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Estrelas em várias frentes: o balanço das modalidades em 2025

Os momentos que marcaram o ano que agora termina
28 de dezembro de 2025 às 08:25
Os momentos que marcaram o ano que agora termina
28 dezembro 2025 - 08:25

Chegou o final do ano e aquela altura em que fazemos uma análise a tudo aquilo que aconteceu no desporto de janeiro a dezembro. Os Balanços Record já são uma instituição do nosso jornal. Depois de uma viagem por algumas das fotografias que marcaram 2025, além do trajeto da Seleção Nacional e dos principais acontecimentos no Futebol Nacional, seguimos agora para os momentos marcantes que envolveram as outras modalidades.  

Atletismo
Isaac Nader campeão mundial dos 1500 metros
Isaac Nader campeão mundial dos 1500 metros

Isaac Nader histórico no Japão: Português sagrou-se campeão mundial pela primeira vez, numa edição em que Pichardo conquistou o segundo ouro no triplo salto

Em 2025, o atletismo português viveu um ano memorável, marcado pelos brilhantes títulos mundiais de Isaac Nader e Pedro Pichardo obtidos em Tóquio.

O primeiro a subir ao lugar mais alto do pódio foi o algarvio, após uma fantástica final dos 1.500 metros. Sempre no grupo da frente, Nader foi subindo na pista e, nos derradeiros 60 metros de prova, foi ultrapassando todos adversários até à glória mundial. Isaac foi campeão com 3.34,10 minutos, à frente do britânico Jake Wightman (3.34,12), e do queniano Reynold Cheruiyot (3.34,25). Tratou-se da quarta medalha portuguesa nos 1.500 metros em Mundiais, depois das conquistadas por Carla Sacramento - ouro em Atenas’1997 e bronze em Gotemburgo’1995 - e por Rui Silva - bronze em Helsínquia’2005. Isto já depois de o atleta do Benfica ter sido bronze nos Europeus de pista curta na mesma distância, em Apeldoorn.

Dias depois, foi a vez de Pedro Pichardo sagrar-se campeão mundial no triplo salto pela segunda vez na carreira (já havia sido em Oregon’2022), no mesmo estádio onde há quatro anos tinha conquistado o ouro olímpico. Para chegar à vitória, o saltador ex-Benfica fez 17,91 metros num último salto incrível.

Nader e Pichardo, já em 2022, inscreveram o seu nome ao historial luso de campeões do mundo, juntando-se a Rosa Mota (maratona de Roma’1987), Fernanda Ribeiro (10.000 m em Gotemburgo’1995), Manuela Machado (maratona em Gotemburgo’1995), Carla Sacramento (1.500 m em Atenas’1997), Nelson Évora (triplo em Osaka’2007), Inês Henriques (50 km marcha em Londres’2017).

Mundiais de pista curta: Patrícia Silva de bronze

Mas houve mais destaques do atletismo nacional, com Patrícia Silva a protagonizar um momento alto em Nanjing (China): conquistou a medalha de bronze dos 800 metros nos Mundiais de pista curta. A atleta do Sporting fez um novo recorde nacional, com 1.59,80 minutos, traduzindo-se na 17ª medalha portuguesa em Mundiais ‘indoor’.  

Europeus de pista curta: pódios em Apeldoorn e no Algarve

Portugal saiu de Apeldoorn, na Holanda, com a melhor participação de sempre em Europeus de pista curta. Ao longo de quatro dias de competição, a Seleção Nacional subiu quatro vezes ao pódio, duas delas por Salomé Afonso:prata nos 1.500 metros e bronze nos 3.000. Isaac Nader, como já referido, foi bronze nos 1.500, assim como Auriol Dongmo, no lançamento do peso.

A fechar o ano, o Europeu de corta-mato deu mais uma alegria ao atletismo nacional. No Algarve, a estafeta mista (Isaac Nader, Salomé Afonso, Rodrigo Lima e Patrícia Silva) conquistou a medalha de prata, a primeira de sempre nesta disciplina.

