Empresária e mãe de Adrien Rabiot, Véronique Rabiot contou numa entrevista à 'Gazzetta dello Sport' como é negociar nas altas esferas do futebol europeu e deixou duras críticas à imprensa francesa, que alegadamente faz distinções por ela ser mulher.
"Não creio que critiquem o pai do Messi por estar a cuidar dos interesses do filho. Ou o pai do Neymar. Trata-se de um problema dos meios de comunicação franceses. Acompanho o Adrien nos treinos desde que ele tinha 6 anos. Fi-lo no PSG até ele ter 17, porque não tinha carta de condução", contou Véronique.
A empresária explica que foi tratada com respeito nas negociações que levou a cabo em representação do filho. "Os meus interlocutores sempre me respeitaram, a começar pelo presidente [do PSG] Nasser Al-Khelaïfi e Carlo Ancelotti [ex-treinador do clube francês], com quem me encontrei três vezes quando o Adrien era menor. Mas não posso dizer o mesmo de certos meios e de certas personalidades que não entendem que uma mulher, que também é mãe, é como um pai que gere a carreira do seu filho. Hoje, felizmente há mais mulheres no futebol, na televisão, como empresárias ou árbitras."
Véronique Rabiot envolveu-se em polémicas com alguns treinadores, incluindo o selecionador, Didier Deschamps. O médio, agora com 28 anos, não aceitou renovar com o PSG, treinou à parte no final da sua última época em Paris, antes de assinar com a Juventus, com quem tem contrato até ao final da época. "Se fica na Juventus? Vai tomar uma decisão no final da temporada", explicou a empresária na mesma entrevista.
A agente garante que não há nada combinado com o Manchester United. "Nunca houve uma negociação real com eles."