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Baralhar e voltar a dar: o balanço do Benfica em 2025

Os momentos que marcaram o ano que agora termina
30 de dezembro de 2025 às 08:30
Os momentos que marcaram o ano que agora termina
30 dezembro 2025 - 08:30

Chegou o final do ano e aquela altura em que fazemos uma análise a tudo aquilo que aconteceu no desporto de janeiro a dezembro. Os Balanços Record já são uma instituição do nosso jornal. Depois de uma viagem por algumas das fotografias que marcaram 2025, além do trajeto da Seleção Nacional, principais acontecimentos no Futebol Nacional, nas Modalidades e no Sporting, seguimos agora para os momentos marcantes que envolveram o Benfica.

Janeiro
Derrota com o Casa Pia deu azo ao episódio da garagem
Derrota com o Casa Pia deu azo ao episódio da garagem

Águas agitadas mesmo com troféu

Janeiro foi um presságio daquilo que viria a ser todo o ano civil para a equipa principal do Benfica: ir rapidamente do 8 ao 80 e do 80 ao 8, com polémicas pelo meio. As águias ganharam a Allianz Cup e atingiram o playoff da Liga dos Campeões. No entanto, a situação no campeonato tornava-se delicada - 6 pontos de distância para o líder Sporting - e Bruno Lage teve de apagar um fogo depois do vazamento de um áudio relativo a uma longa conversa entre o treinador e os adeptos.

O Benfica bateu o Sporting, nos penáltis, na final da Allianz Cup e este troféu podia ser o que faltava para a equipa das águias embalar. A reviravolta frente ao Farense na Taça de Portugal, a goleada ao Famalicão e até a boa imagem frente ao Barça, apesar da derrota num frenético 4-5, assim o indicavam. O caldo entornou com o surpreendente Casa Pia. À conversa com os adeptos na garagem da Luz, Lage mostrou um tom crítico em relação à equipa e abordou a gestão do clube. Depois, defendeu-se em conferência. “Os jogadores sabem da minha exigência”, disse.

Debaixo de fogo, Lage chegou a Turim e garantiu que não viajou para colocar o lugar à disposição e, em boa verdade, as águias deram uma resposta cabal: bateram a Juventus (2-0), e celebraram o apuramento para o playoff, num mês em que Manu reforçou os encarnados .

Fevereiro
Kökçü selou o apuramento para os ‘oitavos’ da Champions
Kökçü selou o apuramento para os ‘oitavos’ da Champions

Os patos certos trouxeram alegria

O mês mais curto do ano trouxe alegria e esperança aos adeptos benfiquistas e a Bruno Lage. Desde logo, os encarnados igualaram o líder Sporting na classificação ao serem 100% vitoriosos no campeonato e ainda se apuraram para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões numa eliminatória emocionante, frente ao Monaco. Para somar mais um motivo de celebração, as águias atingiram as meias-finais da Taça de Portugal ao eliminarem o Sp. Braga, na Luz.

As duas más notícias chegaram em forma de lesão. Bah e Manu sofreram roturas completas do LCA do joelho esquerdo, diante do Moreirense. O médio nem teve tempo para criar impacto... ao contrário de quem chegou no mês de fevereiro: Dahl, Bruma e Belotti.

O internacional português decidiu frente ao Santa Clara, enquanto o italiano abriu o marcador diante do Boavista, sendo que este entrosamento não surpreendeu Bruno Lage. “Não andamos aqui aos tiros para ver se acertamos no pato certo”, expressou.

Sem um tiro, mas com um toque artístico, Pavlidis deixou o Benfica em vantagem no playoff europeu, frente ao Monaco, mas na Luz foi preciso saber sofrer. As águias estiveram a perder por duas vezes, mas Kökçü evitou o prolongamento já perto dos 90’ e tinha motivos para esboçar um sorriso de orelha a orelha, já que lançou as águias para os oitavos-de-final.