Canoagem
João Ribeiro, Messias Baptista, Gustavo Gonçalves e Pedro Casinha conquistaram medalhas
João Ribeiro, Messias Baptista, Gustavo Gonçalves e Pedro Casinha conquistaram medalhas

K4 500 pagaiou até ao duplo ouro: Quarteto com Ribeiro, Baptista, Gonçalves e Casinha foi campeão Mundial e Europeu

A canoagem voltou a destacar-se em 2025. Num ano pós Jogos Olímpicos, os canoistas lusos trouxeram para Portugal quase quatro dezenas de pódios, nas especialidades de pista, maratona e a canoagem de mar. Sendo todos importantes, há, porém, que enaltecer os conquistados em Mundiais e Europeus.

Em agosto, em Milão, o K4 500 pagaiou rumo ao ouro, após a desilusão em Paris’2024, onde não chegou ao pódio. No Mundial, João Ribeiro, Messias Baptista, Gustavo Gonçalves e Pedro Casinha subiram o nível, isto já depois do quarteto se ter sagrado, meses antes, campeão europeu. Os dois primeiros foram ainda prata no K2 500 no Mundial, embarcação onde Gonçalves e Casinha conseguiram o ouro mundial sub-23.

Já Fernando Pimenta somou oito pódios internacionais, destacando-se o título europeu em K1 1.000, distância na qual foi bronze no Mundial. O limiano brilhou ainda em Mundiais de maratonas. Foi tetracampeão no K2 com José Ramalho e bronze na short race, com o compatriota em terceiro.

Portugal somou 16 medalhas em europeus, 19 em Mundiais, duas nos Jogos Mundiais, assim como pódios em Taças do Mundo e na paracanoagem. “As conquistas em 2025 reforçam a solidez do trabalho técnico, o talento emergente e a consistência do alto rendimento. Espalharam-se por várias disciplinas e escalões, confirmando geração de atletas capaz de estar entre os melhores do mundo”, refere nota da Federação (FPC).

Triatlo

Vasco Vilaça termina no pódio do Mundial

A temporada de 2025 fica marcada, sobretudo, pelo bronze de Vasco Vilaça no Mundial. O olímpico do Benfica terminou com 3690.12 pontos, atrás do campeão, o australiano Hauser Mathew (4250) e do brasileiro Miguel Hidalgo (3769.95). No ranking mundial, concluiu o ano em 4º, sendo que no top 10 está ainda Ricardo Batista.

Em femininos, Maria Tomé termina na 23ª posição do ranking, enquanto Mariana Vargem, vencedora de uma Taça de África, entra no Top-100 (89ª), numa época em que a olímpica Melanie Santos esteve lesionada (foi operada)

No que diz respeito ao Paratriatlo, Filipe Marques fechou a época no quinto lugar do ranking da categoria PTS5.

“A época foi exigente, com cerca de 50 provas nos quatro cantos do mundo. Os resultados mostram-nos que podemos ter muita esperança nesta e nas próximas gerações de jovens triatletas”, resumiu o DTN, Bruno Salvador, à assessoria da FTP.

Surf

Yolanda chega à elite 

O ano de 2025 viu pela 1ª vez uma portuguesa qualificar-se para a elite do surf mundial feminino. Yolanda Hopkins carimbou uma vaga no World Tour’2026 de forma antecipada e fez história, poucas semanas depois de ter sido vice-campeã mundial da ISA pela segunda vez na carreira.

Já o brasileiro Yago Dora e a australiana Molly Picklum estrearam-se como campeões mundiais da WSL. Em termos internacionais destaque ainda para o título europeu júnior de Maria Salgado.

Dentro de portas, Teresa Bonvalot somou o sexto título da carreira, enquanto Francisco Ordonhas venceu no masculino.

No longboard, António Dantas sagrou-se campeão europeu, enquanto Alice Teotónio conquistou o título mundial júnior no bodyboard.

Já nas ondas grandes, Nic von Rupp fechou a época a revalidar o título coletivo do Nazaré Big Wave Challenge.

