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Chegou o final do ano e aquela altura em que fazemos uma análise a tudo aquilo que aconteceu no desporto de janeiro a dezembro. Os Balanços Record já são uma instituição do nosso jornal. Depois de uma viagem por algumas das fotografias que marcaram 2025, além do trajeto da Seleção Nacional, principais acontecimentos no Futebol Nacional e nas modalidades, seguimos agora para os momentos marcantes que envolveram o Sporting.
Profecia de Rui Borges e fuga de laterais
O Sporting entra no novo ano relançado pela vitória no dérbi, na despedida a 2024, já sob o comando de Rui Borges. Mas janeiro é agridoce.
Tudo começa no louco 4-4 em Guimarães, no regresso de Borges à Cidade-Berço. Na Allianz Cup, o registo mantém-se: depois de vencer o FC Porto por 1-0, na meia-final, o Sporting iguala o Benfica na decisão (1-1) e deixa escapar o troféu nos penáltis, com Trincão a perder o duelo com Trubin ao 14.º remate (6-7). “Está guardado algo melhor para nós ganharmos”, profetiza Rui Borges, quando já se avolumam as lesões e Gyökeres apresenta má condição física.
No campeonato, o deslize do Benfica frente ao Casa Pia permite ao leão aumentar a vantagem na liderança para 6 pontos, quando, antes do dérbi de 29 de dezembro, estava atrás do rival, capitalizando vitórias sobre o Rio Ave (3-0, na estreia de Rui Silva na baliza) e o Nacional (2-0). Na Champions, o playoff é assegurado à tangente, com derrota na Alemanha (2-1, RB Leipzig) e empate em Alvalade (1-1, Bolonha).
Em paralelo, no mercado, fracassam os esforços para contratar um lateral-direito, com Alberto e Andrés García a preferirem, respetivamente, a Juventus e o Aston Villa. Além de Rui Silva, para consumo imediato, a SAD investe apenas em Biel, que vem preencher a vaga de Edwards, riscado por Borges após chegar atrasado ao estágio para a final da Allianz Cup. Alisson e Kochorashvili são negociados a pensar no verão. Hugo Viana antecipa a partida para o City e é substituído por Bernardo Palmeiro. João Pereira é reintegrado na equipa B.
Maré de lesões muda o sistema
Com Pote obrigado a esperar até abril e Gyökeres em modo gestão, a maré de azar atinge um pico dramático no regresso da Alemanha: Hjulmand apresenta-se de muletas, Daniel Bragança e João Simões são operados e há um novo recorde de nove lesionados (Pote, Hjulmand, Simões, St. Juste, Inácio, Nuno Santos, Geny, Morita e Bragança)!
Perante este cenário, Rui Borges adapta Debast a médio e dá um passo atrás que será decisivo para a conquista do título, ao abdicar da defesa a quatro e repor, a partir de Dortmund, no dia 19, o 3x4x3 de Amorim, com o qual o plantel está mais identificado.
Fevereiro foi duro. Após o 3-1 ao Farense, seguiu-se um ciclo de 5 jogos sem ganhar, que ditou o adeus à Champions e permitiu ao Benfica recolar ao topo da Liga com 53 pontos. Frederico Varandas faz o levantamento dos prejuízos. “Os erros dos árbitros já nos custaram mais de 5 pontos”, alega o presidente.
O leão volta às vitórias com um 1-0 sofrido e sofrível frente ao Gil Vicente (golo de Debast), na Taça. E o mês fecha com as contas da SAD no verde (resultado positivo de 15 M€ no primeiro semestre). Noutro mercado, o das transferências, o Chelsea reserva Dário Essugo , Kovacevic é emprestado ao Legia Varsóvia e Edwards ruma ao Burnley. Na transição de Hugo Viana para Bernardo Palmeiro, Biel é reforço (junta-se a Rui Silva); Alisson e Kochorashvili são contratados para o verão.
Quatro em linha com o ‘3’ da sorte
Na chegada a março, Rui Borges deixou um aviso à navegação à equipa após uma 1ª parte que considerou abaixo do expectável diante do Gil Vicente na Taça e, assim, os leões deram uma resposta à altura dentro das quatro linhas. Num total de quatro encontros realizados na Liga neste período, os verdes e brancos somaram outras tantas vitórias, com um jogador em destaque: Viktor Gyökeres.
