Membro da comissão que analisou final de Paris vai trabalhar para o Liverpool e gera-se desconfiança

• Foto: Reuters

O jornal espanhol 'Marca' revela esta quinta-feira que um dos elementos que integrou a comissão independente liderada pelo português Tiago Brandão Rodrigues, que investigou os incidentes ocorridos em Paris, na final da Liga dos Campeões de 2021/22, informou o antigo Ministro da Educação do Governo de António Costa, por email, que vai trabalhar para o Liverpool a partir do mês de março. Record sabe que o ex-ministro só foi informado por Amanda Jacks no próprio dia em que o relatório foi entregue, ou seja 13 de fevereiro, e terá imediatamente informado a UEFA, algo que Amanda Jacks não terá curiosamente feito. 

O desportivo de Madrid diz que na UEFA "alguns membros questionam-se sobre o que teria acontecido se o relatório tivesse ilibado a UEFA ou a polícia e depois um dos membros da comissão tivesse ido trabalhar para um destes organismos", lamentando obviamente a opção de Amanda Jacks.

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Os franceses da RMC Sports tiveram, inclusivamente, acesso ao mail que Amanda Jacks terá enviado no dia 13 de fevereiro a informar da questionada opção: "Par courtoisie, je vous écris pour vous informer qu'on m'a proposé et que j'ai accepté un poste au Liverpool FC et que je vais donc quitter la FSA". Em português, "por cortesia escrevo-lhe para o informar de que me foi proposto, e eu aceitei, um posto no Li?

verpool e que por isso voi deixar a FSA", no caso a organização de adeptos que Amanda Jacks representava na comissão.

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Recorde-se que a final, disputada pelo Liverpool e pelo Real Madrid, ficou marcada por incidentes no exterior do estádio, com grupos de adeptos dos reds a tentarem entrar no recinto sem bilhete. A polícia dispersou-os com gás lacrimogéneo, gerando-se uma grande confusão, ao ponto de o encontro ter começado meia hora depois do previsto.

O relatório da comissão liderada por Brandão Rodrigues imputou responsabilidades à UEFA. "É incrível que ninguém tenha morrido", pode ler-se no documento, que visa também a polícia francesa e a Câmara Municipal de Paris, sendo igualmente criticada a culpabilização dos adeptos ingleses, que foram apontados pela autoridades locais como os responsáveis pelos confrontos.

Por Record
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