Ténis

Francisco Cabral atinge melhor ranking

O ténis português fechou 2025 com números que dão esperança. Francisco Cabral terminou dentro do top-20 mundial de pares, o melhor ranking de sempre de um português, afirmando-se de forma definitiva na elite após títulos. Ao lado do austríaco Lucas Miedler, conquistou este ano três títulos ATP: Atenas, Gstaad e Hangzhou

Nuno Borges assinou igualmente um ano recorde, ao tornar-se no primeiro português a atingir a terceira ronda em todos os Grand Slams. Nos Majors, Jaime Faria e Henrique Rocha deixaram marca, ao ultrapassarem fases de qualificação e vencerem encontros em quadros principais.

A seleção feminina da BJK Cup jogou o acesso ao Grupo Mundial pela primeira vez em mais de 30 anos.

No panorama internacional, Carlos Alcaraz e Jannik Sinner dividiram os principais títulos e Aryna Sabalenka fechou a época como a melhor.

Ciclismo
João Almeida foi segundo na Vuelta
João Almeida foi segundo na Vuelta

João Almeida sobe de nível: época de 2025 foi a sua melhor de sempre com vitórias no País Basco, Romandia e Suíça, terminando com o 2.º lugar na Vuelta

A temporada de 2025 traduziu-se na melhor de sempre de João Almeida desde que em 2020 chegou à elite Mundial. Há seis anos, mostrava-se, com o brilharete que fez no Giro, onde envergou a camisola rosa por 15 dias, terminando em 4º. Em 2024, estreou-se no Tour e de novo em grande nível, ao ser 4º.

A maturidade e a experiência acumulada elevou o ciclista da Emirates a um patamar superior no ano que agora termina. Aos 27 anos, realizou uma época repleta de sucessos onde só o abandono, devido a queda, em França, foi o revés. Até porque tinha chegado ao Tour em grande forma, após vencer a Volta ao País Basco, Volta à Romandia e Volta à Suíça.

Mas se o ano começou bem, terminou da mesma maneira, ou seja no pódio, ao ser 2º na Volta a Espanha, onde alinhou pela quarta vez. O seu melhor resultado tinha sido o 4º posto em 2022.

A luta com Jonas Vingegaard (Visma) colou de novo os portugueses ao écran. Um duelo titânico que teve o seu auge na 13ª etapa, com final no terrível Anglirú, com rampas de 20 por cento de inclinação. Foi, ali, naquela montanha, nas Astúrias, que Almeida vergou o dinamarquês.

Contudo, Vingegaard soube defender-se, numa edição também marcada pelos protestos pró-Palestina, que levaram ao condicionamento de algumas etapas. Terminaria em 2º, a 1.16 m de Vingegaard, com Thomas Pidcock (Q36.5) em 3º (a 3.11 m).

Os planos de João Almeida para 2026 mudarão um pouco. Não estará ao lado de Pogacar no Tour, mas será o líder no Giro e Vuelta. À corrida italiana regressa após ser 3º em 2023.

No que aos restantes protagonistas do pelotão mundial diz respeito, não há muito a dizer. Tadej Pogacar monopolizou quase tudo. Além da 4ª vitória no Tour - à frente de Jonas Vingegaard e de Florian Lipowitz (Red Bull) –, sagrou-se bicampeão mundial no Ruanda e campeão europeu em França, para terminar com a 5ª vitória consecutiva na Volta à Lombardia.

Já Remco Evenepoel, que desistiu no Tour, sagrou-se tricampeão mundial de contrarrelógio e campeão europeu da mesma especialidade, enquanto o britânico Simon Yates (Visma) conquistou o Giro, à frente de Isaac del Toro (Emirates) e Richard Carapaz (EF).

Rui Costa disse adeus

Finda a temporada é também altura de alguns se despedirem . Foi assim com Rui Costa , que se retira aos 39 anos e após 17 épocas no World Tour. Para trás deixa grandes sucessos, onde se destaca o título mundial em 2013, as três vitórias na Volta à Suíça (2012 a 2014) e as três etapas no Tour(2011 e 2013). Ainda no que a portugueses, José Poeira, de 66 anos, deu por encerrada a carreira de selecionador, que começou em 1997 com os juniores.

