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João Sundfeld, jornalista brasileiro, faz a antevisão a partir de Abu Dhabi
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João Sundfeld nasceu há 19 anos em São Paulo, Brasil. Mudou-se para Portugal em 2019 para estudar Ciências da Comunicação na Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, mas a ligação ao nosso país vem de antes: o bisavô era português. No sangue da família está também o amor pelo Palmeiras. É editor no ‘Nosso Palestra’, está em Abu Dhabi a cobrir o Mundial de Clubes e faz a antevisão da final para Record.O Palmeiras está na final do Mundial de Clubes da FIFA (no modelo organizado desde 2005) pela primeira vez na sua história. Na final, terá pela frente o Chelsea. Confronto visto como difícil dentro e fora do clube, mas tanto a equipa, como os adeptos, estão confiantes na vitória.
Histórico mundial
Esta não é a primeira vez do Verdão em competições deste calibre. Em 1951, a equipa pré-Academia venceu a Copa Rio, ao superar a Juventus na decisão. Na época, o título devolveu o orgulho de ser brasileiro à torcida de todo o país (o campeonato sucedeu o Maracanazo, quando, no estádio mais tradicional do Brasil, o Uruguai sagrou-se campeão do mundo em cima da equipa da casa).
Jornais que saíram após a conquista relatam o que aconteceu: um título do mundo. Anos depois, a própria FIFA assumiu o valor internacional do troféu. No entanto, os adeptos rivais não concordam com a decisão.
Décadas depois, ao conquistar a Libertadores de 1999, o Verdão teve mais uma oportunidade de ter o Mundo nas mãos. Esta, porém, foi desperdiçada na partida diante do Manchester United. Na ocasião, o Alviverde teve uma boa atuação e criou oportunidades, mas não foi efetivo o suficiente. Os ingleses, por outro lado, aproveitaram uma falha do guarda-redes Marcos e anotaram o único golo do embate.
Na participação mais recente, o Palmeiras chegou pouco depois de levantar a Libertadores. Desgastado mentalmente e sem condições físicas, a equipa teve um desempenho ruim e amargou a quarta posição - a pior da história de um sul-americano no torneio.
Momento atual
Atualmente, o Palmeiras está embalado. Com tempo de férias e preparação após a última época, a equipa de Abel Ferreira chegou em Abu Dhabi concentrada e focada no título mundial. Nas partidas que antecederam a viagem ao Médio Oriente, a equipa esteve bem e conseguiu duas vitórias e um empate no Paulistão. Além disso, as exibições foram elogiadas por adeptos e imprensa. Já nos Emirados Árabes Unidos, a equipa concentrou-se e manteve um só discurso: o de se preparar em busca da conquista. É consenso de que o Palmeiras não é favorito, mas que disputará o troféu até o fim.
Estudando as equipas que poderiam enfrentar o Alviverde na meia-final, Abel Ferreira propôs atividades visando Al Ahly e Monterrey nos treinos. Além disso, foi ao estádio acompanhar a partida entre os dois, que terminou em vitória egípcia.
Na estreia, a equipa estava bem preparado. Sabendo o que fazer em campo, não sofreu e conseguiu dominar o adversário durante os 90 minutos. Atuações individuais - como as de Veiga, Luan e Dudu - foram extremamente aclamadas pelos adeptos que acompanharam o jogo e, também, por jornalistas presentes no estádio Al Nahyan.
Equipe do Nosso Palestra chegando no Al Nahyan Stadium. E para a surpresa de ninguém, Palmeiras sempre presente.#NPeloMundo pic.twitter.com/5zWt99RWaF
— João Sundfeld (@jphsundfeld) February 7, 2022
Recepção da torcida
Os palmeirenses invadiram os Emirados Árabes. Até o jogo, Dubai foi o local mais escolhido. Após a meia final, Abu Dhabi conheceu o público brasileiro. É impossível andar nas ruas sem escutar português ou ver alguém com uma camisola verde. E isso se refletiu no estádio. Existia a expectativa por um público maioritariamente egípcio. Isso, porém, não aconteceu. Cerca de dois terços do estádio foram ocupados por palmeirenses, que buscavam apoiar a equipa até o fim. Nas bancadas, os adeptos cantaram durante horas sem parar. Iniciaram antes da partida e só foram embora minutos depois do apito final.
Existia um consenso que era transmitido pelos mais influentes membros da Mancha Alviverde: "Se a gente cantar, vamos ganhar". O apoio impressionou os adeptos locais e a imprensa mundial, algo similar ao que aconteceu na decisão da Libertadores.
Expectativa dos adeptos e do plantel
Em Abu Dhabi, é consenso de que o Chelsea é o grande favorito. Torcedores entendem isso nas ruas e jogadores afirmam nas conferências de imprensa. No entanto, a expectativa é das melhores. Jogando sem pressão - afinal, perder para um das equipas mais poderosass do planta não é vergonha -, o Palmeiras costuma conseguir grandes resultados. Durante anos, o Palmeiras foi visto como um ‘azarão’, inclusive nas duas finais de Libertadores que conquistou. Esse clima agrada aos adeptos, que confiam no trabalho de Abel Ferreira.
O 'seremos' virou um mantra desde a partida contra o Santos no final de janeiro. A palavra é repetida sem parar nas ruas e nas redes sociais.
A confiança de que o Palmeiras pode chegar ao ponto mais alto do mundo é real, mas não é confundida com a soberba. Todos os adeptos, apesar deste sentimento, seguem apreensivos. É entendido por todos que o Chelsea tem uma ótima equipa, mas que o Palmeiras pode competir.
Para a final, os adeptos devem, mais uma vez, cantar sem parar. Em campo, a partida tende a ser difícil e equilibrada, com equipas bem treinadas e com suas respetivas convicções.
Palmeiras e Chelsea defrontam-se amanhã.
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