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"É goooooolo! De Creedence Clearwater Couto!" Não, não se trata de um deslize verbal do relator do jogo, nem é uma daquelas alcunhas tão típicas do futebol brasileiro. Trata-se, sim, do nome completo do melhor marcador do Guarani, com quatro golos, no recém-iniciado Campeonato Brasileiro. Um nome que é inspirado no lendário grupo de rock norte-americano Creedence Clearwater Revival.
A história de Creedence, o jogador, começa no início dos anos 80, quando o sepai, o comerciante Aflânio Couto, descobriu os sons da banda norte-americana num bar com música ao vivo. As músicas dos Creedence continuaram presentes durante o namoro com a ex-mulher Leila e, mais tarde, quando nasceu o filho do casal, Aflânio convenceu a esposa de que era preciso homenagear o grupo de que os dois mais gostavam. Nascia, assim, Creedence Clearwater Couto.
O ponta-de-lança do Guarani, hoje com 23 anos, herdou o gosto musical dos pais e também é um grande admirador dos Creedence. A sua canção favorita é "Have You Ever Seen The Rain?", um grande êxito por altura do seu lançamento e uma das músicas do grupo mais conhecidas pelas novas gerações.
Orgulhoso da escolha dos pais, o avançado nem se importa com as confusões geradas por um nome tão invulgar. Uma situação corriqueira, por exemplo, prende-se com o preenchimento das fichas de jogo, quando tem de soletrar o nome, letra a letra, quase que por inteiro. Muitos relatores e comentadores de rádio e televisão também ficam aflitos na hora de dizer o seu nome aos microfones.
Numa tentativa de evitar problemas, quando o avançado estava no Iraty, um pequeno clube do Estado do Paraná, o treinador e os colegas tentaram dar a volta à questão e puseram-lhe a alcunha de "Paulista" [por ser natural de São Paulo]. Não deu certo. Bem mais eficiente tem sido a utilização do seu primeiro nome, Creedence. É assim que, actualmente, é chamado nas transmissões radiofónicas e televisivas. O mesmo acontece nas citações dos jornais.
Para o atacante, as dificuldades geradas pela excentricidade do nome não causam a mínima inquietação.O mesmo não acontece quando a Comunicação Social demonstra mais interesse no nome do que no seu rendimento dentro do relvado, como aconteceu algumas vezes quando marcou os primeiros golos com a camisola do Guarani, no "Brasileirão" do ano passado.
Um "zoológico" de nomes bizarros
No autêntico zoológico de nomes do futebol brasileiro, repleto de "inhos" e suas variações, uns chamam mais a atenção que outros. Um bom exemplo é o do avançado Allain Delon, do Vitória da Bahia, que "herdou" o nome porque a sua mãe era uma grande fã do famoso astro de cinema francês Alain Delon. Já o defesa Odvan, que chegou a jogar na selecção brasileira, também foi vítima da mãe, que adorava a música "O divã", um dos grandes sucessos de Roberto Carlos nos anos 70.
Alguns adeptos mais fanáticos também contribuem para a galeria de nomes exóticos. Há pessoas com nomes gigantescos, formados pelos jogadores que participaram nas selecções "canarinhas" campeãs mundiais. Recentemente, um pai brasileiro, saudoso do AC Milan de Gullit, Rijkaard e Van Basten, que dominou o futebol europeu do final dos anos 80 ao início dos 90, registou o filho com o nome do fabuloso trio holandês...
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