Escalada: nem o céu é o limite

Mãos e pés com bolhas, dores no corpo e cansaço que durou alguns dias... mas vontade para voltar a fazer. Experimente no dia 3 de junho!

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• Foto: Luís Manuel Neves

Quando prometemos, cumprimos. Falta um mês para pegar na sua família e juntar-se a nós no Record Challenge Park e, por isso, já estamos a trabalhar para chegarmos a este mega-evento na melhor forma possível. Admito que estou a escrever esta reportagem ainda com algumas dores no corpo, mas isso é o reflexo de esforço e... muita tentativa e erro. É disso mesmo que se trata a escalada e é esse desejo de querer chegar cada vez mais acima para alcançar o topo que vai cativar muitos de vós no próximo dia 3 de junho no Parque de Jogos 1º de Maio, em Lisboa.

Para a iniciação neste desporto, era impossível ter um melhor professor/treinador. André Neres é a cara da escalada em Portugal e o próprio admite que não sabe quantas vezes foi campeão nacional. "Sei que é para cima de 15, mas não sei ao certo", atirou.

"Vieste experimentar a escalada indoor. O objetivo é chegares ao topo sem cair. Chama-se encadear. Chegas ao boulder [parede], começas no ponto de arranque e chegas ao top sem usar nada que te ajude", começou por explicar. As bases estavam dadas, era hora de encher as mãos de magnésio, para melhorar a aderência, e passar à ação. "Estás nervoso?" Apesar de gostar muito de estar com os pés no chão, a escalada até é algo que me faz desafiar as alturas, por isso não, não estava nervoso.

O primeiro objetivo era saber qual o tamanho do calçado (pés de gato) indicado. Conforto? Não, nada disso... antes pelo contrário: "Calças o 44? Então toma o 42." Nem conseguia andar, mas o André Neres sublinhava: "vais agradecer-me!" Nem consegui chegar ao boulder, tive de trocar e, mesmo assim, as dores não eram poucas.

Porém, a verdade é que essa maior sensibilidade ajudou nos primeiros desafios. "É importante teres três pontos de apoio na parede. Ou seja, progrides com uma mão, a outra mão e os pés estão na parede e assim sucessivamente. Mas antes, visualização. O que achas que vais fazer aqui?", atirou o profissional.

Olhei, disse que punha as mãos ali, os pés acolá e depois chegava lá acima... e consegui! Tudo muito bonito nos primeiros dois boulders, que eram... para crianças. "Colocas as duas mãos no top para dizer que concluíste e depois podes descer e saltar", atirou André Neres, craque de 37 anos.

Quando aumentámos um pouco a dificuldade, a história foi outra. Tentativa e erro até ficar completamente estourado. Destruído fisicamente, mas sempre com aquela vontade de tentar fazer melhor e chegar lá acima. Tenho a certeza que também vão sentir esse bichinho no Record Challenge Park. As bolhas nas mãos e as dores no corpo estão cá, mas isso só prova que nos esforçamos e, como se costuma dizer: se não doer é porque não estás a esforçar-te o suficiente.

Segurança está garantida

Tem medo das alturas? Não se preocupe... porque eu também! Não pense que a escalada é perigosa, pois a segurança está mais do que garantida. Seja com as cordas ou com os colchões, pode ter a certeza de que não se vai magoar. Só o entusiasmo é que poder levá-lo a ficar com algumas marcas no corpo, porque esta acaba por ser uma atividade viciante e a vontade de querer chegar ao topo poderá fazer com que surjam bolhas nas mãos. Mas veja desta forma: isso são marcas de esforço, querer e dedicação! E não, não estará sozinho. André Neres explicou-nos outras formas de ter a segurança garantida. "Apesar das cordas ou dos colchões, é importante ter sempre alguém a dar spot, ou seja, estar perto para amparar em caso de uma eventual queda. Não é que a queda magoe, é só mesmo para amparar", referiu o profissional.

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