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Recusa dos juízes em conceder intervalos para beber água nos jogos tem merecido muitas críticas
A CAN costuma ser palco de histórias insólitas e a edição deste ano, que se disputa no Egito, não escapou à tradição. O selecionador marroquino Hervé Renard lançou um duro ataque à arbitragem da partida com a Namíbia, no passado domingo, no qual resultou no triunfo por 1-0. No entanto, em causa não estava qualquer lance polémico nas áreas ou qualquer possível sanção disciplinar por atribuir. Em causa estava realmente a proibição do juiz da partida que se parasse a partida para... beber água.
"Como é que não permitiram aos jogadores que bebessem durante a primeira e segunda parte? Como é que é possível?", vociferou o técnico francês. "Estou surpreendido. É estranho. Quem joga futebol sabe que é necessário beber qualquer coisa, especialmente após 20 ou 25 minutos de jogo", comentou Renard.
O confronto entre Marrocos e a Namíbia foi disputado no Cairo, no Salam Stadium, às 16h30 locais, com uma temperatura média a rondar os 38º Celsius. "Os organizadores têm de pensar nos jogadores. São eles que fazem o espetáculo. Não é quem está nas bancadas, não é quem está nos bancos mas sim os jogadores", frisou, irritado.
O médio marroquino Boussoufa alinhou pelas queixas do seu técnico. "Estava muito, muito calor, não havia muito ar... assim é muito difícil", comentou, no final da partida que terminou com um golo tardio de Itamunua Keimuine para dar o triunfo a Marrocos.
No entanto, as queixas sobre as arbitragens em matéria de águas não se resumem à seleção marroquina.
No jogo entre a Costa do Marfim e a África do Sul, na passada 2ª feira, o árbitro argelino Mustapha Ghorbal também esteve em evidência, segundo relatou o médio sul-africano Dean Furman.
"O árbitro não permitiu qualquer paragem na partida para beber água. No entanto, na primeira vez que houve uma lesão em campo, a primeira pessoa a beber foi o próprio árbitro", ironizou o centro-campista, sobre a partida que se disputou sob uma temperatura média de 37º. O juiz do norte de África viria a permitir um intervalo para refrescar no 2º tempo da partida.
"Não sei se a temperatura estava demasiado baixa para um intervalo de água. Mas pela energia dos jogadores em campo era nítido que estavam desesperados por um pouco de água", desvendou Furman.
A Costa do Marfim viria a bater os Bafana Bafana na partida inaugural da CAN, por 1-0 e igualmente percetível em campo foram as frequentes 'lesões fantasma' dos jogadores costa-marfinenses, prontamente 'socorridas' pelo banco com recurso a... água.
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