Dortmund-Real Madrid, 4-1: Nem deu para respirar

Alemães revelaram superioridade total, traduzida num resultado escandaloso...

B. Dortmund-Real Madrid, 4-1: Nem deu para respirar
B. Dortmund-Real Madrid, 4-1: Nem deu para respirar • Foto: EPA

Quatro golos de um homem só, em hora e meia de escandalosa supremacia do Borussia Dortmund, deixaram o Real Madrid praticamente afastado da final da Champions. Mais do que a derrota e os seus números, a surpresa maior residiu na diferença entre as equipas no que toca a intensidade, dinâmica, frescura, soluções individuais e coletivas.

Consulte o direto do encontro.

Tudo ao contrário da leitura feita no papel do que valem uns e outros. Um dia depois de o Barcelona baquear perante o Bayern, o Real Madrid vergou-se ao poder do Borussia Dortmund. A final que o Mundo sonhava está comprometida.

Quando Lewandowski inaugurou o marcador, aos 8 minutos, o Real já passava por momentos de grande dificuldade, revelando desfasamento entre o que tinha planeado e aquilo que o jogo lhe estava a exigir. Nos primeiros instantes, os campeões espanhóis acumularam erros de posicionamento, de tempo de entrada aos lances e até deslizes de ordem técnica. Com o tempo ganharam equilíbrio e a primeira ação positiva que consumaram foi a de travar o ímpeto adversário. A equipa levou cerca de 25 minutos a tirar o antagonista das imediações da sua área; a repartir a posse de bola e a obrigar os alemães a recuar no terreno. Mas esse passo rumo ao equilíbrio estratégico não foi acompanhado por crescimento capaz de torná-los ameaçadores. O Real, que não criou uma oportunidade de golo, tornou-se preciso em quase tudo o que fez, menos nas ações de ataque à baliza de Weidenfeller.

Mesmo quando o assalto ao empate passou a fazer sentido, a formação de José Mourinho perdia a bola nos movimentos de aproximação ou optava por chutar para a frente muito atrás, à espera que um milagre acontecesse. O empate surgiu num lance improvável, à exceção do autor do toque final: jogada bem delineada (a primeira); erro tremendo de Hummels (raríssimo) e um momento de altruísmo de Higuaín (aleluia), que preferiu a certeza do golo de CR7 ao risco de tentá-lo ele próprio de posição mais delicada.

A segunda parte foi uma tormenta para os madridistas. Cinco minutos depois do intervalo, Lewandowski fez o 2-1 e traçou as coordenadas até final. A partir de então, o Borussia pegou na bola e atacou de todas as maneiras; empolgou-se pelo ambiente exterior e, com o adversário à mercê, criou gigantesca onda de futebol que varreu a armada branca do mapa. No balanço final, os alemães marcaram 4 golos que podiam ter sido mais; os espanhóis só fizeram um e não podem reclamar desperdício. Pior: saíram de Dortmund com a certeza de que nem deu para respirar.

NOTA TÉCNICA

Jürgen Klopp. Tudo lhe correu bem, apesar do golo de Ronaldo à beira do intervalo. Preparou a equipa de forma superior para estar a 100 % neste jogo. (5)

José Mourinho. A hecatombe que se abateu sobre o Real Madrid apanhou-o a ele também. Quando mexeu na equipa já estava a perder por 1-4. E nada resolveu. (2)

NÚMEROS

63 - Para ver o Barcelona perder por 4 golos de diferença e os blancos por 3 em menos de 24 horas é preciso recuar 63 anos (Valencia-Barça, 4-0 e Celta-Real, 5-2, em 6/2/1950);

24 - O Real igualou a 2.ª melhor série de jogos seguidos a marcar na Champions. Barça detém o recorde (29);

6 - Borussia Dortmund é a única equipa desta edição da Liga dos Campeões a ganhar todos os jogos em casa e a única que continua invencível;

2 - Duas equipas alemãs marcaram 4 golos na Champions em dois dias, tal como Schalke (ao Maiorca) e Bayern (ao Spartak Moscovo) em 2001.

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