O avançado sueco faturou por sete vezes, colocando o seu nome no marcador em todos os jogos do campeonato, e apadrinhou a entrada na lista de outros goleadores mais surpreendentes. Isto porque Gonçalo Inácio picou o ponto nos triunfos sobre Estoril (3-1) e Casa Pia (3-1), ao passo que Fresneda abriu o ativo na vitória (3-1) perante Famalicão. Curiosamente, o Sporting recorreu sempre ao número 3 em março, nos seus resultados positivos, vencendo ainda o E. Amadora por 3-0 a fechar este ciclo.
De resto, Rui Borges promoveu mais uma estreia a titular de um jovem (Eduardo Felicíssimo) na Liga, neste caso frente ao Estoril. Num mês em que foram consumadas as vendas de Quenda e Essugo para o Chelsea, num bolo de 73 milhões de euros, o Sporting viu a cobiça inglesa aumentar em torno de Trincão. Já no derradeiro dia de março, os leões oficializaram as contratações de Alisson Santos (2,1 M€) e Kochorashvili (5,5 M€+2M€), reforços a contar para 2025/26.
Jamor no bolso e Harder em foco
Abril começou com o Sporting a manter a sequência de vitórias, desta feita em contexto de Taça de Portugal. A abrir o mês, os leões deram um passo importante rumo à final da prova rainha, ao derrotarem o Rio Ave, com Gyökeres a destacar-se com um penálti ‘à Panenka’. O bilhete para o Jamor haveria de ser confirmado na 2ª mão das ‘meias’ diante dos vilacondenses.
Na Liga, a equipa orientada por Rui Borges foi vítima de um tropeção. Isto porque, na receção ao Sp. Braga, o clube de Alvalade não foi além de um empate (1-1), tendo consentido a igualdade na reta final do jogo e permitindo a aproximação do Benfica na classificação. O duelo com os bracarenses ficou marcado pelas declarações de Rui Borges sobre Harder, ao criticar publicamente o jogador em termos técnicos. Pazes feitas (então), logo na jornada seguinte, na vitória sofrida (1-0) no terreno do Santa Clara: o jovem dinamarquês foi novamente o foco, recebendo ordem de expulsão após o apito final por ter gritado “yeah!” ao adversário.
A visita aos Açores assinalou também o regresso de Pote, recuperado de lesão, passados cinco meses.
Em paralelo, a SAD leonina determinou o início das obras para o fecho do fosso do estádio, com um investimento de 50 milhões de euros.
Dobradinha de volta sob o signo de Rui Borges
Maio trouxe as decisões da temporada 2024/25 e terminou com chave de ouro para o Sporting. Os leões garantiram a conquista da dobradinha, num período com dois dérbis importantes diante do Benfica, saindo por cima em ambas as ocasiões. Desde logo, relativamente à prestação na Liga, o emblema de Alvalade assegurou o bicampeonato, algo que na história do clube já não sucedia há 71 anos (desde 1954, na era dos Cinco Violinos).
O feito histórico, consumado sob a liderança de Rui Borges, valeu ao sucessor de João Pereira e Ruben Amorim a renovação automática do contrato com os verdes e brancos, até junho de 2027. Ao juntar campeonato e Taça de Portugal, o treinador mirandelense, de 44 anos, logrou um feito que já não era alcançado no clube desde 2001/02, na altura com Laszlo Bölöni. O Sporting arrecadou, desta forma, a sétima dobradinha da sua história, ao vencer o Benfica no Jamor.
Na realidade, como já ficou escrito atrás, esta fase decisiva da época ficou marcada por dois duelos com as águias. Ainda assim, na Liga, o mês do Sporting começou com uma vitória (2-1) sobre o Gil Vicente, em casa, numa partida repleta de suspense até ao final. Em Alvalade, e em desvantagem no marcador, os leões deram a volta, sendo que Eduardo Quaresma foi herói ao apontar o golo decisivo aos 90’+3. Na sequência desse golo, o Sporting chegou na jornada seguinte, na visita ao Estádio da Luz, em igualdade pontual com o Benfica e com vantagem no confronto direto. Os leões registaram um empate (1-1) diante dos encarnados, colocando uma mão no troféu de campeão. Na derradeira jornada, o Sporting derrotou (2-0) em casa o V. Guimarães e selou a conquista do ‘bi’. Isto antes da decisão na Taça.
No Jamor, no reencontro com o rival, a equipa de Rui Borges venceu (3-1) após prolongamento, num jogo em que deu que falar um pisão de Matheus Reis a Belotti, situação que resultou em castigos e, inclusive, levou mais tarde a que o defesa brasileiro tivesse de refugiar-se no Brasil de férias. Então, Reis chegou a receber ameaças de morte, dirigidas a si e à família.
