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As claques leoninas costumam dizer que Liedson "veio de um supermercado e é um bom empregado". Ontem, o brasileiro limitou-se a aproveitar os presentes oferecidos pelos georgianos na defesa para resolver o jogo em Tbilissi que se tornou fácil
RICARDO (3). Depois de uma primeira parte em que assistiu ao desempenho dos colegas, deparou-se com a revolta georgiana no início do segundo tempo. Fez a primeira defesa digna desse nome aos 49', num remate forte de Kvirkvelia. Apesar do frio, mostrou estar sempre pronto a responder quando chamado.
MIGUEL GARCIA (2). Regressou à titularidade quase dois meses depois e sentiu problemas iniciais para parar o brasileiro Romero. Tentou auxiliar Carlos Martins nas acções ofensivas pelo flanco direito, mas raramente o fez com acerto. Melhorou, no entanto, no segundo tempo, colocando maior agressividade na disputa dos lances.
ENAKARHIRE(3). É uma parede em que os adversários batem com frequência. Sendo um central duro, não deixa de ser curioso que raramente faz uma falta. Ontem, a estrela do Dínamo (Melkadze) foi ofuscada pela sombra do africano.
POLGA (3). É capaz de fazer um corte brilhante como também em seguida comete um erro impróprio para um jogador que é campeão do Mundo. Ontem, os lapsos foram sobretudo nos passes longos que tenta efectuar para os avançados. No resto, cumpriu com distinção.
RUI JORGE (3). Pouco afoito no ataque, verdade seja dita que raramente teve auxílio directo de Viana quando os georgianos apareciam pelo seu lado. Foi sempre forçado a grande trabalho.
CUSTÓDIO (3). É o típico "regista" italiano, o homem que corre quilómetros a dobrar colegas e a pautar o jogo da equipa. Está cada vez mais refinado e ontem nem teve grandes dificuldades para ganhar a batalha no meio-campo. Nem precisou de recorrer muitas vezes à falta e assim não viu o terceiro amarelo na competição e pode jogar com o Sochaux na próxima semana. Peseiro poupou-o a vinte minutos do final.
CARLOS MARTINS (4). Está em grande momento de forma, porventura o melhor que já viveu na sua ainda curta carreira. Intercepta ataques adversários, faz compensações defensivas, lança a equipa para o ataque e revela um pulmão inesgotável. Cabe-lhe a ele grande parte do mérito da vitória fácil, com o passe primoroso que isolou Liedson no primeiro golo leonino. Pelo nível exibicional que anda a evidenciar nos últimos tempos, arrisca-se a que Scolari o chame para a Selecção Nacional.
ROCHEMBACK (2). Curiosidade ou não, a verdade é que desde o jogo com o FC Porto que não é o mesmo jogador. Está sem fulgor físico, perde lances imagináveis no "velho" Rochemback e a equipa ressente-se da sua ausência, sobretudo no apoio directo da intermediária aos atacantes. Foi substituído, mas desta vez saudou Peseiro com um aperto de mão.
HUGO VIANA (3). A sua técnica refinada ditou leis no miolo, pese embora tenha estado longe de fazer um jogo imaculado e a roçar a perfeição. Derivou bastante para a zona do meio-campo. Acabou por não intervir tanto como nos últimos jogos mas, em boa verdade, nem foi necessário. Esteve muito perto de marcar aos 77', mas o guardião Zoidze conseguiu opor-se com mestria. Foi dele o remate para o autogolo do central georgiano (4-0).
DOUALA (3). A rapidez que coloca em cada lance torna-o num Fórmula 1, enquanto os adversários parecem ir de Fiat 600. Consegue criar enormes desequilíbrios, sobretudo pelos flancos, como foi ontem o caso. Aos 42', num desses lances, passou por três adversários e ofereceu um golo de bandeja que Carlos Martins não conseguiu converter. Aos 56' teve nos pés o golo, mas rematou à figura. Foi poupado aos 60' e merecia ter marcado.
LIEDSON (5). É um matador nato, que apanhou uma presa praticamente inofensiva. Aproveitou da melhor maneira a apatia e falhas infantis dos georgianos para fazer um "hat-trick", onde ficou uma vez mais evidente todo o seu sentido de oportunidade no último terço do terreno. Habituado a trabalhar em supermercados, sabe melhor que ninguém aproveitar as promoções. E perante tão fraca oposição, ainda teve oportunidades para marcar mais.
PAULO SÉRGIO (2). Estreou-se de leão ao peito em jogos oficiais, tendo assim a oportunidade que ansiava há muito tempo. Com o último reduto do Dínamo completamente destroçado, foi só aproveitar os espaços para, em velocidade, tentar criar perigo. Por aquilo que mostrou em meia hora, merece mais oportunidades na equipa leonina.
BETO (1). Entrou aos 69', a substituir Custódio. Tentou ganhar as bolas aéreas e dar um maior auxílio aos centrais na fase em que o adversário ousou carregar mais no acelerador.
TINGA (1). Com Rochemback completamente esgotado, Peseiro tentou refrescar o meio-campo com a entrada do camisola 77. Deu maior força e poder de choque ao meio-campo numa altura em que o importante era gerir da melhor forma a vantagem amealhada.
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