Rui Vitória: «Mais do que querer atacar à maluca devíamos ser uma equipa coesa»

Treinador do Spartak Moscovo aponta o que correu mal frente ao Benfica na eliminatória da Champions

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• Foto: Lusa

O Spartak Moscovo foi derrotado esta terça-feira pelo Benfica na Luz (2-0) e foi eliminado da Liga dos Campeões nesta 3.ª eliminatória da prova. No final do encontro, à BTV, Rui Vitória lamentou a derrota.

Análise ao jogo: "Foi naturalmente difícil. Tínhamos de retardar e controlar o Benfica para estar dentro do jogo. Era fundamental sermos consistentes, mais agressiva. Depois não tivemos saída para o ataque com lucidez. O Benfica mereceu e foi mais forte do que nós. Agora temos de voltar rapidamente para o campeonato. O Benfica foi mais forte e nós não fomos lúcidos na saída para o ataque"

Quarta derrota em 5 jogos oficiais: "Estes eram 2 jogos de graus elevado, não podemos por tudo no mesmo saco. O Benfica é uma bela equipa, com dinâmicas interessantes e isso não tem a ver com o resto da situação. Começámos a pré-temporada muito boa e depois fruto de uma série de circunstâncias acabámos por nos prejudicar a nós mesmos. Temos capacidade para entrar o caminho certo. Aqui e ali em termos de qualidade também não foi bom, mas estamos dentro da luta e ficou este conjunto de jogos ultrapassados.

Equipa cansada? "Não é só físico, mas de uma série de coisas que têm vindo a acontecer. Muitos dos jogadores não tem tido densidade competitiva. Às vezes pensa-se que é só estalar os dedos... Há essa carga mais mental, fruto dos resultados e do envolvimento do que estamos a passar. Agora acabou e é focar no campeonato e arrepiar caminho, ir à luta".

Esperado um Spartak mais ousado? "Devíamos controlar mais os corredores laterais... Tinhamos de ser uma equipa consistente"

"Primeiro jogo foi importante, estávamos com esta ansideade, principalmente depois do primeiro golo em Moscovo foi um momento decisivo. Vir para casa de um adversário forte com desvantagem de 2 golos... Mais do que querer atacar à maluca era sermos equipa coesas. As circunstâncias não são agradáveis, nós não somos máquinas, as equipas têm de estar focadas e não estar a pensar em extra-jogo e esses focos a que temos de estar atentos desvia atenções. Mas não estamos aqui a virar a cara à luta"

Vai pedir refoços? "Seria mais fácil chegar aqui e pedir o Manuel, o Joaquim e o António e vocês ficavam a perceber quem eu queria. Temos uma janela de 20 dias para pensarmos de forma mais cautelosa e ponderada. Falo internamente, mas agora temos mais dificuldade em falar com as demissões que tem havido..."

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