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Em Paris, Portugal começou com uma média de 28,3 anos e acabou com 25,8...
A remodelação que está a ser levada a cabo por Fernando Santos na Seleção Nacional acaba por parecer estar em contradição com o grande cavalo de batalha dos críticos de Paulo Bento após o mau desempenho no Mundial’2014 – uma renovação por aposta forçada em jogadores mais jovens.
Não é isso que está a acontecer, embora pareça ser contrariado pelo facto de Fernando Santos ter promovido a estreia internacional logo a dois jogadores diante da França, no passado sábado (Cédric e João Mário). Ao promover os regressos de alguns veteranos que estavam afastados pelos motivos conhecidos, o selecionador deu um sinal claro de que a sua preocupação não é mudar por mudar olhando apenas para o B.I., mas apostar naqueles homens que ele considera em melhores condições neste momento.
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Quase apetece dizer que Santos parece começar o jogo de Paris a perder na “guerra” das idades, mas acabou o mesmo já a ganhar.
Experiência
De tal forma que se compararmos o último onze de Paulo Bento com o primeiro de Fernando Santos, verificamos que a média de idades daquele que jogou em Aveiro era de 27,2, contra 28,3 do que jogou em Paris. Os números mostram ainda algumas curiosidades: com as substituições feitas diante da França, Portugal acabou com uma equipa cuja média etária era de 25,8 anos; o único estreante no onze inicial, Cédric Soares, não impediu que a média de idades do sector defensivo fosse de 29,2 (não incluindo o guarda-redes Patrício); a média de idades dos seis homens que formavam o meio-campo e ataque era inicialmente de 28,1, tendo baixado para 26 no final do jogo, com as substituições realizadas.
Contradições
E como as aparentes contradições continuam, deve recordar-se que o anterior selecionador promoveu uma estreia no jogo de Aveiro com a Albânia – André Gomes –, enquanto Fernando Santos deu a primeira internacionalização no jogo de Paris a dois jogadores – Cédric e João Mário.
No mesmo sentido pode analisar-se outro número. Em Aveiro, os jogadores que formavam o onze inicial apresentado por Paulo Bento totalizavam 373 internacionalizações; em Paris, o onze inicial de Fernando Santos somava 522 internacionalizações. Bastou saírem Ricardo Costa, na defesa, William Carvalho no meio-campo e Éder no ataque (38 internacionalizações entre os três), entrando Bruno Alves, Tiago e Cristiano Ronaldo (247 jogos em conjunto na Seleção), para tudo mudar em termos de experiência internacional.
É nesta aparente contradição – renovação da equipa com gente mais velha e experiente, sem deixar de abrir as portas aos mais novos, como Cédric ou João Mário – que Fernando Santos continuará a trabalhar a Seleção Nacional. E depois do ensaio geral de Paris, o primeiro grande teste terá lugar esta noite, em Copenhaga, frente à Dinamarca.
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