João Capela e o tempo útil de jogo: «É uma questão de educar as equipas»

Ex-árbitro defende que o VAR precisa de tempo para crescer

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A entrada da tecnologia na arbitragem continua sem gerar consensos, mas a opinião de quem está no terreno é, maioritariamente, positiva. Pelo menos de acordo com o painel presente no Thinking Football, composto por João Capela, Duarte Gomes e Beto Pimparel, que estiveram à conversa sobre se a tecnologia é mesmo o futuro da arbitragem. 

"Temos que pensar que, se avançarmos para uma realidade como esta, vai ter de haver um desenvolvimento tecnológico. Temos uma tendência a complicar, mas o que foi dito é que o futebol tem de ter mais tempo útil de jogo", referiu João Capela sobre a discussão recente sobre o aumento dos tempos de compensação, lembrando que já foi criticado "por dar oito minutos de descontos e agora oito minutos parece ser o mínimo. O futebol tem de estar diferente". E acrescentou: "É uma questão cultural. Se as equipas quiserem ter tempo de jogo e participar, elas conseguem. É uma questão de educar as equipas. Existe ações que os árbitros podem fazer para melhorar este processo."

Também o ex-guarda-redes Beto acredita que há um crescimento necessário para que a tecnologia no futebol passe a funcionar melhor. "Tudo necessita de melhorar, seja a tecnologia, sejam as pessoas. Há sempre margem de progressão e para se melhorar. É mais urgente aperfeiçoar a questão do VAR do que pensar em alternativas. O VAR foi muito importante, é uma vitória. Mas é um sistema que precisa de desenvolvimento e melhoria. Existem alguns casos de divergência", considerou.

Por: J.A.

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