Detalhes e 'Pinheirices'!!!

Tito Arantes Fontes aborda polémicas do dérbi Sporting-Benfica

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Tito Arantes Fontes
Tito Arantes Fontes

1. O dérbi de domingo teve um final que se pode qualificar de dramático… é que - já nos descontos - o SPORTING marca o seu segundo golo através de uma portentosa jogada do Trincão, concluída com um magnífico trabalho de Rafael Nel, que se desmarcou, fintou o atarantado Trubin e, logo depois, colocou imperialmente a bola no fundo das redes encarnadas. Parecia a chegada da merecida vitória leonina, a equipe com mais posse de bola, mais remates, mais jogadas de perigo, aquela que mais tinha mostrado querer ganhar o jogo.

2. Mas o futebol é, como sabemos, cruel e quis fazer mais uma demonstração da sua “prova de vida”. Assim, segundos depois desse sublime momento, lá veio - imperceptível no Estádio - o fora de jogo milimétrico e a consequente anulação do melhor golo do desafio. Foi pena!

3. A crueldade do futebol não tinha, contudo, terminado… e, pouco depois, o SLB viu cair-lhe do céu (e, convenhamos e em abono da verdade, das substituições e alterações tácticas da cabeça do seu treinador) o seu segundo golo e com este a injusta vitória no jogo.

4. Foi, pois, um jogo de “detalhes” e foi nestes que o mesmo se decidiu. E de “pinheirices”, como veremos já de seguida.

5. A arbitragem de João Pinheiro foi o que sempre é, ou seja um festival de decisões (muitas deles nas “pequenas decisões”, por exemplo das “faltas a meio campo” ou nos chamados “lances de bola parada”) das quais emana um profundo e enraizado “anti-sportinguismo primário”, que creio está até ao nível do seu subconsciente. Zénites desse seu modo de ser são a imensidão de tempo que necessitou para, só depois de acolitado pelo VAR, apitar o penálti favorável ao SPORTING (João Pinheiro estava a poucos metros, com campo de visão totalmente livre e - ainda assim - não conseguiu ver o pisão que Trincão sofreu e que todo o Estádio logo observou!) versus o modo imediato como soube apitar o penálti a favor do SLB… fazendo vista grossa ao empurrão que Morita sofreu nas suas costas! Zénites dessa sua característica foram, igualmente, os cartões amarelos mostrados a Hjulmand (ainda na primeira parte, a modos de um “tributo” a Mourinho, que - falsa e injustamente - tanto vinha reclamando contra o capitão do SPORTING) e a Rui Silva (incompreensível).

6. A arbitragem de João Pinheiro fica, ainda, marcada por outro zénite, qual seja a não repetição do penálti do SPORTING. Já vi, já li, já ouvi todas as opiniões, umas torpes, outras camufladas pelo labéu da “isenção dos especialistas de arbitragem”, normalmente antigos árbitros, verdadeiros “escravos” dos seus “suseranos”, entenda-se os nossos maiores rivais, donos manifestos e confessos da arbitragem nacional nas últimas cinco décadas. A verdade, contudo, é só uma, qual seja a de que não punir o jogador do SLB que invadiu antes de tempo a área do SPORTING é na verdade premiar o infrator! E não é isso que a lei quer! Aliás, por mais voltas que se queiram dar (e tantas piruetas já vi!), a lei - tal como está redigida, com esclarecimentos do IFAB e tudo - é taxativa quando diz que há infração quando o jogador que invadiu a grande área jogar a bola… pois bem, foi o caso! Nenhuma dúvida sobre esse facto! E nenhuma dúvida que a lei não exige mais nenhum requisito para que o jogador que invadiu a área seja punido. Tudo quanto se diga em contrário é tão só de uma flagrante desonestidade intelectual!

VIVA O SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!!!

P.s. 1 - A homenagem do futebol a Vicente Lucas foi e será sempre um acto de justiça! Vicente foi um grande jogador, exemplar no seu desportivismo, emblema mítico do Belenenses e um dos nossos “magriços” do Mundial de 1966. Lamentável, por tudo isso, o modo como a claque do Slb se comportou no “minuto de silêncio” em sua homenagem no Estádio José Alvalade. E pena que a Direcção do Benfica nada tenha dito sobre mais esse condenável comportamento dos seus adeptos!

P.s. 2 - O modo como o SPORTING se comportou em Londres no jogo com o Arsenal merece aplauso! Foram uns quartos-de-final “rasgadinhos” e que bem demonstraram o patamar a que o SPORTING, por mérito próprio, ascendeu. Em poucos anos o Clube passou da fase de “não contar para o totobola” para o momento actual de “fazer parte do totobola”… no seu mais alto nível!

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