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Aventurámo-nos no mundo da capoeira à boleia do mestre Nélson Barros, que nos deu a conhecer esta arte marcial que traz magia à mistura
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O Record Challenge Park está cada vez mais perto e podemos dizer que entrámos oficialmente na contagem decrescente para o tão especial dia 1 de junho. O Parque de Jogos 1º de Maio, em Lisboa, vai-se preparando para receber os apaixonados do desporto e uma das grandes novidades de mais uma edição é a chegada da capoeira. Como também estamos em estágio para um dos eventos desportivos mais especiais do ano, cumprimos a promessa de nos aventurarmos a entrar neste mundo místico de uma arte marcial com tanto significado.
Para nos guiar nesta cruzada, o mestre Nélson Barros recebeu-nos no Pavilhão Multidesportivo do Estádio José Alvalade, de que já faz a sua casa enquanto ensina esta arte ao serviço do Sporting. E houve logo um ponto de conversa obrigatório, ainda antes de qualquer explicação sobre movimentos, golpes ou defesas. "Capoeira não é uma dança. O que faz com que pareça uma dança é a sua apresentação. É sempre em ambiente festivo, numa roda, com muita gente a fazer música. Mas o que se passa no meio é luta. Não é uma dança, é um caldeirão de lutas. Qualquer pessoa entra para a roda e faz a luta que sabe. A certa altura, começa a aparecer o passo, a ginga. Quando não estás a lutar, estás gingar", diz.
A ginga é aquele movimento típico que todos conhecem da capoeira. É quase como a forma de ‘andar’ nas lutas e que antecede os pontapés em rotação, golpes com as mãos, esquivas ou até movimentos mais espetaculares – e que tentámos fazer, como o ‘Au’.
Claro que ninguém vai lutar no Record Challenge Park, como explica o mestre Nélson Barros, embora a base da capoeira envolva exatamente isso. "É uma escola de uma arte marcial completa. É uma arte marcial como qualquer outra mas quando se apresenta nunca é como ela é na sala, no tapete, no treino. Faz-se sempre uma coisa diferente. A capoeira foi-se adaptando a várias frentes. O que se vê na apresentação não é o que se faz na capoeira", destaca.
Importância da música
Algo impreterível na capoeira é mesmo a música. É preciso, desde logo, haver respeito ao momento. Quando pára, também a luta fica em pausa, antes de recomeçar. Todo esse ambiente místico fica criado, mas com a exigência física que sentimos, mesmo com o pequeno exemplo que tivemos para testar. Um treino completo exige muita preparação física, flexibilidade, agilidade e concentração para juntar toda a informação e combinar os movimentos das pernas, braços e cabeça nos diferentes momentos.
Agora deixamos o desafio a todos para verem o vídeo no site de Record e também do evento, e a experimentarem a capoeira no dia 1 de junho.
Um símbolo de resistência
A capoeira, que chegou a estar no Código Penal do Brasil, nasceu num contexto muito específico. Ora, esta arte marcial tornou-se um símbolo de resistência dos escravos no Brasil. Sem recurso a armas, os movimentos ágeis, as esquivas e os ataques rápidos serviam para que os escravos se tentassem defender depois de fugirem. Eram perseguidos pelos denominados capitães do mato, que tinham a responsabilidade de apanhar quem fugia, pelo que era nesta altura que utilizavam as técnicas criadas.
Como qualquer tipo de luta era proibida, os escravos começaram a ‘mascarar’ os movimentos com dança e música, acrescentando uma componente que hoje em dia acaba por ser utilizada nas demonstrações. Mas uma coisa é certa e inegociável: a capoeira não deixa nunca de ser uma arte marcial.
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