Março
Carreras,  aqui em ação  em Barcelos, foi  a Revelação  do ano
Carreras, aqui em ação em Barcelos, foi a Revelação do ano

A tropa orgulhou... só não foi eficaz

O Benfica tinha um adversário difícil nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, mas havia contas para ajustar desde a derrota (4-5) na fase de liga e esse mesmo jogo dava a sensação de que as águias podiam, pelo menos, sonhar com uma gracinha frente ao Barcelona. Essa esperança converteu-se numa exibição com várias oportunidades de golo na Luz - 26 remates contra 10 - mas culminou com a frustração de uma equipa que não conseguiu ser eficaz e acabou mesmo a perder por 1-0. “Podíamos estar a falar de uma vitória por 5-1”, disse Bruno Lage, que acabou por ver a sua equipa tombar depois da derrota na Catalunha, por 3-1.

Foi a “dura realidade”, tal como ilustrou Record, na primeira página, a 12 de março, mas ficou o “orgulho” da prestação europeia, que valeu um encaixe superior a 70 M€ à SAD. “Diziam que nem sequer íamos passar da primeira fase”, lembrou o técnico das águias.

No campeonato, à imagem do que acontecera em fevereiro, os encarnados cumpriram com as obrigações e venceram as três jornadas que disputaram, mantendo-se em igualdade pontual com o Sporting.

Ainda assim, as águias sofreram para superar o Rio Ave e foi necessário Aktürkoglu saltar do banco para, nos últimos minutos, garantir o triunfo. Bem mais confortáveis foram as vitórias diante de Nacional e Gil Vicente, ambas por 3-0, sendo que, em Barcelos, Bruno Lage voltou a salientar o orgulho na atitude dos jogadores. “Fomos equipa, família e tropa”, salientou. Este foi o mês da entrega dos Galardões Cosme Damião, com Otamendi e Carreras a serem distinguidos como Jogador e Revelação do ano, respetivamente.

Abril
Jogadores desalentados com empate (2-2) frente ao Arouca
Jogadores desalentados com empate (2-2) frente ao Arouca

Queda abrupta do céu ao inferno

A Liga aproximava-se do final e a luta pelo título estava ao rubro, com Benfica e Sporting a disputar a liderança ombro a ombro. Os rivais de Lisboa começaram abril empatados e assim terminaram o penúltimo mês do campeonato, antevendo um maio escaldante até porque haveria um dérbi decisivo na Luz.

Os encarnados arrancaram abril com um triunfo apertado (3-2) sobre o Farense, com Aktürkoglu (2) e Pavlidis a apontarem os golos numa exibição pouco convincente e que deixou os adeptos algo desconfiados.

Contudo, o ponto alto para o Benfica em abril ocorreu mesmo na 28ª jornada. Uma goleada histórica (4-1) no Dragão, com o grego Pavlidis a ser o primeiro jogador das águias a fazer um hat trick em casa do FC Porto, afastou de vez a equipa de Anselmi do título e colocou pressão acrescida no Sporting, que recebia o Sp. Braga no dia seguinte. Os leões empataram (1-1) com os minhotos e os encarnados isolaram-se no topo, com 2 pontos de vantagem.

Só que a equipa de Bruno Lage não tardou a descer do céu ao inferno. Logo na ronda seguinte, um deslize comprometedor (2-2) na receção ao Arouca – com um penálti bastante polémico cometido por Otamendi, de cabeça, e um golo aos 90’+5 – permitiu ao eterno rival voltar a assumir a liderança, em igualdade pontual. Um cenário que se manteve inalterado após os triunfos folgados das águias em Guimarães (3-0) e na receção ao AVS SAD (6-0). As decisões ficaram adiadas para maio...