Internacionalmente, disseram adeus, entre outros, o britânico Geraint Thomas e o francês Romain Bardet.

Pista continua a dar medalhas

Na vertente de pista, Iúri Leitão, duplo medalhado em Paris’2024, sagrou-se este ano campeão europeu em scratch e na corrida por pontos, conquistando ainda o bronze em scratch no Mundial. Ainda nos Europeus, Rui Oliveira foi prata em eliminação e bronze em madison, com o irmão gémeo Ivo, que por sua vez foi prata em perseguição individual. Já Maria Martins foi bronze em scratch.

MotoGP

Miguel Oliveira abraça novo desafio

Quinze épocas depois de ter começado a sua aventura no Mundial de velocidade, Miguel Oliveira disse adeus à elite do MotoGP. O piloto português, de 30 anos, prepara-se para abraçar um novo desafio em 2026, rumando ao campeonato de Superbikes pela BMW.

Ao serviço da Prima Pramac (Yamaha), Miguel Oliveira – afetado na primeira parte da época com uma lesão no ombro direito – fechou o Mundial na 20ª posição, com 43 pontos, numa competição conquistada pelo espanhol Marc Márquez (Ducati), campeão mundial pela 7ª vez.

O piloto de Almada disputou a categoria rainha desde 2019, tendo cinco triunfos, um deles em Portugal (Algarve’2020), acumulando sete pódios e uma pole.

Fórmula 1
Lando Norris campeão mundial de F1
Lando Norris campeão mundial de F1

Lando Norris destrona Verstappen

Em 2025, Lando Norris viveu uma temporada histórica, ao coroar-se campeão mundial pela primeira vez. O piloto britânico da McLaren, de 26 anos, conseguiu destronar Max Verstappen, holandês da Red Bull que procurava o quinto título consecutivo. Num Mundial decidido apenas na última corrida, em Abu Dhabi, Norris terminou a época com 7 vitórias em Grandes Prémios, finalizando o campeonato com um total de 423 pontos, à frente de Verstappen (421) e do colega de equipa, o australiano Oscar Piastri (410). Já Lewis Hamilton, que protagonizou uma troca mediática da Mercedes para a Ferrari, foi a desilusão da temporada. Em 2026 há mais!  

Judo
Patrícia Sampaio celebra o bronze no Mundial
Patrícia Sampaio celebra o bronze no Mundial

Patrícia Sampaio é nº 1 do Mundo: termina o ano em alta, após título europeu e bronze no Mundial

Patrícia Sampaio afirmou-se como a nova estrela do judo nacional, sucedendo à multimedalhada Telma Monteiro, a melhor lusa de sempre, que terminou a carreira desportiva em 2024. Vinda desse ano com a medalha de bronze nos Jogos de Paris, a olímpica da Sociedade Filarmónica Gualdim Pais (Tomar), de 26 anos, não mais parou de conquistar grandes resultados internacionais, terminando 2025 como nº 1 do ranking mundial a 78 kg. O estatuto confere-lhe forte candidatura para subir ao pódio em Los Angeles’2028.

Começou o ano com o ouro no Grand Slam de Paris, impondo-se na final, por ippon, à israelita Inbar Lanir, uma ex-campeã mundial e ‘vice’ olímpica. Em abril, voltou a outro grande resultado, ao conquistar o título europeu, em Podgorica (Montenegro), para depois ser bronze no Mundial de Budapeste (Hungria), alcançando os pódios de todas as grandes competições. Ganhou ouro no Grand Slam de Ulan Bator (Mongólia) e foi prata em Tóquio (Japão), entre outras conquistas, demonstrando regularidade e consistência impressionante.

Catarina Costa (48 kg) foi outra das lusas em destaque, ao sagrar-se vice-campeã europeia, enquanto Jorge Fonseca (100 kg) esteve discreto, com um 5º lugar no Grand Slam de Paris após ciclos muito exigentes.

João Fernando (81 kg), Otari Kvantidze (73 kg) e Taís Pina (70 kg) também tiveram resultados consistentes, prometendo um ascensão em 2026.

