Generali Tranquilidade mantém apelo ao fair play
Adeptos de Sporting e Benfica estiveram à altura do lema "Em campo somos todos iguais", na Taça de Portugal Generali Tranquilidade, no desfecho de uma das melhores provas de que há memória.
A emoção da primeira à última ronda da Taça de Portugal Generali Tranquilidade, “com tomba-gigantes e equipas dos escalões inferiores a chegar longíssimo, aliada ao maior dérbi de Portugal na final”, justifica a avaliação de “uma das melhores edições de sempre”, nas palavras do presidente executivo da Generali Tranquilidade, Pedro Carvalho. A mensagem de fair play é um dos cartões de visita que associa a marca à Taça de Portugal, com a campanha da final “muito alinhada” com Sporting e Benfica, que partilham as cores da seguradora. A aposta de futuro “dependerá de como correm as coisas no próximo ano, como culmina”. “É certo que podemos agarrar já esta mensagem de que em campo somos todos rivais iguais. É possível até que seja o mote para a Taça de Portugal”, admitiu o responsável.
Os milhares de adeptos das equipas ficaram em zonas separadas do estádio, para estancar a possibilidade de distúrbios, mas churrascos e bebida bem fresca predispuseram para a proximidade. Fiel ao lema do fair play, a Generali Tranquilidade também preparou um espaço de lazer idêntico para ambas as áreas. “Pusemos autocarros com o nosso visual do evento, em cada uma das zonas. São pautados por harmonia entre o verde e o encarnado, mas com diferenças adequadas a cada equipa. Na zona do Benfica, o autocarro puxava mais para o encarnado e na zona do Sporting puxava mais para o verde. Em termos de brindes e das iniciativas, como pinturas faciais, não houve diferenças.”
"VIMOS PAIS DO BENFICA E MÃES DO SPORTING E VICE-VERSA A PIQUENICAR NO CHÃO E MIÚDOS CADA UM DO SEU CLUBE"
PEDRO CARVALHO
Presidente executivo da Generali Tranquilidade
Uma festa portuguesa, com certeza!
Os recintos de acolhimento encheram-se de famílias e grupos de amigos em redor de chapéus de sol, fogareiros, mesas, cadeiras e refrigeradores. “Este convívio faz-nos falta. Há uma energia diferente. O menos importante é o jogo. Basta olharmos ao nosso redor – não há ninguém ao telemóvel. É uma celebração muito genuína, muito portuguesa”, elogiou o sportinguista Rui Botte.
A palavra respeito é repetida pelos adeptos, familiarizados com a mensagem da Generali Tranquilidade. “Temos de saber respeitar as diferenças”, lembrou Lucília Lopes, adepta do Sporting. “O mais especial é o Benfica estar aqui. Mas temos de encarar o futebol de forma respeitosa”, reforçou Guilherme Cardoso. Se as palavras de Vítor Silva, ditas no momento, foram realmente sentidas, o troféu também pouco importava para o benfiquista, rodeado de família e amigos de ambos os clubes. “Esta festa é para nos divertirmos, comermos e bebermos”, afirmou, já refeito da espera para entrar no recinto encarnado e descarregar os preparativos da festa, quando as portas se abriram, bem cedo, às seis horas. Formada por sportinguistas, a Team Boinas chegou ao recinto munida de todo o tipo de equipamentos para o convívio e gerador para manter tudo em funcionamento.
Para Nuno Rolo, “o importante é saber-se estar, porque o futebol vive-se melhor tratando todos como amigos”. No corrupio entre os setores de adeptos, Pedro Carvalho congratulou-se por ter constatado harmonia, com “pais do Benfica e mães do Sporting e vice-versa a piquenicar no chão e miúdos cada um do seu clube”. Um ambiente “muito civilizado”, ao qual não é alheia a campanha da Generali Tranquilidade. “Promovemos um abraço com o Toni e o Sá Pinto, com o casaco usado para a campanha. O Sá Pinto é um conhecido sportinguista aguerrido e o Toni é um histórico do Benfica. É espetacular estas duas figuras juntarem-se assim”, contou o responsável. Outra ação levou ao centro do relvado um antigo capitão do Sporting, Daniel Carriço, e um benfiquista marcante, Sílvio. “Nasceram no mesmo ano e defrontaram-se desde as camadas jovens. E darem aquele abraço simbólico, trocarem os casacos… É difícil fazer uma maior declaração de fair play!”