Maio
Di María, aqui abraçado por Trubin, foi dos jogadores mais inconformados com a derrota na final da Taça de Portugal
Di María, aqui abraçado por Trubin, foi dos jogadores mais inconformados com a derrota na final da Taça de Portugal

Desilusão a dobrar deita tudo a perder

O mês de maio foi tenebroso para o Benfica, que viu fugir em apenas duas semanas o campeonato e a Taça de Portugal para o rival de Alvalade. Mas vamos por partes. Os encarnados entraram na reta final da Liga empatados com o Sporting na liderança, tendo cumprido a tarefa de vencer (2-1) no Estoril– graças aos golos de Aursnes e Otamendi ainda na 1ª parte – antes do dérbi decisivo na penúltima jornada.

No dia 10, com a Luz repleta e confiante numa vitória que lançasse a equipa de Bruno Lage para o título, Trincão gelou as bancadas com um golo logo aos 4 minutos. As águias ainda empataram na segunda parte (63’), através de Aktürkoglu, mas o resultado não voltou a mexer – Pavlidis acertou em cheio no poste (75’) num lance em que Rui Silva estava batido – e os leões ficaram com mão e meia no troféu devido à vantagem no confronto direto (tinham ganho o dérbi na 1ª volta, por 1-0).

Uma autêntica machadada no plantel em termos anímicos, com reflexos na última jornada do campeonato. Em Braga, a equipa entrou visivelmente descrente – só uma vitória e um deslize do Sporting, em casa, com o V. Guimarães, levaria o troféu para a Luz – e fez uma exibição pobre e muito apagada, podendo agradecer a Trubin ter saído da Pedreira com um empate (1-1).

O grego Pavlidis ainda respondeu ao golo de Zalazar, terminando a Liga como o terceiro melhor marcador (19 golos) atrás do intratável Gyökeres (39) e empatado com o portista Samu, que disputou menos jogos do que o benfiquista.

“Lamentamos não termos conseguido oferecer o título aos nossos adeptos, que foram incansáveis. É uma dor forte, mas, por muito que isso custe, temos de continuar unidos e recuperar o mais rápido possível porque temos um troféu para disputar para a semana”, afirmou Bruno Lage, em Braga, numa alusão à final da Taça de Portugal, novamente com os leões.

Duro golpe no Jamor

A 25 de maio, o Estádio Nacional engalanou-se para receber os eternos rivais e Kökçü colocou as águias em vantagem logo no início do segundo tempo (47’). Já em período de descontos, quando os benfiquistas se preparavam para festejar, o polémico lance entre Matheus Reis e Belotti aqueceu os ânimos e, na sequência do lance, Renato Sanches derrubou Gyökeres na área de Samuel Soares. O sueco converteu o penálti, empatou e levou a decisão para o prolongamento, onde os leões foram melhores e impuseram-se graças aos golos de Conrad Harder e Trincão. Um final dramático que deixou Di María inconsolável no adeus aos relvados nacionais.

Junho
Lage e Kökçü protagonizaram discussão acesa no jogo com o Auckland
Lage e Kökçü protagonizaram discussão acesa no jogo com o Auckland

Mundial marcado por tempestades

A pré-temporada foi atípica devido à realização do primeiro Mundial de Clubes da FIFA, que decorreu nos Estados Unidos. Pouco habitual foi também o zelo extremo dos norte-americanos com as interrupções devido às más condições atmosféricas, com a chuva torrencial e a trovoada a afetar vários jogos da competição, entre os quais dois dos encarnados: na goleada (6-0) aos amadores do Auckland City e no adeus à prova, aos pés do Chelsea – que foi campeão – no prolongamento dos oitavos.

A estreia das águias foi diante do Boca Juniors e as coisas não começaram nada bem, com Otamendi e fazer um autogolo e Battaglia, ex-Sporting, a fazer o 2-0 para os argentinos ainda antes da meia hora. Di María reduziu de penálti em cima do intervalo, com Otamendi a redimir-se e a empatar já perto do apito final.

Seguiu-se o triunfo expressivo sobre o Auckland City, mas o mais marcante dessa partida foi mesmo a acesa discussão entre Kökçü e Bruno Lage aquando da substituição do turco. No dia seguinte o jogador ainda se justificou publicamente, mas o certo é que o seu destino ficou desde logo traçado e viria a sair para o BEsiktas pouco tempo depois.