NBA

Neemias Queta ganha estatuto

Num ano em que o título caiu para os Oklahoma City Thunder do MVP Shai Gilgeous-Alexander, Neemias Queta ganhou estatuto nos Boston Celtics, que foram eliminados pelos Knicks nas meias-finais da Conferência Este. Depois de ter realizado um total de 66 encontros em 2024/25, o internacional português entrou na nova temporada como titular regular na formação de Joe Mazzulla, numa época em que os Celtics arrancaram sem a sua principal estrela, Jayson Tatum, por lesão grave.  

Jogos Mundiais

Portugal traz 10 medalhas

No maior evento para modalidades e disciplinas não olímpicas a nível mundial, Portugal realizou o melhor desempenho de sempre, com um total de 10 medalhas conquistadas. A participação lusa levou para casa três ouros, de Catarina Dias (kickboxing), Diana Gago (minitrampolim duplo) e Gabriel Albuquerque e Lucas Santos (trampolim sincronizado), três pratas, de Lara Fernandes e Guilherme Henriques (ginástica acrobática), Pedro Ramalho (ju-jitsu) e seleção de andebol de praia, e quatro bronzes, dois do canoísta José Ramalho, um da dupla Beatriz Carneiro e Inês Faria (ginástica acrobática) e outro de Miguel Lopes e Gonçalo Parreira (ginástica acrobática).  

Andebol
Paulo Pereira guiou Portugal ao 4.º lugar no Mundial
Paulo Pereira guiou Portugal ao 4.º lugar no Mundial

Heróis do mar fazem história: no melhor ano de sempre das Seleções, Portugal lutou pelas medalhas e foi 4.º lugar no Mundial

Portugal viveu o melhor ano de sempre no andebol ao nível de seleções, ao chegar à luta pelas medalhas no Mundial, tendo sido 4º na competição organizada por Croácia, Dinamarca e Noruega. Foi uma campanha memorável, com os Heróis do Mar a vencerem os três jogos do Grupo E, superando Estados Unidos (30-21), Brasil (30-26) e Noruega (31-28), para depois imporem-se na Main Round 3, onde cederam apenas um empate ante Suécia (37-37), batendo Chile (46-28) e Espanha (35-29).

Nos quartos de final, mais uma vitória (31-30), emocionante, frente à Alemanha, para depois nas meias-finais as quinas tombarem (27-40) perante a poderosa Dinamarca, que se sagraria tetracampeã na final frente à Croácia (32-26). Na luta pelo bronze, a França ganhou (35-34) a Portugal no último segundo. Mesmo assim, a Seleção colocaria três jogadores no Sete Ideal, Martim Costa (central), Kiko Costa (melhor jogador jovem) e Victor Iturriza (pivô), tantos como a Dinamarca, com Mathias Gidsel (MVP), Emil Nielsen (guarda-redes) e Simon Pytlick (lateral esquerdo). Kiko Costa foi ainda o 2º melhor marcador do torneio, com 54 golos, atrás do líder Gidsel (74).

Na formação, Portugal tornou-se uma referência, ao sagrar-se vice-campeão mundial de Sub-21, após derrota na final (26-29) com a Dinamarca.

No andebol em cadeira de rodas, Portugal esteve imparável no Europeu, conquistando o ouro ao bater (2-1) a França na final em Vilnius (Lituânia).

As seleções também brilharam no andebol de praia, com os masculinos e femininos a serem 6º e 10º classificados no Europeu, respetivamente.

Sporting campeão nacional de andebol
Sporting campeão nacional de andebol

Rei leão conquista dupla triplete: Sporting brilha em todas as frentes

O Sporting brilhou em todas as frentes em 2025, em parte devido à competência do clã Costa, com o treinador Ricardo e os seus filhos, os talentosos Martim e Kiko, sem esquecer Salvador Salvador, um capitão que nunca atira a toalha ao chão. Orei leão afirmou-se como a maior potência nacional da modalidade, ao conquistar a dupla triplete, Campeonato, Taça e Supertaça.