Já nos festejos da dobradinha, Frederico Varandas apontou ao tricampeonato e reivindicou: “Somos o número 1”.
Ainda em maio, o líder leonino começou a pensar no mercado. O interesse inglês em Gyökeres, Trincão ou Diomande e a cobiça da Juventus por Hjulmand fizeram soar os alarmes. Se o sueco já preparava a despedida do Sporting, o dinamarquês comprometeu-se com Varandas a ficar mais uma época.
Novela sueca em Alvalade
Não foi preciso muito tempo para a bonança vivida em Alvalade com a conquista da dobradinha se transformar numa tempestade e, no centro do furacão, esteve Gyökeres.
A estrela da equipa nas duas últimas épocas sentiu que estava na altura de dar o salto para a Premier League e, através dos seus representantes, Hasan Çetinkaya e Kenan Mert, entrou numa guerra com Frederico Varandas, que acusou de não respeitar um acordo verbal, validado por Hugo Viana numa troca de mensagens SMS. Segundo o jogador e respetivos empresários, havia a promessa de saída por uma oferta de 60M€ mais 10 M€ por objetivos e, entretanto, o líder leonino começou a pedir 80 M€. O Arsenal apresentou-se de imediato como o principal interessado.
Esta tomada de posição não agradou a Varandas que fez questão de avisar que não estava disposto a vender o internacional sueco em saldos. “Ameaças, chantagens e ofensas comigo não funcionam”, avisou o presidente, de passagem por Leiria, deixando antever um longo e duro braço-de-ferro entre as partes. Certo é que, pensando já na substituição do nórdico, os leões começaram a trabalhar na contratação de Luis Suárez, o artilheiro do Almería, que foi avaliado em 25 milhões de euros.
A nível de mercado, a SAD garantiu a renovação de João Simões, que assinou até 2030 e foi blindado com uma cláusula de rescisão de 60 M€. Por seu lado, o extremo Afonso Moreira foi transferido para o Lyon por 2 M€, com o Sporting a assegurar 20% de uma futura mais-valia. O Crystal Palace também tentou negociar o passe de Diomande, mas os 60 M€ exigidos em Lisboa terminaram as conversas. A projetar o futuro, a estrutura de futebol conseguiu o empréstimo de Rayan Lucas, do Flamengo, e trouxe para a Academia o extremo Paulo Cardoso, que se destacou ao serviço do E. Amadora.
Já agendadas estavam as obras no Estádio José Alvalade, que arrancaram a todo o vapor: a substituição do relvado e o fecho do fosso foram as principais novidades da intervenção, que permitiu ao recinto ganhar mais 2 mil lugares.
Supertaça voa após saída de Gyökeres
O Sporting entrou com o pé esquerdo na nova época, ao perder a Supertaça para o rival, num dérbi disputado no Algarve. A derrota (0-1) desagradou a Rui Borges, que se declarou vencido mas não convencido, com o troféu a rumar à Luz.
Dias antes deste primeiro duelo da temporada com o Benfica, há a assinalar o fim da ‘novela Gyökeres’, que marcou os meses de junho e julho quase por inteiro. Dado o impasse nas negociações, o internacional sueco entrou em confronto total com a direção do Sporting e deixou claro que só aceitaria a transferência para o Arsenal, encurtando assim a margem de manobra da SAD nas negociações com outros clubes. O jogador falhou mesmo a apresentação em Portugal e Frederico Varandas não hesitou em avançar com um processo disciplinar, rejeitando fazer cedências. Perante o extremar de posições, os londrinos acabaram por abrir os cordões à bolsa e selaram o acordo, oferecendo ao Sporting 65,7 M€ fixos mais 10,2 M€ em objetivos. Os agentes do atacante também abdicaram de uma das duas comissões a que tinham direito para fechar a transferência e encerrar, assim, a grande novela de verão em Alvalade.
A saída do nórdico possibilitou a entrada de Luis Suárez. O internacional colombiano do Almería já estava há muito sinalizado como o grande reforço para o ataque e chegou a Lisboa a troco de 22,1 M€ fixos mais 5,2 M€ por objetivos.
A nível de reforços há ainda a assinalar o regresso de João Virgínia para compensar a venda de Franco Israel ao Torino, e a aposta em Ricardo Mangas, que regressou da Rússia por 300 mil euros. As negociações com o Panathinaikos por Vagiannidis foram concluídas e, face ao interesse de clubes ingleses e italianos em Geny Catamo, a direção leonina assegurou 90% dos direitos do extremo por 2,25 M€.