Na última jornada do Grupo C a equipa deu boa imagem e venceu (1-0) o Bayern Munique graças ao golo de Schjelderup. Um triunfo que valeu o 1º lugar aos encarnados, ditando assim o embate com o Chelsea (2º do Grupo D atrás do Flamengo) nos oitavos-de-final.

Reece James deu vantagem aos ingleses (64’), mas Di María – na despedida – empatou de penálti (90’+6) após mais de duas horas de paragem devido a um relâmpago. No prolongamento a expulsão (92’) de Prestianni dificultou a tarefa, com o Chelsea a marcar por três vezes e a seguir em frente. O Benfica voltou para casa com 26,1 milhões de euros no bolso.

Julho
A época começou com um título frente ao rival
A época começou com um título frente ao rival

Do caos no verão à festa na Supertaça

Coube de tudo um pouco no mês de julho. Começou com o adeus de Ángel Di María, seguiu com sonhos - uns cumpridos, outros nem por isso -, testemunhou saídas amargas e terminou... com um título, a conquista da Supertaça. O melhor é irmos mesmo por partes.

Embora com espinhas atravessadas, e “entristecido por não ter dado mais alegrias” aos benfiquistas, Di María confirmou que era tempo de voltar ao Rosario Central. Mas pouco depois já os adeptos iam limpando as lágrimas - por que não outro grande regresso, como acontecera com o argentino? Começava o sonho... João Félix.

“Preciso de estar em casa”, admitiu o próprio, confirmando em declarações à CMTV o desejo que Record tinha noticiado a 17 de abril. As juras de amor públicas fizeram com que se passasse das palavras aos atos e Benfica e Chelsea começaram a discutir os moldes do negócio, percentagens e até salário. Mas... uma vez mais não aconteceu. Mesmo antes de terminar o mês, Félix era anunciado de forma surpreendente como jogador do Al Nassr.

Falar nos desejos de julho implica recorrer à cábula, tal o tamanho da lista:Hadj-Moussa, Thiago Almada... Concretizaram-se as contratações de Ríos, Barrenechea, Dedic, Ivanovic, Obrador e ainda um reforço para atuar do lado de fora - Mário Branco, o novo homem forte para o futebol. Enquanto isso, dois dos principais ativos, Kökçü e Carreras, faziam o caminho inverso.

Cada vez cheirava mais à nova época e o primeiro teste aos reforços aconteceu na Eusébio Cup, com a vitória por 3-2 sobre o Fenerbahçe de Mourinho. Bem mais saborosa foi o triunfo na Supertaça, frente ao eterno rival Sporting. Afinava-se a equipa para 2025/26, que começava bem melhor do que tinha acabado 2024/25.

Agosto
Águias venceram Fenerbahçe e Akturkoglu foi determinante
Águias venceram Fenerbahçe e Akturkoglu foi determinante

Objetivo alcançado com drama turco

Se os turcos já são famosos pelos dramas... com Kerem Aktürkoglu não foi nada diferente. O nome do atacante repetiu-se vezes sem conta no universo benfiquista durante o mês de agosto - e por variadas razões. Desde o interesse que despertava no mercado, nascendo o que até então parecia um desejo proibido do ex-rival Fenerbahçe, até ser decisivo na Liga dos Campeões.

O termo drama não foi escolhido ao acaso. É que Aktürkoglu, que havia chegado à Luz no verão anterior proveniente do Galatasaray, outro histórico da Turquia, marcou o golo do Benfica frente ao Fenerbahçe. Ora, Kerem permitia assim às águias agarrar um lugar na fase de liga, o grande objetivo nesta altura, derrotando... a futura equipa. Porque tudo isto aconteceu enquanto já decorriam negociações avançadas entre os clubes. Foram dias verdadeiramente loucos para Aktürkoglu.

