A análise de Rui Malheiro ao Man. United: o (efeito do) ultimato a Ten Hag

Adversário do FC Porto na Liga Europa visto à lupa pelo Olheiro Record

Seguir Autor:

• Foto: Reuters

A cumprir o terceiro exercício como treinador do Manchester United, Erik ten Hag entrará no Dragão com a cabeça a prémio. Não é nada de novo no seu tortuoso trajeto nos red devils, bem atestado no 8.º lugar em 2023/24, exercício em também se quedou pela fase de grupos da Champions, superado por Bayern, Copenhaga e Galatasaray, acabando por ser salvo pelo triunfo na FA Cup, ao derrotar o campeão e arquirrival Man City por 2x1. Apesar de ter gasto 660 milhões de euros em aquisições desde que chegou a Old Trafford, Ten Hag nunca mostrou capacidade para erigir uma equipa capaz de entrar na luta pelo título, que lhe escapa desde 2011, e não tem sido competitivo na Europa, reflexo de um futebol muitas vezes a roçar o soporífero, contrariando a ideia de um estilo de jogo ofensivo e espetacular que foi crucial para a sua aquisição. Por isso, são amplamente criticadas as arduidades esdrúxulas – até pelo seu perfil egocêntrico – para impor as suas ideias num campeonato tão competitivo como a Premier League, a que se tem juntando um conjunto de lesões em jogadores-chave. O arranque deste exercício comprova que nada mudou. O Man United segue num modestíssimo 13.º lugar, já a 8 pontos do líder Liverpool, que atropelou o rival em Old Trafford (0x3), e mesmo a estreia europeia, ante os neerlandeses do Twente (1x1), redundou numa exibição paupérrima. A que se seguiu, no domingo, uma pesada derrota caseira ante o Tottenham (0x3), num jogo em que atuou mais de meia parte com 10 jogadores, fruto da expulsão de Bruno Fernandes.

Deixe o seu comentário
Newsletters RecordReceba gratuitamente no seu email a Newsletter Geral ver exemplo
Ultimas de Liga Europa Notícias
Notícias Mais Vistas