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Selecionador marcou presença na apresentação do plano estratégico da FPF
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Na apresentação do plano estratégico da FPF, o selecionador Roberto Martínez não escondeu a ambição de vencer o Mundial’2026, mas fez questão de frisar que só o talento não chega para levar para casa o troféu, deixando ainda uma opinião interessante sobre a formação em Portugal.
“Este é o meu terceiro Mundial e por isso posso falar da minha experiência. Temos talento para ganhar, mas isso não chega. É preciso compromisso, trabalho e isso só se faz no dia a dia e nos três primeiros jogos do Mundial, porque até agora só atingimos isso”, afirmou o técnico, numa conversa aberta com o presidente da FPF Pedro Proença, o presidente da MAG Luís Campos Ferreira e o ministro da presidência António Leitão Amaro.
Embora tenha nascido em Espanha, Roberto Martínez admitiu já ter uma costela britânica - “pois morei lá durante 21 anos” - belga e portuguesa, deixando um desejo ao colega de painel (António Leitão Amaro), que, minutos antes, havia revelado ter chorado no avião, após a conquista do Euro’2016. “Preparem-se para chorar ainda mais porque a viagem desde Nova Iorque [onde vai ser realizada a final do Mundial] é muito mais longa que a de Paris”, disse, em tons de brincadeira, elogiando o povo português.
“Tivemos a experiência no Europeu que não correu como queríamos e os adeptos estiveram sempre connosco, com paixão e energia. A equipa quis reagir para poder dar uma alegria, uma conquista. E assim foi, na mesma Alemanha, com a Liga das Nações.”
Uma das metas presentes no programa da FPF para o período 2024-2036 é atingir o topo do ranking da FIFA. “Tem de ser o objetivo do selecionador nacional. O trabalho feito na formação é fantástico, estamos a crescer, mas chegar lá é muito importante. Estive quatro anos nessa posição na Bélgica e isso muda a perceção, a forma como o adversário olha para ti, e cria um ambiente de alto rendimento dentro da seleção”, explicou, entrando num monólogo sobre a formação portuguesa.
“É das melhores do mundo, mas isso para o selecionador não é importante, mas sim os 50 jogos a seguir. A formação prepara os jogadores, o talento, mas o que vem a seguir é o que consolida a sua carreira. E é aqui que precisamos de causar impacto, porque Portugal é o melhor país na formação. Mas temos de ter a responsabilidade da formação até aos 50 jogos”, concluiu.
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