Por outro lado, os reforços iam-se mostrando, especialmente Ivanovic, que marcou logo na estreia frente ao Nice, na 3ª pré-eliminatória. O plantel estava em aberto e o mercado ainda assistiu a outras novelas. Que o diga Amoura, que esteve perto de se mudar para a Luz. Chegou antes Sudakov, o novo dono da histórica camisola 10 das águias.

Dentro de campo a equipa não convencia, com as exibições a serem contestadas, e fora dele as eleições já aqueciam. “O Benfica está uma bandalheira”, criticava Luís Filipe Vieira.

Setembro
Rui Costa apresentou o Special One como treinador do clube no dia 18 de setembro
Rui Costa apresentou o Special One como treinador do clube no dia 18 de setembro

Mourinho volta à casa de partida

Rei deposto, rei coroado. Bruno Lage foi despedido e, sem demora, José Mourinho foi contratado para liderar a equipa encarnada, num regresso ao clube onde, há 25 anos, iniciara a carreira como treinador principal.

O treinador que arrancou a temporada a conquistar a Supertaça, diante do Sporting, não resistiu aos maus resultados, depois da primeira paragem para os compromissos das seleções. Lage começou por ver o Benfica empatar (1-1) com o Santa Clara, em casa, tendo a equipa açoriana marcado em período de compensação. O jogo realizou-se na sexta-feira, 12, logo após a janela FIFA, o que desagradou ao técnico.

“Ninguém está satisfeito. Sou o primeiro a não estar e compreendo perfeitamente a insatisfação dos adeptos”, observou Lage, sobre o empate, que se seguiu a três triunfos consecutivos na prova.

O pior estava, contudo, por vir. Quatro dia depois, no arranque da fase de liga da Champions, o Benfica perdeu (2-3) em casa, com o Qarabag. Os encarnados marcaram dois golos nos primeiros 16 minutos, mas os azeris surpreenderam ao darem a volta, incendiando as bancadas da Luz. “Nunca serei um problema”, atirou Lage, como que antecipando o que se seguiria. Rui Costa não perdeu tempo e, nessa mesma noite, anunciou a saída do setubalense. “Esperamos ter um novo treinador no banco sábado nas Aves”, afirmou, na noite daquela terça-feira, dia 16.

O presidente dos encarnados foi rápido e, dois dias depois, apresentou, no Seixal, outro treinador de Setúbal, José Mourinho, que estava livre depois de ter sido despedido do Fernerbahçe, eliminado do playoff da Champions... pelo Benfica. “Não é um trunfo eleitoral”, assegurou Rui Costa, que negociou a inclusão no contrato de uma cláusula que facilita a saída do técnico no final da época. “Vou viver para o Benfica”, prometeu Mourinho, de regresso às águias 25 anos depois de ter saído.

O setubalense avisou, de imediato, que “o Benfica tem de morder muito” e, sem tempo para preparar a visita à Vila das Aves, deixou claro que não iria “radicalizar” na equipa. “Tenho de meter o meu dedo, mas muito ao de leve. Não posso meter os meus dedos todos”, explicou na altura. A estreia foi promissora (3-0), mas logo a seguir escorregou (1-1) com o Rio Ave em casa, em jogo em atraso da 1ª jornada, novamente com um golo sofrido já no período de compensação.

Outubro
Mais de 86 mil sócios foram às urnas na primeira volta das eleições
Mais de 86 mil sócios foram às urnas na primeira volta das eleições

Favoritos seguem para o tira-teimas

Sob a égide dos novos estatutos e com seis candidatos à liderança da Direção, variedade de escolha nunca antes vista, os sócios do Benfica foram às urnas escolher o novo presidente. Uma vez que ninguém obteve maioria, os dois mais votados, Rui Costa e João Noronha Lopes, seguiram para a segunda volta.

A 25 de outubro, dia de jogo com o Arouca (5-0), a participação também foi recorde, nunca antes vista em qualquer clube do Mundo: 86.297 sócios votaram, número que no entanto não foi homologado pelo Guinness World Records, porque não foi eleito um presidente. Sendo assim, foi necessário esperar mais duas semanas.

