Uma velhota às voltas com maldição "à Benfica"

Uma velhota às voltas com maldição "à Benfica"
Uma velhota às voltas com maldição "à Benfica" • Foto: reuters

Há pouco mais de um ano, duas das equipas mais azaradas do velho continente defrontaram-se nas meias-finais da Liga Europa, com o Benfica a seguir para a decisão na esperança de acabar com a “revista” maldição Béla Gutmann.

Pelo caminho - desperdiçando com elevado desdém a oportunidade de jogar a final em casa (frente ao Sevilha) - ficou a Juventus. Em italiano foram escritos artigos que teriam versões em português depois do desfecho do jogo com os sevilhanos, a 14 de maio de 2014. A vecchia signora, pelo menos, evitou contabilizar mais uma final perdida no currículo…

Como é que se diz maldição em italiano? É que a Juventus também tem um registo que deu origem a mito, uma “maledizione” que os adeptos bianconeri preferem limitar à maior das competições europeias.

E têm razão, é mesmo muita falta de sorte – ou de saber -, pois a sua equipa conseguiu chegar por sete vezes aos jogos do título da Taça dos Campeões Europeus/Liga dos Campeões, para só vencer dois, o último dos quais na já longínqua temporada de 1995/96 (Ajax) - o outro data de 1984/85 (Liverpool).

É nesta "maledizione" a preto-e-branco que voltou a nascer a esperança depois do resultado das meias-finais frente ao Real Madrid (1-1), que assegurou a presença na oitava grande final para o clube de Turim. A 6 de junho, a Juventus tem a oportunidade de diluir este veneno, embora o adversário apresente um historial de respeito na competição em causa.

O Barcelona não sofre efeitos de qualquer maldição do estilo Béla Guttmann - ou "à Benfica" -, acumulando saldo positivo: quatros vitórias em sete finais. Mais. É um campeão da era moderna, acumulando três títulos entre 2005/06 e 2010/11 - o outro data de 1991/92.

A "pobre" Juve venceu as finais de 1984/85 e de 1995/96 e não, não perdeu nenhuma das cinco diante do Barcelona, desperdiçando as oportunidades diante de Ajax (1972/72), Hamburgo (1982/83), Borussia Dortmund (1996/97), Real Madrid (1997/98) e Milan /2002/03).

Pelo meio não faltam temporadas desastrosas, como é exemplo a da temporada passada, quando a equipa acabou na Liga Europa depois de falhar a passagem aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões num grupo com Real Madrid, Galatasaray e Copenhaga.

Ainda assim, é nas competições menores da UEFA que a Juventus vai buscar o equilíbrio que deixa o seu balanço no positivo. Assim à parte o desaire em 1994/95 na Taça UEFA, numa final a duas mãos com o Parma que colocou frente Paulo Sousa e Fernando Couto, a Vecchia Signora venceu três vezes essa competição - 1976/77 (Athletic Bilbao), 1989/90 (Fiorentina) e 1992/93 (Borussia Dortmund).

Depois, o clube italiano contabiliza ainda uma Taça dos vencedores das Taças, em 1983/84, numa final frente ao FC Porto, por 2-1 - golos de Vignola e Boniek e de Sousa, para os dragões - e uma Taça Intertoto, em 1990, a par de West Ham e Montpellier.

De volta à Liga dos Campeões, a qualificação da Juventus para a oitava final da história foi carimbada numa temporada em que a equipa despertou depois do susto na fase de grupos, que a deixou à beira da repetição da temporada anterior, desta feita na disputa com Atlético Madrid, Olympiacos e Malmö.

Ao mesmo tempo, os futebolistas liderados por Massimiliano Allegri foram capazes de conquistar o título na Serie A com facilidade, garantindo ainda a presença na final da Taça de Itália.

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