Segunda derrota em dois clássicos
O leão atacou o arranque do campeonato a lamber as feridas da derrota na Supertaça, mas a resposta foi positiva, pois a equipa de Rui Borges não teve dificuldades em desembaraçar-se de Casa Pia, Arouca e Nacional. Este início fulgurante foi travado à 4ª jornada, quando o FC Porto visitou Alvalade e venceu o clássico de forma convincente, isolando-se na liderança da Liga.
Com o mercado em aberto, os responsáveis leoninos tentaram reforçar a equipa no setor ofensivo. Desagradado por entender que não seria o sucessor natural de Viktor Gyökeres, Harder manifestou a intenção de deixar a Alvalade e acabou por rumar ao RB Leipzig, abrindo caminho à chegada de Fotis Ioannidis, um amor antigo do clube verde e branco. O grego haveria de trocar o trevo do Panathinaikos pelo leão rampante a troco de 22 M€ (mais 3 M€ por objetivos).
Bem mais complicada revelou-se a contratação de um extremo, após terem falhado as investidas por Yeremay e Kevin. Em cima do fecho do mercado, a SAD ainda tentou o empréstimo de Jota Silva junto do Nottingham Forest, mas a documentação não entrou na Liga por um minuto, e Rui Borges perdeu a desejada solução ofensiva.
Nas saídas há a destacar a situação de St. Juste, que podia ter escolhido Osasuna ou Union Berlim, mas não aceitou nenhuma das propostas e foi afastado para a equipa B, onde se manteve na primeira metade da época. Matheus Reis também foi apontado como alvo do Palmeiras, mas permaneceu no plantel.
Em pleno verão, a SAD oficializou a compra do Alvaláxia por 17 M€ e deu por concluído o fecho do fosso no Estádio José Alvalade.
Sempre a subir e de peito aberto
Sem tempo para lamber as feridas da derrota no clássico, a acabar agosto, o leão teve de meter mãos à obra e foi protagonista de um fecho de mercado louco, que nos escritórios de Alvalade foi, literalmente, até aos derradeiros instantes da janela de transferências de verão.
Entre o que foi feito, como as saídas de Harder (RB Leipzig) e Esgaio (Karagumruk) ou a oficialização da contratação de Ioannidis, e o que ficou por fazer, casos da inscrição de Jota Silva, que falhou por... um minuto, ou a falta de acordo para a saída de St. Juste, que acabou despromovido à equipa B, sobrou uma certeza, verbalizada por Frederico Varandas: o bicampeão saiu por cima com os acertos no plantel.
A convicção do presidente foi explanada pelo próprio em dois momentos distintos, primeiro à margem da Supertaça de futsal, onde Varandas assegurou que o Sporting “ficou mais forte do que estava há um ano”, e depois em entrevista à ‘Kicker’, antes da estreia na fase de liga da Champions, vincando que o clube “é líder em Portugal e reconquistou o prestígio internacional”.
Frederico Varandas esteve, ainda, em destaque... no mercado (futebolístico e empresarial), ao recusar uma proposta milionária para ser o novo CEO dos sauditas do Al Ahli e por ter apresentado na SAD um resultado positivo de 20 milhões de euros no exercício de 2024/25, mais 66 por cento do que na época anterior (12,1 M€).
Das palavras aos atos, em campo, a equipa sustentou a crença de Varandas com um mês 100 por cento proveitoso, fruto de três vitórias em outros tantos jogos no campeonato (Famalicão, Moreirense e Estoril) e a entrada com o pé direito na Champions, por ocasião da receção ao Kairat Almaty. Houve, porém, sinais de oscilação de rendimento que culminaram com uma chamada de atenção de Rui Borges ao plantel (em privado e em público) no rescaldo do difícil triunfo na Amoreira. “Entrámos num facilitismo que não pode acontecer...”, avisou o técnico.
Muito já foi dito, mas importa realçar que setembro encerrou... como começou. Antes da (problemática) viagem para Nápoles, Varandas voltou a fazer frente aos rivais e respondeu a um comunicado do Benfica que, em tempo de campanha eleitoral, apontava um alegado “padrão de decisões” a favorecer “sistematicamente” os leões. “O bicampeonato foi ligeira convulsão para o futebol português. O tricampeonato, se acontecer, será um terramoto. Isto assusta muita gente...”, disparou Varandas.
