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A final da Liga Europa entre Benfica e Sevilha registou uma das piores assistências dos últimos anos em encontros decisivos das provas europeias: 33.120 espectadores. As bancadas do Juventus Stadium apresentaram várias clareiras, especialmente numa das centrais, algo pouco compreensível e que deixou irritados muitos adeptos dos clubes finalistas que não tiveram ingresso para estar em Turim.
Logo à partida, a escolha da casa da Juventus para acolher o jogo reduzia a capacidade a 41 mil lugares, dos quais apenas 39 mil seriam colocados à venda, dadas as habituais questões relativas à segurança, com preços dos 45 aos 150 euros. A UEFA fez a divisão dos bilhetes do seguinte modo: 9.000 para cada clube finalista, 9.500 para o público em geral (vendidos em fase precoce da competição) e 11.500 para a organização e patrocinadores.
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Facto é que a primeira venda ao público esgotou, numa altura em que a Juventus tinha caído da Liga dos Campeões para a Liga Europa e a final em casa era um dos cenários prováveis na cabeça dos seus adeptos. E assim que foram conhecidos os finalistas, os adeptos de Sevilha e Benfica passaram horas nas filas para garantirem uma entrada no Juventus Stadium. A lotação foi rapidamente anunciada como esgotada.
Por esse motivo, Ramón Rodríguez, direto desportivo do Sevilha, mais conhecido por Monchi, não entende tantos lugares vazios na final de quarta-feira: "Não me perguntem a mim pelos bilhetes. Eles [a UEFA] viram o que se passou. Suponho que tentem encontrar outra fórmula".
Um porta-voz da UEFA confirmou que a questão preocupa os responsáveis: "Haverá uma investigação nas próximas semanas para perceber por que razão não foram usados os bilhetes vendidos".
Quem não apareceu?
O facto de a Juventus ter caído nas meias-finais aos pés do Benfica pode ter desencorajado milhares de pessoas adeptas do clube de Turim a irem ao jogo. Muitas já teriam adquirido ingresso e podem até ter tentado vendê-lo a portugueses e espanhóis, mas uma imposição mais ou menos recente da UEFA tornou difícil a revenda. Tudo porque o organismo que tutela o futebol europeu exigiu que fosse inscrito o nome do comprador no bilhete e avisou que a inconsistência de dados podia bloquear a entrada no Juventus Stadium. Efetivamente, há relatos de centenas de adeptos que ficaram à porta devido a essa mesma questão.
O menor mediatismo da prova face à irmã mais velha - Liga dos Campeões - pode ser outra das razões que ajudam a explicar a não comparência dos portadores dos ingressos já vendidos. Por último, muitas das cadeiras vazias podiam pertencer aos 11.500 bilhetes reservados para organização e patrocinadores, o que levanta a questão sobre se este não será um número demasiado largo, especialmente se tivermos em conta que o futebol deve ser para os adeptos.
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