Presidente da República vai condecorar jogadores da Seleção de Sub-17 com Ordem do Mérito

Marcelo Rebelo de Sousa entrega medalhas aos campeões do Mundo no dia 2 de janeiro

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Marcelo Rebelo de Sousa distribuiu os seus 'famosos' apertos de mão à Seleção sub-17

O Presidente da República anunciou este sábado que vai condecorar com a Ordem do Mérito os jogadores da seleção nacional de futebol de sub-17 que conquistaram o campeonato mundial, numa cerimónia marcada para 2 de janeiro.

Marcelo Rebelo de Sousa fez este anúncio na receção no Palácio de Belém à seleção nacional de sub-17 pela conquista do título mundial no Campeonato do Mundo Sub-17 FIFA 2025.

"Vai ser a entrega da Ordem do Mérito aos condecorados mais jovens nestas circunstâncias. Mas vocês merecem. Espero que percebam o que isto significa para Portugal no mundo e para Portugal cá dentro", afirmou o chefe de Estado.

O Presidente da República admitiu que ponderou se deveria condecorar estes jovens, todos menores, mas salientou que conquistaram um feito inédito para Portugal: o campeonato europeu há alguns meses e, esta semana, do mundial.

"Mandei saber, haverá medalhas para todos eles? E disseram-me: 'Presidente, em 48 horas não conseguimos. Não conseguimos, porquê é que não pensaram nisso antes?' Eu pensei que podíamos vir a chegar a campeões do mundo, tinha dúvidas sobre se devia condecorar jovens tão jovens quanto estes", contou.

Depois da decisão tomada, o Presidente considerou que "está resolvido o problema".

"Já conversei com o presidente (da Federação Portuguesa de Futebol), acertámos datas, agora vocês vão descansar, vão agradecer aos clubes, à família, vão tentar perceber o que é que se passou na vossa vida (...) E no dia 02 de janeiro, para começarmos, como deve ser, em força, o próximo ano, cá terei as vossas condecorações com a Ordem do Mérito", disse.

"Mandei saber, haverá medalhas para todos eles? E disseram-me: 'Presidente, em 48 horas não conseguimos. Não conseguimos, porquê é que não pensaram nisso antes?'
Marcelo Rebelo de Sousa

Presidente da República

O chefe de Estado salientou que "há milhares e milhares de jovens que todos os dias saem mais cedo da escola, vão mais tarde para casa para irem jogar futebol" e a maioria não conseguirá conquistar títulos como este.

"Mas têm direito a sonhar. Vocês ajudam milhares de jovens a sonhar. Isso é bom para Portugal", disse.

Marcelo Rebelo de Sousa explicou porque dá tanta importância aos feitos do desporto nacional, nas várias modalidades e no futebol em particular.

"Não é só o futebol, mas o futebol tem um peso no mundo que tem (...) Cristiano Ronaldo não há chefe de Estado, chefe de governo, quem quer que seja que não fale nele", exemplificou.

O Presidente salientou que já há 34 anos que Portugal não ganhava um campeonato do mundo de futebol e defendeu a importância no desporto na formação dos jovens.

"Pode ser uma grande cabeça, pode ter notas ótimas, mas pode ser incompleto, se não tiver essa dimensão desportiva. Como também pode ser muito bom no desporto, se deixar para trás a sua preparação, o seu estudo, fica para trás uma coisa fundamental na vida", alertou.

A homenagem terminou com todos a cantarem o hino nacional e com uma sessão de 'selfies' depois de, à chegada, o Presidente ter cumprimentado um a um os jogadores e a equipa técnica.

Antes, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, agradeceu a receção e considerou que o Presidente da República tem sido, nos últimos anos, "o grande embaixador do futebol português e de todos os desportos em Portugal".

"Continuaremos este nível de exigência, sem arrogância, para nesta nova era poder garantir a todos os portugueses sem exceção: habituem-se, vamos continuar a ganhar", disse, depois de afirmar que "o futebol português nas próximas duas décadas está garantido".

O selecionador nacional de sub-17, Bino Maçães, agradeceu de forma muito breve a todos, em especial aos jogadores: "Foram grandes",

Portugal juntou na quinta-feira o título mundial ao Europeu de sub-17, ao vencer na final a Áustria, por 1-0, com um golo de Anísio Cabral.

Este é o terceiro título de campeão do mundo conquistado por Portugal, depois dos triunfos nos Mundiais de sub-20, em 1989, na Arábia Saudita, e 1991, em Portugal, em ambos os casos sob a orientação de Carlos Queiroz.

Por Lusa
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