Tendo o João Rocha como bastião, o Sporting cometeu a proeza de acabar em 2º no Grupo A da Champions, qualificando-se para os quartos de final, onde caiu frente ao Nantes (FRA), por 57-60 nas duas mãos, feito histórico nos novos moldes da competição. Clubes poderosos como Veszprém (HUN), Fuchse Berlin (ALE) e PSG (FRA), entre outros, caíram redondos em Lisboa.

A acabar o ano, o Sporting está embalado para o tricampeonato e bem posicionado na Champions, onde é 4º do Grupo A, quase com presença garantida no playoff. Os leões estiveram ainda na final da Supertaça Ibérica, perdendo nos livres de 7 metros frente ao Barça (ESP).

Na Liga Europeia, o FC Porto chegou aos ‘quartos’, sendo eliminado, por 61-65, pelo Montpellier (FRA). O Benfica ultrapassou os grupos mas caiu nos playoffs.

Voleibol
Sporting campeão nacional de voleibol
Sporting campeão nacional de voleibol

Sporting campeão após reviravolta sensacional

A época de 2024/25 terminou como havia começado: com o Sporting a erguer troféus. Após a Supertaça e Taça Ibérica, os leões voltaram a rugir, ao juntarem o campeonato nacional.

E tratou-se de uma final de playoff empolgante e provavelmente com muitos a pensarem: ‘vai ser o mesmo’. O mesmo seria o Benfica chegar ao hexa. E tudo parecia encaminhado, uma vez que venceu os dois primeiros jogos do playoff, um deles, o 2º, no João Rocha. Perante a pressão de dispor apenas de uma hipótese para se manter na luta, os comandados de João Coelho puxaram dos galões.

E foi na Luz que a reviravolta se iniciou. O Sporting venceu o 3º e o 4º (este em casa) jogos. Com a final empatada (2-2), tudo se decidiria na Luz. O Benfica começou bem, ao ganhar o 1º set, mas o rugido do leão fez-se ouvir, com vitória nos três parciais seguintes. Chegava ao fim a hegemonia do rival, enquanto o Sporting voltava a ser campeão desde 2017/18.

As águias conquistariam a Taça de Portugal, batendo o Leixões.

Já esta época, o Sporting voltou erguer a Supertaça, com vitória sobre o Benfica, que também já derrotou no campeonato e na visita à Luz. Os leões lideram com mais um ponto que as águias.

Seleções históricas no indoor e na praia

No plano internacional, o voleibol português ficou marcado pela participação da Seleção masculina no Mundial das Filipinas. Ficou entre as 16 melhores, destacando-se a vitória sobre Cuba logo no primeiro jogo da fase de grupos. Já a Seleção feminina apurou-se para o Europeu de 2026, onde vai marcar presença pela 2ª vez. Também a sub-22 feminina vai ao Euro.

Já no voleibol de praia, João Pedrosa/Hugo Campos também se destacaram. A dupla alcançou o seu melhor resultado em Mundiais da especialidade, ao ser nona na Austrália.

Râguebi

Lobos selam 3º Mundial

A Seleção voltou a fazer história ao apurar-se para o Mundial da Austrália’2027. Será a 3ª presença e a primeira vez que participa de forma consecutiva, após França’2023. Triunfos sobre a Bélgica (40-30) e Alemanha (56-14) no Europe Championship bastaram para carimbar o passaporte, mas os Lobos terminaram a prova em 4º lugar.

A nível interno, o Belenenses sagrou-se, pela 1ª vez, bicampeão, já o CDUL arrecadou a Taça de Portugal (23-19 ao Cascais). No feminino, a equipa conjunta Sport CP/CRAV fez a dobradinha, surpreendendo Benfica e Sporting, respetivamente, nas finais do campeonato e da Taça.

Hóquei em patins
Portugal campeão europeu de hóquei em patins
Portugal campeão europeu de hóquei em patins

Portugal dominador: Seleção venceu Europeu, OC Barcelos a Champions e Sporting brilhou no Mundial de Clubes

Portugal teve em 2025 um ano memorável no hóquei em patins, um sucesso que se estendeu dos clubes à Seleção.

