pensamento.
"Diogo Jota é aquela luz que te faz recordar que temos de desfrutar", afirmou Martínez, lembrando o malogrado jogador, falecido aos 28 anos num acidente de viação a 3 de julho, naquela que é a frase que estampa a capa da edição de amanhã do periódico do país vizinho.
Na dita entrevista, Roberto Martínez recorda Diogo Jota como pessoa e futebolista. "Ele era querido, mas para ele o futebol era muito simples: era preciso dar tudo e acreditar sempre que era possível alcançar o sonho mais impossível. A sua carreira demonstra isso: o FC Porto, ir para o Atlético e não jogar, tornar-se uma lenda do Wolverhampton, ir para o Liverpool e ser, provavelmente, o único jogador que conseguiu abrir espaço entre Salah, Mané e Firmino... Ele tinha essa capacidade de tornar o impossível no possível", disse o selecionador nacional, acrescentando:
"Foi uma tragédia a nível humano, social, que transcende o desporto. É gerida com naturalidade, respeitando que todos temos de passar pelo luto de uma forma diferente. No nosso caso, o balneário geriu-a com um sentido de responsabilidade. O Diogo era uma fonte de positivismo, sempre pronto para lutar. E um virtuoso: trazia intensidade, versatilidade, tinha golo. Era um jogador insubstituível. Ganhámos juntos a Liga das Nações e todos sabíamos que o seu sonho era ganhar o Mundial. Tivemos de aceitar isso. Ele deixou-nos a ideia de que na vida temos de aproveitar ao máximo e viver o presente. Essa mensagem é muito forte e já houve muitos sinais: no primeiro jogo na Arménia, marcámos aos 21 minutos, houve mais um minuto de aplausos aos 21 minutos e a Hungria marcou... Queríamos retirar o seu número, mas Rúben Neves, o seu amigo mais próximo, aceitou-o a pedido da família e, após 60 internacionalizações, marcou o seu primeiro golo", lembra.
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