Rui Costa e Noronha Lopes, os favoritos, garantiram a presença na segunda volta, recolhendo 42,13% e 30,26% dos votos, respetivamente. O resultado obtido pelo presidente em exercício deixava perceber que os sócios preferiam a continuidade à mudança, até porque Luís Filipe Vieira ficou em terceiro, com 13,8%. “Há quase 60% dos votos que desejam outro rumo”, analisou o gestor. “Se há 58% que não acreditam em mim, há 70% que não acreditam no outro lado”, respondeu Rui Costa.

No plano desportivo, o Benfica começou o mês a empatar (0-0) no Dragão, ‘roubando’ os primeiros pontos ao líder FC Porto, a 5 de outubro. “Era fundamental não perder. Não perdemos pontos para ninguém. Estamos cá e estamos vivos”, reconheceu José Mourinho.

Novembro
Rui Costa recolheu quase 66% dos votos
Rui Costa recolheu quase 66% dos votos

Rui Costa reeleito e a olhar para Rafa

Rui Costa não teve um primeiro mandato marcado pelo sucesso desportivo, mas, apesar de nos últimos quatro anos só ter conseguido um título de campeão nacional, o presidente dos encarnados bateu Noronha Lopes com larga margem (65,89% contra 34,11%) e venceu a segunda volta. Os sócios encarnados não tiveram dúvidas em dar uma nova oportunidade ao antigo jogador, que dois meses antes tinha deixado cair Bruno Lage e contratado José Mourinho. E, depois de um arranque titubeante, a verdade é que foi em novembro que os encarnados conseguiram a retoma do sucesso desportivo. Depois da derrota com o Bayer Leverkusen e o empate com o Casa Pia, as águias somaram três triunfos consecutivos até ao final do mês.

Apesar da retoma, Rui Costa e José Mourinho começam a preparar o mercado de janeiro. O ‘Special One’ pretende, no mínimo, duas alas, mas com Rafa a forçar a saída do Besiktas, a SAD encarnada fica atenta à situação do avançado e decide que, caso o antigo jogador das águias se consiga desvincular do emblema turco, que irão lutar pelo regresso ao clube que representou durante oito épocas. Uma novela que ainda não chegou ao fim, mas que as águias a seguem com atenção.

Dezembro
Aursnes simbolizou frustração pelo deslize em Braga
Aursnes simbolizou frustração pelo deslize em Braga

Deslize no Minho dificulta contas

O mês de dezembro esteve perto de roçar a perfeição, mas terminou com um empate, frente ao Sp. Braga, que acabou por deixar as águias, ao fim de 16 jornadas, já a 10 pontos do líder FC Porto. Um revés que surge numa altura em que a equipa de José Mourinho dava sinais de crescimento e conseguiu mesmo vencer quatro jogos consecutivos no mês de dezembro, que até começou com um empate na receção ao Sporting, no dérbi lisboeta.

Apesar das contas difíceis no campeonato, o Benfica chega a 2026 vivo na Liga dos Campeões. No mês de dezembro, as águias tiveram a vitória mais empolgante desde que José Mourinho regressou à Luz, frente ao Nápoles. Os encarnados derrotaram o campeão italiano, depois de terem batido o Ajax, e chegaram aos seis pontos, o que permite acreditar na passagem ao playoff, quando falta defrontar a Juventus e Real Madrid.

O dossiê Rafa continua em cima da mesa nas hostes benfiquistas, mas, em dezembro, a SAD fechou o primeiro reforço para janeiro. Lopes Cabral, do E. Amadora, ficou contratado ainda antes do mês terminar e será oficializado no início de 2026. Além do jogador polivalente, que pode fazer quatro posições dentro de campo, as águias terminam o mês de dezembro a ultimar a transferência de André Luiz, extremo do Rio Ave. E mais reforços irão chegar para aumentar o lote de opções para José Mourinho.

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