Se nos últimos anos os emblemas lusos têm repetido a receita das vitórias nas competições internacionais, o mesmo não se verificava nas provas de seleções. Em Lordelo, concelho de Paredes, Portugal conquistou o Europeu 9 anos depois, batendo a França na final (4-1). Foi um Europeu atípico, até pelo seu formato: as quatro seleções mais poderosas concentraram-se num grupo, as mais frágeis no outro. Portugal perdeu diante da França, Itália e Espanha na fase de grupos, mas viria a vencer a prova.

Paulo Freitas deixou o cargo para assumir o comando do FC Porto. Ainda não há sucessor.

Na Liga dos Campeões, houve conto de fadas com o OC Barcelos a vencer o FC Porto na final de Matosinhos, no desempate por penáltis. O emblema minhoto festejou a conquista da prova 34 anos depois. Na atual temporada, e depois da saída de meia equipa, Rui Neto e companhia festejariam a Taça Continental com nova vitória frente ao FC Porto, numa final jogada em Barcelos.

Em San Juan, ‘Meca’ do hóquei, houve em outubro a primeira edição do Mundial de Clubes. Perante milhares de adeptos que encheram o mítico Aldo Cantoni, na Argentina, o Sporting bateu (3-2) o Barcelona na final, após prolongamento. Alessandro Verona foi herói ao marcar dois golos.

FC Porto campeão nacional de hóquei
FC Porto campeão nacional de hóquei

FC Porto venceu o bicampeonato e Ricardo Ares deixa título no adeus

A nível interno, o FC Porto conquistou o bicampeonato ao bater na final do playoff o OC Barcelos, vingando assim a final perdida da Champions. Foi um final perfeito para Ricardo Ares, técnico basco que em quatro anos no Dragão conquistou três campeonatos. Rumou esta época ao Barcelona. Na Taça de Portugal, frente à Oliveirense, Edo Bosch festejou o primeiro título ao serviço do Sporting. Ainda no leão, o carismático guarda-redes Ângelo Girão terminou a carreira. Já na nova temporada, os leões viriam a levantar a Supertaça ao bater o FC Porto de Paulo Freitas. Num ano de grande expectativa, o Benfica teve de contentar-se com a Elite Cup.  

Basquetebol
Benfica campeão nacional de basquetebol
Benfica campeão nacional de basquetebol

Hegemonia do Benfica leva ao tetracampeonato

O Benfica manteve a hegemonia ao nível nacional, ao conquistar o tetracampeonato, sendo o 31º título do seu palmarés, para além da Supertaça, com finais frente ao FCPorto, que se teve de contentar pela segunda vez seguida com a Taça de Portugal, ao bater na final o Sporting.

Os encarnados, orientados por Norberto Alves, demonstraram uma regularidade impressionante, superando os dragões na final do playoff da Liga Betclic, por 3-0, com triunfos por 95-94, 89-81 e 93-71. Nos destaques individuais das águias, Nico Carvacho foi o MVP das finais, saindo pouco depois da Luz.

O Benfica confirmou, também pela quarta vez consecutiva, a sua presença na Champions, sendo eliminado da fase de grupos, já na época 2025/26. Mas pela primeira vez, não foi obrigado a jogar a qualificação, revelando-se depois presa fácil dos adversários, mais fortes que a turma lusa.

Na FIBA Europe Cup 2024/25, o FC Porto ainda atingiu a 2ª ronda, mas acabou eliminado, enquanto o Sporting conseguiu o mesmo na presente temporada 2025/26, mas com poucas esperanças de se apurar para a próxima fase.

Seleção masculina e feminina com triunfos no EuroBasket

A nível internacional, o ano ficou marcado pelas duas participações das Seleções principais em fases finais dos respetivos Campeonatos Europeus. A formação masculina atingiu pela primeira vez os ‘oitavos’, tendo caído perante a poderosa Alemanha(58-85).Com Neemias Queta, Portugal venceu Rep. Checa (62-50) e Estónia (68-65), tendo perdido com a Sérvia (69-80), a Turquia (54-95) e a Letónia (62-78) na fase de grupos.

Já a Seleção feminina terminou em 3º lugar do GrupoC, registando um triunfo, frente a Montenegro.

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