Ouro de fora reluz com prata da casa
Os preocupantes sinais no Estoril foram o prelúdio para dois tropeções a abrir outubro: a derrota em Nápoles (1-2) e o empate na receção ao Sp. Braga (1-1). Apesar dos dissabores, Rui Borges foi taxativo a afastar qualquer tipo de “má fase” e o que é certo é que a partir daí a máquina voltou a carburar, ainda que com alguma poeira na engrenagem na subsequente e difícil vitória em Paços de Ferreira, na estreia na Taça. Mérito de toda a equipa, claro, mas em particular da prata da casa e do ouro que veio de fora.
Por um lado, entre os reforços de verão, Luis Suárez e Ioannidis (ambos com três golos no mês), mas também Alisson, deram mostras de qualidade e, melhor do que isso, deram... golos;por outro, João Simões saiu da casca a partir do encontro em Itália para a Liga dos Campeões e o pontapé de saída na Allianz Cup, frente ao Alverca, foi palco para a estreia de cinco (!) jovens talentos:Flávio Gonçalves, Chris Grombahi, Rayan Lucas, João Muniz e Salvador Blopa. O último foi aquele que reluziu mais forte, tanto que tornou-se no mais jovem a estrear-se com um bis, superando um ‘tal’ Peyroteo.
Fora dos relvados, outra boa nova com a renovação de Pote até 2030. O português pediu aos adeptos que “acreditem na equipa” e Varandas, no Portugal Football Summit, deu o exemplo: “Acredito muito nos nossos jogadores!”.
Foi tudo perfeito menos... as lesões
Novembro ritmo com autêntico sucesso do Sporting, totalista em vitórias a nível interno – bateu o Santa Clara (2-1) e o Estrela (4-0) na Liga, além do Marinhense (3-0) na Taça de Portugal – e competentíssimo na Liga dos Campeões, onde após ter arrancado um precioso ponto em Turim, empatando a um golo, mostrou classe europeia numa das melhore exibições de 2025, ante os belgas do Club Brugge.
Com Frederico Varandas, na célebre noite verde da Batalha – os Rugidos de Leão –, a arrasar os rivais, principalmente o homólogo André Villas-Boas, que, sublinhou, não foi uma “lufada de ar fresco” pós Pinto da Costa, mas sim um camião de “bafio e hipocrisia”, os leões meterem-se no crescendo de troca de galhardetes entre os três grandes, sempre com os mesmos temas ao barulho, relacionados com arbitragem.
No plano desportivo, Record deu conta que o central Gonçalo Inácio, o tambén defesa Diomande e o criativo Trincão estavam a negociar as respeticas renovações, duas delas – a do camisola 25 e 26 foram assinadas em dezembro (ver ao lado), estando a do esquerdino ainda em fase de negociações.
Nem tudo correu bem, dadas as lesões de João Simões, Pote – viria a recuperar antes do final do mês – e Ioannidis, início de um pequeno pesadelo que ainda está para resolver. E até Quenda fraturou o pé direito, no dia 30, problema agravado com a utilizalção no dérbi da Luz, o primeiro grande capítulo de dezembro, mês que fecha o ano do Sporting.
Leão retemperado e caldinho à mesa
Ao contrário de novembro, o mês que fecha 2025 não foi perfeito, mas alcançou o patamar de competente. Começa com o dérbi do campeonato e, avaliando a expressão habitual do futebol dos leões, o rendimento exibido na Luz até ficou longe do costume, ainda assim suficiente para arrancar um 1-1 diante dos encarnados.
Estratégico na Champions, Rui Borges esteve a ganhar em Munique, mas sucumbiu, sem atitude envergonhada, à superioridade bávara, que em menos de 10 minutos ajudou a fixar o 3-1 final. Foi então na Taça de Portuga, no triunfo por 3-2 (após prolongamento) ante o Santa Clara, que se deu aquilo que muitos consideraram como um dos grandes escândalos da temporada até agora, com um chorrilho de comunicados e reações dos rivais diretos dos bicampeões nacionais, neste caso pelo penálti assinalado por eventual toque em Hjulmand, na área, numa altura em que os leões perdiam e que acabou por levar o jogo para 30 minutos extra – e aí, de cabeça, o grego Ioannidis decidiu. O ano haveria de terminar com vitórias categóricas em Guimarães (4-1) e em casa com o Rio Ave (4-0)
Em termos clínicos, descobriu-se a tal fratura de Quenda no pé, Pote sofreu uma recaída após ter disputado o jogo na Luz e também o avançado helénico foi vítima de um problema no seu joelho esquerdo.
Extra futebol, eleito pela primeira vez em 2018, Frederico Varandas anunciou a sua recandidatura rumo a um terceiro mandato à frente do clube.
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