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Anísio Cabral, Mateus Mide, Mauro Furtado e Romário Cunha falaram a Record já em Portugal depois da homenagem na Cidade do Futebol
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Já depois da receção e homenagem na Cidade do Futebol, Record esteve à conversa com alguns dos campeões do Mundo de sub-17 que se destacaram no Qatar. E os breves minutos que, simpaticamente, nos dispensaram são suficientes para perceber que às vezes é preciso mais do que talento e sorte. A humildade terá sido também determinante para que a bola de Anísio entrasse na baliza da Áustria naquele minuto 32 que ficará na história do futebol português.
“Foi um sentimento misto. Primeiro pensei que o golo ia ser anulado por fora de jogo e fiquei triste. Depois percebi que afinal ia contar e animei-me logo. Mas demorei algum tempo a perceber realmente a importância daquele golo. Foi mesmo um momento muito bom”, explica Anísio Cabral que desviou a conversa quando lhe perguntámos, em jeito de brincadeira, quando é que percebeu que tinha de mudar a descrição nas redes sociais para ‘Herói de Portugal’: “Temos de ter os pés no chão. A vida segue e não acaba aqui”, respondeu sem hesitação o avançado do Benfica.
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Certamente não acaba aqui a história de talentos como Mateus Mide que revela que cumpriu um sonho, mas que garante que o último ano superou todas e quaisquer expectativas: “O Mateus pequenino queria ser campeão mas jamais imaginaria que um dia ia ser campeão da Europa e do Mundo num só ano. Nós conseguimos tudo isto num espaço de seis meses”. O médio do FC Porto foi o mais aplaudido quando subiu ao palco na Praça dos Heróis para receber a medalha de mérito das mãos de Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol. Quanto ao que se segue na lista de sonhos a cumprir, a resposta de Mide desarma quem acha que a fama destes últimos dias já subiu à cabeça destes craques: “Espero melhorar a todos os níveis e continuar a ser chamado à seleção para poder ajudar a conquistar mais troféus e fazer ainda mais história”.
Mauro Furtado ‘limpou’ tudo em campo antes da festa e isso valeu-lhe o prémio de melhor jogador da final. O central do Benfica foi uma muralha à frente da baliza de Portugal e, a rir, lembra como, sendo sempre o último a sair do balneário, cabe-lhe a tarefa das limpezas. “Mas agora a serio: cada um teve de fazer o seu papel. Eles não podiam marcar de forma alguma e nós tínhamos de procurar o golo”, acrescenta. Mauro lembra também a bola que os austríacos mandaram ao poste: “Fiquei com o coração nas mãos. Foi sorte, mas os campeões também precisam de sorte”.
Romário Cunha, melhor guarda-redes do Mundial, não vai esquecer as grandes defesas que fez, nem o momento em que, de forma corajosa, pediu para bater um penálti contra o Brasil e falhou. “Foi muito intenso. Assumi essa responsabilidade, mas no futebol nem sempre as coisas correm bem. O mais importante é saber reagir depois e acho que o fiz da melhor forma”, explica o guardião do Sp. Braga, com uma maturidade que nos faz acreditar em mais conquistas no futuro.
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