Costa do Marfim à procura do 'tri' e Argélia com fortes argumentos

Egito regressa sete anos depois na estreia da Guiné-Bissau entre a elite africana

• Foto: EPA

Dois anos depois de ter conquistado o título africano pela segunda vez, a Costa da Marfim chega ao Gabão novamente como forte candidata a repetir o triunfo. Mas a 31.ª edição da Taça das Nações Africanas (CAN), que arranca este sábado, tem outras seleções com fortes argumentos para festejar na final agendada para 5 de fevereiro. Acima de todas está a Argélia, com as suas muitas estrelas, mas não podemos esquecer o Gana, finalista vencido em 2015, ou o Senegal.

Apesar de terem perdido o seu carismático capitão - Yaya Touré anunciou em 2016 a retirada da seleção -, aos costa-marfinenses não faltam jogadores de qualidade. Comandada pelo francês Michel Dussuyer, os destaques são os defesas Serge Aurier, lateral do Paris Saint-Germain, e Eric Bailly, central do Manchester United, e os avançados Wilfried Bony, do Stoke City, e Wilfried Zaha, do Crystal Palace.

Este último, de apenas 24 anos, chegou a representar a Inglaterra em dois jogos particulares e decidiu mudar de seleção em novembro último - a FIFA autorizou a troca por não ter participado em competições oficiais com a equipa inglesa e já ter dupla nacionalidade quando alinhou pela turma europeia.

Integrada no Grupo C, juntamente com Marrocos, Togo e República Democrática do Congo, a Costa do Marfim não deverá ter dificuldades em se apurar para os quartos-de-final. Ainda convém ter em atenção os marroquinos - que contam com Manuel da Costa, Carcela ou Benatia e são orientados pelo francês Hervé Renard, já campeão africana com a Zâmbia (2012) e com a... Costa do Marfim (2015).

Muitas estrelas

No Grupo B, a Argélia é também claramente favorita, apresentando-se na CAN'2017 com uma equipa temível. Além de Mahrez (Leicester), eleito jogador africano do ano em 2016, o conjunto orientado pelo belga Georges Leekens conta com o portista Brahimi, o ex-sportinguista Slimani (Leicester) ou o ex-vimaranense Soudani (Dínamo Zagreb), que se juntam a outros jogadores de qualidade como Ghoulam (Nápoles), Bentaleb (Schalke 04) e Ghezzal (Lyon).

Entre os rivais dos argelinos na primeira fase está o Senegal, juntamente com Tunísia e Zimbabwe. Liderados em campo por Sadio Mané, veloz avançado do Liverpool, os senegaleses contam ainda com Koulibaly (Nápoles), Moussa Sow (Fenerbahçe), Idrissa Gueye (Everton) ou Keita Baldé (Lazio) para tentar alcançar uma final à qual não chegam desde 2002 - e nunca foram campeões.

No Grupo A, o anfitrião Gabão, comandado pelo espanhol José António Camacho, tem boas possibilidades de chegar longe na competição e, pelo menos, fazer melhor do que em 1996 e 2012, quando chegou aos 'quartos', até porque conta com Pierre-Emerick Aubameyang, jogador do Borussia Dortmund e um dos melhores avançados da atualidade.

Os Camarões, 'eternos' candidatos ao título, apresentam-se sem grande figuras, destacando-se apenas Vincent Aboubakar, avançado emprestado pelo FC Porto ao Besiktas, e o defesa e capitão Nkoulou, do Lyon. Por isso, o Burkina Faso, de Paulo Duarte, surge com legítimas aspirações de passar aos 'quartos', num grupo em que a estreante Guiné-Bissau terá vida difícil, a começar logo no jogo de abertura, frente ao Gabão.

Históricos Gana e Egito

Já no Grupo D, surgem mais dois históricos. Ao Gana, finalista vencido em 2015, junta-se o regressado Egito - desde que somou o seu 7.º título africano, em 2010, nunca mais tinha conseguido apurar-se para uma fase final. Agora, se os ganeses contam com os 'habituais' Asamoah Gyan, Christian Atsu e os irmãos Andre e Jordan Ayew, os egípcios têm em Mohamed Salah (Roma), Mohamed Elneny (Arsenal), Ahmed Elmohamady (Hull City) e no 'nosso' Hassan (Sp. Braga) as esperanças de voltar a brilhar a nível continental.

Ao Mali, com o também 'português' Marega (V. Guimarães) e Adama Traoré (Monaco), resta fazer pela vida e tentar contrariar o favoritismo de Gana e Egito. Missão impossível para ser a do Uganda, que não disputa uma CAN desde 1978 e completa o grupo.

Por José Angélico
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