Bartra lembra "momento mais difícil" que viveu no futebol: «Tive muito medo de morrer»

• Foto: EPA

Marc Bartra, central que atualmente representa o Betis, lembrou numa publicação nas redes sociais o "momento mais difícil" da sua vida, quando seguia, em abril de 2017, no autocarro do Borussia Dortmund para defrontar o Monaco, altura em que o veículo foi alvo de um ataque à bomba.

"Sem dúvidas foi o momento mais difícil da minha vida. Não me refiro só ao que aconteceu, às bombas que explodiram perto do autocarro, mas também a como foi a minha vida nos meses seguintes", começou por revelar, partilhando um excerto de um livro que o próprio escreveu.

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E prosseguiu: "O choque demorou alguns meses a passar. Fui o mais prejudicado a nível físico. Nos primeiros seis meses tive pesadelos durante muitas noites. Os estilhaços da explosão atingiram-me diretamente no pulso, destroçaram-me os ossos: não quero imaginar se tivesse sido uns centímetros mais acima, no pescoço ou cabeça".

O espanhol, que garantiu que sentia uma "dor insuportável", ficou em "estado de choque". "Não entendia nada, doía-me o braço todo como se o tivesse queimado por dentro. O estado de choque paralizou-me o corpo. O forte ruído nos meus ouvidos não me deixava ouvir os gritos dos meus companheiros. Um forte cheiro a pólvora, o fumo só me deixava ver as caras de pânico deles a um metro. Estávamos no chão a olhar pelas janelas cheios de medo".

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Bartra, que acabou por recuperar do susto, confessou que teve muito "medo de morrer". "Jamais vou esquecer a incerteza de pensar que se tivesse adormecido, nunca mais abriria os olhos. Pensei na minha filha e na minha mulher. Nunca me senti tão vulnerável. Tive muito medo de morrer", rematou.

Recorde-se que o suspeito do ataque pretendia provocar uma queda significativa do valor das ações dos alemães e lucrar com a venda dos títulos.

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Por Record
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